Falta de Jeito Trágica
Eduardo VII e o Presidente Loubet, aquando do entendimento entre os seus Países
O Mito Na Sua Razão
Eduardo VII e o Presidente Loubet, aquando do entendimento entre os seus Países
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Atalhos: Diplomacia, História, Relações Internacionais
Aniversário da Conferência de Algeciras que concedeu o agreement europeu à integração de Marrocos nas esferas de influência de França e Espanha. No caso francês a reivindicação só se tornara possível graças à acção singularíssima de um dos maiores agentes secretos da História, Charles de Foucauld, antes de se tornar agente assumido de Deus. Numa altura em que não havia quaisquer dados cartográficos sobre o relevo, as passagens e os poços da terra marroquina, ele, geógrafo de mérito, como valoroso militar que se revelara, de bússula, cronómetro e, ocasionalmente, sextante escondidos, disfarçado de Judeu numa época em que eram estes os desprezados e os Cristãos os temidos, fez, debaixo de privações, riscos e agressões todo o reconhecimento do território, permitindo mais tarde aos militares uma progressão que surpreendeu tudo e todos.
Depois da conquista pregou e praticou o ganho do coração dos vencidos pela caridade, reconciliando-os assim com os vencedores, prática que levaria ao extremo depois de professar e de se aperceber de que uma ocupação só poderia ser frutífera com a evangelização, partilhando a pobreza saaariana dos Tuaregues, ao Sul dos estabelecimentos gálicos da orla argelina, ganhando reputação de santidade a que até o martírio daria consistência.
Se ainda houvesse Homens assim...
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Atalhos: Colonialismo, Cristianismo, Elite, História

O Sr. Lopez, Presidente da Câmara de uma pequena cidade do Norte do Chile, foi preso por, automobilizado, ter causado perturbação no cenário das filmagens do novíssimo episódio da saga de James Bond. Como nada que diga respeito ao 007 me é indiferente, cá venho botar faladura sobre o tópico.
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18:29
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Atalhos: Actualidade, Cinema, História
E voam os meus pensamentos para o 1 de Abril de 1641, em que desse imenso Brasil cujos Leitores quero, nesta hora, homenagear, surgiu uma notável recusa de pactuar com uma traição ao Soberano, alicerçada pioneiramente no ódio anti-jesuítico que, noutras latitudes e datações, viria a provocar tantos males. Amador Bueno, nesse dia memorável, vendo-Lhe oferecidas as insígnias da Realeza Brasileira, recusou-as e, ali mesmo, se proclamou leal vassalo de El-Rei D. João IV.
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D´Annunzio por Gaetano Martinez

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Havendo sido suscitada a reserva de uma época do ano para certas práticas populares ao menos preservadas pela etnografia, encontrei esta resposta num Lunário antigo que possuo, o qual nos diz quais as acções favorecidas no mês que atravessamos e alerta para os efeitos psíquicos que a busca de outras actuações e previsões comporta. Fica pois respondida e advertida a Ana, quanto às ansiedades que, por brincadeira, simulou.
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15:12
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A 13 de Março de 1634 teve lugar a primeira sessão da Academia Francesa, precursora de todas as instituições do género e, a partir daí, a mais invectivada mas desejada distinção, por tudo o que saiba, bem ou mal, rabiscar um papel. Quando o critério nem é a qualidade da escrita, ou qualquer outra arte, a orientação consagrada foi de admitir os beaux esprits.
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23:38
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Não era só Sherlock Holmes que era acolitado por um Watson célebre. Alexander Graham Bell também estava nessa situação e a primeira conversa telefónica da História, registada como tendo ocorrido em 10 de Março de 1876, começou uma longa série de controvérsias, pela extensão do desejo do patrão, conforme seja lembrado pelo próprio, ou pelo ajudante. Apesar de Portugal sempre ter estado na vanguarda destes estimulantes de loquacidade, havendo sido o segundo País europeu a possuir um sistema de bataria central, tal como hoje segue na dianteira do recurso aos telemóveis.
Nunca gostei destes bichos. Na adolescência fazia-me impressão a gente da minha idade que se vingava em conversas intermináveis e sem assunto com o Ente Imaginadamente Amado, por assim dizer, prescindindo da vertente física sem razão aparente. Reconhecendo-lhe a utilidade para marcar encontros, detestava a aptidão a substituí-los, pelo que nunca me deixei empolgar pela conversa de que era instrumento que aproximasse as pessoas. Igualmente noutras formas de convívio a presença parecia-me essencial, descortinando no aparelhómetro apenas um excitador de desmarcações ou de substituição das normais praxes de memória e delicadeza para com o nosso (mais) Próximo.
Já estão a ver a repugnância que me suscitou a inovação dos telefones celulares, com uma sobrecarga de conversa inútil e de facilidades desculpantes, de atrasos ou combinações abortadas, por exemplo. Perguntar-me-ão se o mesmo não sucede com a INTERNET. E eu digo NÃO! Porque nesta há a filtragem pelo que de nobre arte tem a escrita. E porque não obriga à disponibilidade a tempo iteiro dessas portáteis grilhetas que são muito mais o tubarão devorador, de dentes aguçados, do que a cabina pintada. Não gosto de andar pela trela. Dizem-me sempre que quando não quiser atender posso desligar; como nunca quero, dispenso-me da aquisição. E assim considero ter comemorado condignamente a efeméride.
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23:59
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Mas, como extra, apanhei uma história muito mais interessante. O Egipto dava equivalência de estatuto diplomático aos Comissários da Dívida estrangeiros (esta também é linda). A Albion costumava nomear ou gente em fim de carreira ou personalidades algo excêntricas para o cargo. Assim, na época, achava-se defendida nessa vertente por um gentleman já não muito novo, sempre metido em calças apertadíssimas e colarinhos inenarráveis, que falava de todos os temas com uma extensão de conhecimentos tal que deixava os interlocutores algo incomodados, ao ponto de se deitarem com afinco a estudar um campo que lhe pensavam estranho, para o colocarem na defensiva. Calhou a ser a música chinesa e Mr. Farnhall, posto sem aviso prévio perante a discussão da matéria, saiu-se com o brilhantismo de sempre, embora emitindo um ponto de vista contrário a um dos artigos consultados pelos provocadores, o da Enciclopédia Britânica. Vendo nisso a única frecha por onde o poderiam pôr em dificuldade, fizeram-lhe notar a discrepância.
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Atalhos: Elite, História, Livros, Relações Internacionais
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23:36
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Atalhos: Fotografia, História
Já uma vez falei da grande injustiça que a memória histórica, ou antes, a falta dela, fez ao enorme Cabo de Guerra e glorioso evadido que em idade avançada morreu na batalha de Pavia que hoje se comemora. A história é conhecida, embora controvertida, pois não se chega a acordo dobre ter sido uma calinada dos soldados ao comporem canção de homenagem ao notável Marechal de la Palisse, ou adulteração de copista das palavras de Francisco I, confundido com o valor de s que o f também tinha, ao tempo.
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Atalhos: Aniversário, História, Língua, Morte
Dia em que se comemora o início de um sangrento feito de guerra, a Batalha de Verdun. A defesa vitoriosa coube a Pétain, incensado pelo feito, como mais tarde, pela política da memória e gratidão curtas, seria infamado. E, no entanto, os seus principios militares estavam em consonância com a condução de Estadista. Poupar vidas, poupar vidas. Foi ele que inverteu a tendência criminosa dos generais da Grande Guerra, de fazerem da Infantaria a carne de canhão barata. Os seus dois princípios intangíveis, o da superioridade do poder de fogo sobre o movimento e o do respeito sagrado pelo sangue dos subordinados, explicitar-se-iam na máxima a Artilharia conquista, a Infantaria ocupa.
Mas seria falácia reduzi-lo, como alguns querem, a um administrador prudente, como Wallenstein fora no Século XVII, A sua marcha à frente das unidades que comandava, na ocupação da crista de Saint-Bon, atravessando um campo fustigado pelos disparos dos obuses inimigos, documentada em baixo, honram-no tanto como o comando que tomou na praça que o celebrizou. E quando, na vergonha que se vangloriou de ser julgamento, Isorni lhe propôs uma declaração em que dissesse ter pautado a chefia do Estado pela mesma forma que o levara a defender Verdun, riscou o título supremo da sua glória, colocando em lugar dele "a defender a França", para que os louros pessoais não influíssem.
Os Homens não são todos feitos da mesma massa, por muito que se tente impingir o contrário.
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19:56
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Há muitas e boas razões para gostar de Franco: o Caudilho Francisco que livrou a Espanha dos assassínios arbitrários, da perseguição religiosa e da escravatura aos Soviéticos, o movimento verdadeiramente regenerador do Presidente do Ministério João, o qual tentou dar uns princípios de governação a um Portugal já então feito em cacos pela partidite e... a Farmácia de Belém onde nasceu o Sport Lisboa, a edição Princeps do Glorioso SLB. Como tenciono ir almoçar hoje a essa bela Terra, quis sossegar os meus Leitores, não pretendo mudar a filiação clubística para o Belenenses, apenas honrar as origens. E regozijar-me de que ao local estejam ligadas a minha cor favorita, no invólucro dos auxiliares da vida que esse reputadíssimo boticário facultava, como a do encarnado do meu coração, no seu conteúdo. O Encarnado e Branco, note-se, antes da crise das camisolas com as duas cores diluídas uma na outra e bem diferente do Vermelho e Dourado Comunista ou do Vermelho e Negro do Diabo e dos Anarquistas...
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12:16
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Foi em 17 de Fevereiro de 1939 que o grande Ferdinand Porsche apresentou publicamente o modelo do ano anterior, igual ao que mais tarde mereceria o nome de Carocha, ou, como se diz no Brasil, Fusca, em virtude da fonética de Wolk. Querem hoje alguns detractores que a nomenclatura Wolkswagen tenha sido originada dois ou três anos antes, num modelo de outro importante criador, Ganz, perseguido pela origem racial. O certo porém, é que se formos tentar determinar o nascimento oficial da palavra, tê-lo-emos na célebre entrevista do Outono de 1933, no Hotel Kaiserhof entre Hitler, o creditado desenhador e Werlin, na qual o Führer teria ordenado a concepção de um carro não muito complicado, mas com um bom motor e gastando aproximadamente 7,5 l aos 100 Km, capaz de manter uma certa velocidade nas auto-estradas a construir, mas de manutenção económica, com peças substituíveis facilmente e por baixo preço, uma espécie de Wolkswagen, com refrigeração por ar, já que nem todos poderiam pagar a uma garagem. E que não custasse mais de mil marcos.
O Poder ordenou, o cérebro respondeu. Porsche, que detestava política e sempre se recusara a aderir ao Partido Nacional-Sogialista, tinha visto com desgosto a propaganda crismar o seu invento como Força Pela Alegria, pretendendo publicitar ao Trabalhador Alemão uma realização pela aqusição de carro próprio com o seu labor. Num sentido não-concorrencial e mais difundido, participava de essência igual à da promoção de automóveis como símbolo de status, por erguer um meio material a signo de estrato.
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19:01
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Atalhos: Aniversário, História
A poucas horas da reabertura do túnel do Rossio, temos de lembrar quanto sofreram os passageiros que por lá transitaram em composições puxadas por máquinas a vapor, combinação redundando em pouco menos que câmara de gás. E dar graças por a linha do Estoril ter sido a primeira do País a ser electrificada, em 1926, depois da reivindicação da melhoria pelo grande Fausto de Figueiredo. Antes tinha sido aberto, em 1899, o trajecto Pedrouços-Cascais. Para chegar ao começo do segmento tomava-se outro vapor, barco este, do Aterro (por alturas do actual Cais do Sodré).
E a 12 de Fevereiro de 1897 inaugurou-se a segunda via, onde ainda estamos, salvo em matéria de governantes do PS e de orientações sexuais, sendo certo que se encontra sobejamente comprovado o descarrilamento, no primeiro caso; e, no segundo, os comboios serão para os que defendem túneis mais apertados, sem alternativas de vulto...
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Atalhos: Fotografia, História
Sempre me irritou a aceitação acéfala de versões conspirativas, segundo as quais este ou aquele governante teriam sido envenenados, um pouco ao sabor das preferências dos especuladores. Saúdo assim esses verdadeiros provadores a posteriori que são os cientistas que encontraram maneira de determinar a inexistência de ajuda ingerida no óbito do Bonaparte, uma das muitas malfeitorias atribuídas a essa Albion de costas largas. E exorto vivamente a que se efectuem exames paralelos aos restos de D. João II, D. João VI e D. Pedro V, entre outros, para acabar de vez com a dúvida entre o que é mito e não é. No caso do Príncipe Perfeito, por exemplo, Bramcamp Freire prova por A + B como a atribuição de autorias de assassínio são fantasias de historiadores imaginativos, mas não se lembra de pôr em questão o próprio pretenso envenenamento...
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Foi em 12 de fevereiro de 1914 que Mary Phelps Jacob, uma descendente de Fulton, requereu a concessão da patente do sutiã,
nesta versão algo incómoda. Para que se veja como a técnica se sofistica, deve ter-se sempre em conta que o mais evidente sinal desse avanço costuma manifestar-se na redução do espaço ocupado pelos engenhos, atente-se na miniturização electrónica emblemática.
E para os que acharam que a concepção original não caucionaria uma perspectiva desta transformação por mim recentemente publicada, deixo a decisiva informação de que a Inventora mudou o nome para Caresse. Caso decidido!
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13:46
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Querida Luísa, venha visitar as imediações! Apesar de enganosa pluralidade de vias, creio que o Estoril ainda está bastante reconhecível para a Minha Amiga e outros Aventureiros Se apearem...
Já não ponho as mãos no fogo pela gare de Cascais, até porque as máquinas ferroviárias deixaram de ser a vapor...
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Atalhos: Fotografia, História
Em 9 de Fevereiro de 1640 um governante que tinha proibido aos outros o álcool morreu, paradoxalmente, de cirrose do fígado, por dele não se ter abstido. Murad IV foi um precursor do Sr. Sócrates: proibiu também, além da pomada e do café, o tabaco. Isto numa megalómana tentativa de abolir todo e qualquer fumo, conhecendo que ele revelava fogo, pois ficara supersticiosamente traumatizado ao ver arder grande parte de Constantinopla, em consequência dos trabalhos de pirotecnia que celebravam o nascimento do primeiro dos seus filhos. Como não dispunha da ASAE, andava pessoalmente, à paisana, pela cidade a pedir uma porçãozita e, quando alguém lha dava, em troca da proto-beata ficava-lhe com a cabeça que pessoalmente decepava, exemplo para fazer pensar duas vezes antes de compartilhar o maço. Era homem confiante nas suas... desconfianças. Mandou desta para melhor o desgraçado que acrescentara um andar da sua casa, porque meteu na pinha que ele o fizera para espreitar para dentro do seu harém, ou seja, foi um puritano perseguidor do voyeurisme alheio. Deu chá de sumiço num grupo de mulheres que cantavam na rua, por lhe perturbarem o sossego, coisa que apeteceu a muitos forçados auditores de certos cacarejos, mas apenas em desabafo sem consequência. E tratou da saúde a um francês que se aproximara de uma turca para melhorar o seu conhecimento da língua, reafirmando uma acepção menos popularizada da sabedoria que nos diz pela boca morrer o peixe e servindo de referência ao Eliseu para não meter na cama da UE a versão actual dos Otomanos.
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