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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Striptease Legal!

Já em tempos evoquei a estreia pública do bikini, na Piscina Molitor de Paris, tendo apenas faltado sublinhar as ironias de a uma balarina habitualmente nua se ter pedido que colocasse (alguma) roupa; e que onde se demandava um corpo tivesse surgido o dito de espírito que deu o nome imortal à coisa- Monsieur, o seu fato de banho é mais explosivo do que o atol de Bikini, disse então a portadora dele, com a consequência que ecoa.
Não admira que uma cidadezinha do Utah haja recorrido a este valor seguro para se publicitar. Escassos dias após ter proibido as duas pecinhas nas piscinas públicas, retirou a proibição. Reportando-nos à norma, foi o regresso do strip à sua condição habitual, envergado o reduzido vestuário para entrar no palco, logo foi retirado, em plena ribalta. Outro tanto aconteceu com a proibição.
Sabe-se como neste Estado de Mormons a fogosidade foi, historicamente, canalizada para a poligamia. Que efeitos terá sobre a população masculina esta indumentária proscrita e logo consentida? Excitará, ou substituirá? De qualquer forma, adicionando ao nome da povoação, Kanab, o bis do renovado consentimento, obtemos o valor fonético de uma droga. Resta saber em qual dos sentidos actuará.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Os Cílios e as Páginas

Um esquecido Gabriel Legouvé imaginou em verso uma anedota representativa que rezava assim.

ANECDOTE

Une Laïs perdit l´amant le plus fidele
On la disoit en pleurs: un ami court chez elle;
Il la trouve riant en face d´un miroir:
«Vous me surprenez fort, dit-il à la donzelle;
«Je vous croyois au désespoir.
«Ah! lui répond soudain la belle,
«C´est hier qu´il falloit me voir!
»

Claro que é, por sua, vez o espelho deformante da visão masculina que devolve uma certa imagem da Mulher. Mas continuando nessa impertinente vereda, detecto comparável tendência na Poesia que prende o Universo Feminino. Cada Exemplar do Belo Sexo que lê um poema é-lhe tanto mais sensível quanto apreenda a imagem da sua alma reflectida por ele, resultando essa cativação numa vulnerabilidade conforme interaja com o instante biográfico que atravesse.

Enquanto que o sentimento predominante no Espirito Feminino que se debruça sobre uma obra de ficção é diferente, o seu interesse depende de se deixar envolver por um apelo consequente e indutor da entrega, que consiga reconhecer, independentemente do desfecho, que não terá pudor em considerar ou não impossível, de acordo com o conhecimento que tenha dos sentimentos e reacções correlatas. Ao contrário da abertura masculina, sempre disposta a aceitar o acidental e o externo na conformação das sequências narrativas, buscando a adesão no nexo entre o princípio actuante e a resistência espiritual. Entre as Filhas de Eva o que leva a melhor é a dialéctica entre a latência do seu estar e a instintiva mensurabilidade do sentir que corresponda.


A pintura é de Pino Dangelico

Manter Uma Reputação

Foto reprobábelTer Amigos é Ter um Tesouro. O José Carlos é um deles e compôs aqui uma imagem do réprobo que me leva a, tentando não desfazer inteiramente esse ideal cego pela estima, oferecer a Todas as Minhas Leitoras, directamente do meu jardim, estas florzinhas. Uma há Que sei Amiga da espécie vegetal ora ofertada. Bem hajam!

domingo, 1 de junho de 2008

Turismo do Passado

Suzanne Chantal, a quem o nosso País deve muita atenção e um difundido estudo da vida quotidiana setecentista, publicou, em certo número da revista «Historia» de 1963, esta gravura de Mulheres Portuguesas na Sua Casa; e o seguinte trecho, a todos os títulos surpreendente, acerca da parte feminina da Aristocracia pós-Terramoto:
Elas passam os dias agachadas nos ladrilhos dos quartos, com as portadas das janelas fechadas, mascando longamente pedaços de alcarazas que lhes dão bom hálito e lhes fazem os dentes belos, brincando com cãezinhos ou escutando um escravo salmodiar queixas voluptuosas e tristes.
Odaliscas, têm-lhes também o trajo: uns corselets de veludo muito decotados, écharpes de seda mole que lhes deixa a cintura livre, largas calças de gaze ou tafetás à turca, pés nus nas babuchas. Algumas trazem mesmo um turbante sobre os seus cabelos soberbos, soltos ou entrelaçados de fitas e pedrarias. mas uma cruz de ouro pende de uma fita de veludo ou de um colar precioso, entre os seus seios semi-nus.
Gostava de saber a que fontes terá recorrido. Isto cheira-me a impressão de algum visitante estrangeiro que haja tomado pequeníssima parte da realidade, senão uma fantasia unilateral dela, pelo todo. Muitas das fontes que lemos dão a Corte como seguindo as modas francesas e, inclusivamente, o censuram. E de reclusão, nicles, pois o que andou em voga foi abrigo em tendas e divertimento na rua, que terão feito até José Acúrcio Tavares (Bento Morganini) dizer que o que as nossas elites queriam era só barraca. Também o trajar era resolutamente europeu, conforme documenta a gravura seguinte.Só descortino duas vias de explicação - ou a amplificação de uma desconformidade de costumes com a de uma atmosfera próxima da de «As Ligações Perigosas», ela própria com valor mais vanguardístico do que exemplificativo, ou a sede de exotismo que se iniciara antes, como o Grand Tour e continuaria a seguir, com o Romantismo, desejosa de se deixar prender à fascinação da atmosfera de harém, mas inclinada a procurá-la numa franja da Cristandade, sem as repulsas despertadas pela barbárie colada às imagens de marca Turca ou Árabe.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Sem Abrangência Deontológica

Compreendo perfeitamente que, sendo Jornalistas muitos dos Confrades do Corta-Fitas, não possam, pelas regras profissionais, mesmo às Sextas-Feiras, divulgar as Fontes. Não me achando sujeito ao mesmo código de conduta, cá Vos deixo Federica Fontana...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Encorajamento

E para Todos os que pensem, na sequência do postal anterior, que mudar o triste estado de coisas que vivemos é como levar a carta a Garcia, lembro que o estafeta que originou a expressão o conseguiu. E digam lá que não valeria a pena, tratando-se de Danna Garcia? Mas para os que se contentassem em ficar por aí, recordo outrossim que o carteiro toca sempre duas vezes. Assim polissemicamente se fala, um bom português.

Mulheres & Mentiras

A Fugidia põe-nos a questão de a amizade, na vertente da conversação franca, apenas poder ocorrer entre homem e Mulher, conforme terá teorizado Ramalho Ortigão. Querida Amiga, gosto de muito o que Ramalho escreveu, mas não lhe dou qualquer crédito em matéria de teorizações sobre o Belo Sexo. Para louvar, deixava-se cair na necessidade de estabelecer regras de correspondência impossível. E como se amarrava a cada juízo que exprimia, o vício de querer fazer as crónicas agradar ao cientismo dominante na Passagem do Século dava-lhe para arranjar fundamentos dos mais extraordinários. Não me acredita? Ora vou dar-Lhe um rol de citações com que não poderá concordar:
Lisboa não tem beleza nem higiene para fazer lindas as mulheres.
e
A mulher de Lisboa é das mais feias da Europa
ou, para celebrar o Mulherio de Viana, aquelas que nunca, em parte alguma, tiveram mais lindas competidoras:
A mulher de Lisboa é feia pela persistência de influências que, actuando consecutivamente sobre os indivíduos, acabaram por determinar uma feição da raça.
E segue um longo artigo em que dá como responsáveis a falta de árvores que suavizassem o clima, a escassez e má qualidade da água, a higiene deficiente e malnutrição em minerais e a carência de museus.
Dizei-me, pode-se confiar em quem emite destas opiniões sobre Tal Tema?

segunda-feira, 26 de maio de 2008

O Que é Que a Itália Tem?

Tenho a maior dúvida de que Scolari consiga, apesar do golpe dos sócios, motivar atletas e público como das outras vezes. E mesmo que esteja errado, há uma certeza. Nunca se estará perante tão grande infusão de querer como no Mundo Transalpino. Enquanto a Federação Portuguesa de Futebol continuar a ser mais papista que o Papa e estabelecer substâncias proibidas que não constam de interdições internacionais e às quais não se vergam os adversários, não vamos longe. Quem são os Campeões do Mundo, Quem são?

domingo, 25 de maio de 2008

Madame De...

Ainda para ilustrar, de forma pouco antecipável, como o espartilho pode corporizar a luta entre a liberdade e a escravização de uma Mulher, cumpre lembrar uma história curiosa. Kitty Schmidt, a proprietária da mais célebre casa de meninas da Berlim do tempo de Hitler, tentou passar-se, com a astronómica soma de mil libras escondidas no corset, para fora das fronteiras do Reich. A razão? O medo de aceder ao ultimatum de Heydrich, o qual queria utilizar o estabelecimento e algumas seleccionadas profissionais dele para recolha de informações sobre as elites nacionais e estrangeiras que o fequentavam. Apanhada, teve de ceder, sendo instalada na sua afamada pensão, pelos inevitáveis expoentes da Gestapo e SD Naujocks, Schellenberg e Schwarz, um sofisticadíssimo sistema de escutas, que deu para, entre muitos outros, ouvir as confissões de Ciano e de um falador diplomata da Embaixada Italiana. O próprio Heydrich foi escutado, numa distracção do responsável pela espionagem do local, que custou a este a ida para a Frente Russa num batalhão disciplinar SS. Em 1942 uma bomba aliada destruiu o confessionário, ultra-eficaz porque involuntário. Foi reconstruído o prostíbulo noutro local, pelos SS, mas o seu melhor tempo tinha passado.
Para os cinéfilos, foi esta uma das fontes em que se inspirou Fritz Lang para o derradeiro filme da série «Mabuse».

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Belas e Se... Não

Vamos falar de temas que realmente interessam! A Meg desafiou-me para abordarmos o espartilho como funcionário da Atração Sexual, a par das botas. E eu não sou rapaz de deixar passar destes reptos... ou não assinasse réprobo.
Comecemos pelo fim: queixava-se há semanas um vendedor de lingerie de que as Mulheres Portuguesas, na Juventude, enfiam umas cuecas de algidão e um soutien barato, só se começando a importar com a sofisticação, chagadas a maturidade mais pronunciada. E eu explico: todas as Senhoras são excelentes psicólogas no que toca ao Amor que lhes respeite. A culpa cabe-nos a nós, homens - Elas perceberam que tínhamos deixado de aspirar às dimensões divinas da Afrodite, contentando-nos com um pedaço de carne, pelo que, sob o pretexto de trabalharem, recambiaram os espartilhos para os museus.
Exactamente as Proporções de Vénus de Octave Tessaert

Claro que no tempo em que eram poupadas, nas classes possidentes, a essa obrigação geradora de stress e depressões era diferente. E o aprisionamento em que moldavam o corpo era passível de estudos eruditos que As dessem como objecto sexual, veja-se o clássico de David Kunzle «The Corset as Erotic Alchemy». Submeter-se a torniquetes que diminuíssem a cintura e empinassem o peito era obrigação de qualquer dama de qualidade.
Novo Método de Laçar à Inglesa Para Cinturas Mais Estreitas de Basset

Não nos enganemos, a pressão nesses dois sentidos mantém-se, simplesmente os quadros mentais do Tempo, a Pressa e o Conforto, aboliram o esforço, erguendo em alternativas os produtos de emagrecimento e os implantes mamários.
Alfaiates, Fazedores de Botas, Cabeleireiros, Os Executores do Amor de Grandville

É que esta sujeição ao imperativo de agradar é o próprio Inferno de que o Belo Sexo nunca quererá sair. Fará todos os pactos demoníacos para tornar-se mais apetecível, é a sua subida ao cadafalso dos técnicos que lho prometam, como a tortura eterna da insatisfação, a punição desta querida e peculiar vaidade que o pudor de Dante não descreveu com a minúcia das faltas e suas sanções.
A Pedra de Amolar do Demónio de Le Poitevin

Chegamos finalmente ao âmago da tese da nossa Amiga. Dominar e ser dominado como desculpas para o compressor dos troncos femininos. Será isso para os mais imaginativos e libertos. Todavia, para o grosso das elites do Ocidente, desatar aquele obstáculo colocado estrategicamente seria sempre um preliminar adicional. Arte afrodisíaca, sim. E a dicotomia Amar e Penar está presente na própria maneira de nomear o acessório de toilette - espartilho, acentuando o sacrifício, corset, à francesa, se quiser sublinhar o capital de desejo.
Sofrer para Imperar, afinal o resumo da Mulher!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Liberdade, IGUALDADE, Fraternidade

Das fotos com nudez de Mara Carfagna, ex-modelo e actual Ministra do governo de Itália, digo o que disse das da Carla Bruni: não se lhes deve ligar, por terem sido tiradas antes do actual estatuto das protagonistas. Mas já podem ser relevantes para aquilatar do critério de escolha para o executivo. Acho que, não tendo havido desonestidades no currículo, deve ser dada liberdade de selecção aos chefes de governo. No caso, estreio-me a dizer bem de Berlusconi: ao atribuir à fotografada a pasta da Igualdade, pela primeira vez não está a fazer o que outros igualitarismos costumam - nivelar por baixo. Se houver sucesso na urgente implementação desta política igualitária, estou disposto a dar um abraço de fraternidade a todos os Italianos e um de outro género a todas as Italianas!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Tudo É Vaidade!

A Luísa confessa não perceber a razão pela qual queijo, em francês, dá Fromage. É natural, o Belo Sexo que é o Seu serviu para espalhar o hábito de o consumir nos salões oitocentistas de Paris, em obediência ao célebre ditame de Brillat-Savarin uma refeição sem queijo é como uma beldade a que falte um olho. Mas, curiosamente, este entendimento só se aplicava ao género masculino, na mesma altura em que os homens se atiravam ao dito, as Senhoras aplicavam-se nas bolachas e nos chocolates. Como se vê, não era preocupação com a linha.
Ou seja, a Mulher serviu para incentivar a deglutição, mas era dada como incapaz de compreendê-lo, o que julgo ser a base de muita da publicidade moderna, com modelos apetitosíssimos vidrados em homenzarrões a sério que consomem este ou aquele álcool, mas sem serem filmadas ou fotografadas em doses similares da ingestão respectiva... Um apelo a um arquétipo, por conseguinte.
Quanto à questão linguística, de que outra forma poderia La Fontaine pôr a raposa a fazer o queijo rimar com a plumage do corvo?

domingo, 18 de maio de 2008

Os Sons do Caminho

São cada vez mais os casos de automóveis que passam por este peão que irremediavelmente sou, com quem guia em plena fruição musical. Para mim, que amo a música de uma forma que exige conviver com ela em dedicação exclusiva, faz-me confusão. Proibidos os auscultadores que tornam certos pedestres com walkmen uma espécie de zombies, são os decibéis que pagam a factura da vingança. Vejo ambos os sexos conduzir discotecas ambulantes, havendo, não obstante, um pormenor que os distingue: nessa contradição da ameaça do stress as Senhoras soltam-se muito mais e é frequente vê-las a cantarolar por cima do fundo, entregando-Se por completo ao ritmo do que ouvem, enquanto que, no caso dos homens, permanecem mais hirtos.
Tenho o hábito como um perigo assombroso. Estou sempre à espera de que, completamente envolvidas, após uma percussão mais ribombante, ou uns acordes mais langorosos, a cadência, passando pela matéria condutora que é o corpo, chegue aos pedais ou ao volante, com pressões ou guinadas correspondentes. No resto é como se dançassem com a viatura, mas, ao contrário do baile mais popularizado, com Elas a conduzir.
Mecanismo de compensação? Pode ser. No entanto, por esta gravura se vê que, desde o Século XVIII, a distracção musical em estrada é uma constante, bem como se poder alegar o facto de o condutor ter deixado de virar as costas ao trânsito constituir progresso de monta...

sábado, 17 de maio de 2008

País Em Fuga

O Suicídio de Dorothy Hale de Frida KahloAqui está um resultado de estudo que me surpreendeu. Sempre pensei que houvesse mais tentativas de sucídios entre os homens, mas parece que são as Mulheres que ocupam essa duvidosa dianteira. A minha ideia firmava-se numa constatação, a de, nas minhas relações e conhecimentos, a parte masculina não admitir sequer a concorrência do Belo Sexo, o que, pelos vistos, não constituía uma amostra significativa. E num duplo diagnóstico caracteriólógico, o de Elas serem mais capazes de aguentar a dor do que nós e o de, por este lado, ser muito mais frequente a tentativa de aumentar a própria envergadura através da retumbância de um acto definitivo.
A bem ver, poderia suspeitar-se, meditando nas causas. As sujeições acabrunhantes talvez ainda ameacem mais o Sector Feminino, assim como a maior propensão a depressões poderia contribuir. Mas o conformismo diante das contrariedades da vida também se suporia maior.
Claro que falo apenas da abrupta decisão de precipitar o fim desta vida, não já da desistência dela. Igualmente acreditava, pelos vistos laborando em erro, que os meios de auto-infligir-se o fim eram mais radicais no Sexo Fraco - gás, mergulho de edifícios altos, do que o manejo de armas ou comprimidos, sempre susceptíveis de falta de habilidade.
Será que ficarão outrossim abaladas as convicções de ser na masculinidade mais frequente a assunção de fracasso pessoal no desmentido do projecto pessoal que se fizera e de ser nas Senhoras muito mais rara uma segunda tentativa, falhada a primeira?
Depois desta surpresa já não arrisco certezas. Até porque lembro sempre a propalada ideia entre a intelectualidade francesa do Sécilo XIX, de que a voga moderna do suicídio era importação de Inglaterra, concluindo que os Britânicos o faziam para desenfastiar-se e exortando-se a deixar-lhes esse passatempo, que não conviria quer ao carácter, quer ao clima da nova Gália. Quando a percentagem, sabe-se hoje, era maior em França.

Variação Sobre o Tema

Christine Garnier e Salazar

Mas claro que há casos em que o Génio é o que mais importa, como neste, em que se mostra também interessadíssimo pela Competência.
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Masculino/Feminino

Às Minhas LeitorasComo inocentes juízos sobre a Competência e o Génio desencadearam uma tempestade da parte da Ana Vidal, nas caixas de comentários, estou aqui a limpar-me: quem ousará dizer que o Génio é sempre melhor do que a... Competência?
Pouco? Mas quem dá o que tem...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A Paz dos Sexos

Passando mais um ano sobre a canonização de Joana D´Arc, por Bento XV, penso numa circunstância da vida Dela, lembrando-me de confrontá-la com uma outra, da biografia de Madre Teresa de Calcutá. No cerco de Orleães, quando a sorte da refrega estava mais ameaçada, alguns dos homens que comandava abeiraram-se da Donzela, perguntando o que fazer, na iminência do desastre. A resposta foi: comam, bebam e durmam, amanhã se verá. Já a Líder das Missionárias da Caridade, a uns Irmãos que as tinham ido ajudar e haviam parado as respectivas tarefas para fazerem as suas orações, disse que rezassem enquanto trabalhavam.
Muito boa gente vê nisto o carácter feminino manifestado. E vê bem. Porque onde os homens tendem a ser esmagados ou unidireccionados para a Excepcionalidade, as Mulheres são mais avessas, muitas vezes a tanto obrigadas pelas premências da vida, a permitir que os momentos extraordinários interfiram nas rotinas da existência. Podemos verificá-lo na capacidade, para nós indecifrável, com que Muitas mantêm exemplarentemente em dia as tarefas domésticas e a vida profissional, sendo menos propensas à excentricidade, apenas facilmente verificável nos casos de ócio notório. Alguns retirarão daqui a conclusão de que a Competência é apanágio do Feminino, ficando a vocação e adstrição à Genialidade reservada aos machos. Em tese geral, um raciocínio tão bonitinho até estaria mesmo a pedir por baixo uma assinatura. Mas, bruscamente, vem-me um rebate de consciência. Então os dois Casos que examinámos não são precisamente de Génio?

Precisar (de) Conceitos

Querida Fugidia, em relação à Sua resposta ao meu comentário, tenho de suscitar uma questão prévia: não consigo vislumbrar tigrezas em cantaroleiras masculinamente aperaltadas. A encarnação da ideia vejo-a mais nesta imagem, apanhada na(s) rede(s) e por ela como tal garantida...

Justificação do Tempo

O Caçador de Raposas de Roberta Gregor

Defender a tradição significa manter sempre as manifestações da Sexta-Feira, de acordo com o Legado indeclinável do Corta-Fitas. Quanto a outras, que me incomodam, como a caça à raposa, só admito retoma delas como no caso desta: Megan Fox. Nasceu a 16 de Maio. O Dia está justificado.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O Círculo Vicioso

Cheri Blair, a Mulher de que ninguém, salvo o Tony, gosta, vem memorialisticamente dizer que ficou a admirar Hillary por esta, magoada pela traição, ter apoiado o Marido no Monicagate, para lhe salvar a Presidência. Como se sabe, este é um ponto que deixa paralisadas as feministas. Predispostas a gostar da actual Senadora por ser uma Mulher tida por capaz de conquistar o Poder, não lhe conseguem perdoar o que consideram subserviência perante o infiel Bill. A meu ver, a indecisão não tem grande razão de ser, a Sr.ª Clinton é mais do que suspeita de não se ter vingado, não por subsistência do afecto, mas para preservar hipóteses de candidatura presidencial sua. Como seria em si que pensava e não no seu amo e senhor, podem ficar descansadas essas almas danadas: se ela não fosse tão calculista, lá deixaria o Poder inteiramente à mercê dos nefandos machos!
Não creio que, no fim de contas, haja sido assim tão fria. Mas serve para mostrar como o fanatismo sexista é muito pior do que as antigas solteironas de Província, a meter-se na vida alheia. Como as milhares de megeras que escreveram à Mulher de John Prescott, aconselhando-lhe as piores formas de se vingar do adultério dele com a secretária...