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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Remodelar É (Sobre)Viver

A megalomania não tem limites. Um certo personagem, falhado na deificação que lhe entendia devida, resolve tentar encarnar o Papel Divino com a expulsão de um parzinho do Eden governamental. É evidente que deixar a Saúde e a Cultura de rastos corresponde a pecados graves, mas, ao contrário da História Sagrada, as vítimas da Queda, no Portugal de 2008, tinham realmente conseguido assemelhar-se ao seu Criador.
As remodelações servem para isso mesmo, já se sabe, Sacrificar uns acessórios chamuscados para continuar prevaricando e, com a expectativa aberta no Eleitorado, meter mais um vale à continuidade. Para mais, a Substituta do Dr. Campos já veio dizer que acredita na política levada a cabo até agora; e o Reserva da Ministra Pires só não pode fazer outro tanto por ser difícil garantir que se acredita no que comprovadamente inexiste.
Ao uf! de alívio de Linos, Silvas e outros Pinhos corresponde um bem mais dilatado, o de cansaço, subjugado pelo peso deste fardo que é a gestão socrática que todos carregamos no lombo. Com aguilhão e tudo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Problemas das Metrópoles

Causa
e
Efeito:
Nunca invejei tanto Duas Amigas muito Queridas, que nem Se conhecem, as Quais tiveram a coragem de deitar fora os televisores...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Parangonas Reveladoras

Nada como recorrer à linguagem desportiva para fingir que, porque tangencial, a derrota foi um resultado digno...
*
E não há dúvida de que um aeroporto é o ideal para trazer à terra certas receitas:

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O Seguro e o Inseguro

Só a Maiêutica deste Socrates para fazer o primeiro justificar o nome, assumindo, pela parte contrária, o medo de se embaraçar com um resultado desfavorável no referendo que já não há. Quem tem medo compra um cão, não é preciso é ficar com dez milhões deles. Para mais, não iria além de poder não botar figura, porque, já se sabe, quando se perde uma consulta popular convoca-se outra, até que as pessoas se cansem. Eu já me cansei. Logo, o X que de mim podem esperar não é o do voto, mas da recusa dele. Estamos então bem um para o outro? Não pensem nisso, nem sou pago, nem me desdigo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

A Rica Prenda e a Remediada

Uma das folhas gratuitas de hoje, o «Destak», perguntava aos leitores que prenda ofereceriam ao Sr. Sócrates que nos primoministria. Pensei colocar aqui ao lado uma sondagem para que os Frequentadores das «Afinidades...» dissessem de sua justiça, a respeito. Temi, no entanto, que desse, com a possibilidade, ensejo a que exteriorizassem ideias pouco harmonizáveis com um Momento que se quer de concórdia, pelo que desisti.
Assim, oferecer-lhe-ia o livro que o autómato da imagem está a ler, como o faria a outro qualquer governante que se obstinasse em aplicar receitas de eficiência económica abstracta emanadas de receituários minimalistas para a prestação de serviços pelo Estado, como de imposições vindas de comissões supra-nacionais que querem tudo indiferenciar. Urge fazer revisões sobre o que seja um Ser Humano e como convirá tratá-lo, para poder ser considerado na mesma classe. E vendo a curiosidade com que o retratado devora o tema, espero que a pré-programação de que o chefe de governo dá sinais não seja caracterizada por menor capacidade para aprofundar o Tema.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Ao Colo de Sócrates

Percebe-se por que profunda causa a Menina falou em lagartas, sempre associadas a comboios, no dia em que se inauguraram os túneis subterrâneos de mais uns tantos. E escuso de lembrar que a combinação de composições e buracos onde se introduzem é um símbolo fálico...
Dr. Fraude

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Sementes de Violência

Compara-se o Sr. Sócrates ao Prof. Cavaco enquanto PM, não pela qualidade, mas pelo rictus autoritário que pretensamente ostentaria. A meu ver, mera superficialidade de identificação. O actual Primeiro revela-se bem o epígono do seu mentor Guterres, embora sem o genuíno fundo de bondade e a largueza da mundividência do Picareta Falante. Onde? Na abstracção das emergências problemáticas que, em erupção pelo País, o ameaçam submergir, refugiando-se nos discursos ocos das boas intenções dos encontros internacionais, mesmo que com gente pouco frequentável. No momento em que a Cidade Invicta vive uma submissão a Mafias da Noite como até agora por cá se desconhecia e em que os relatórios demopnstram que a violência escolar sobre os mais fracos, edulcorada no anglicizante termo bullying, se generaliza, o PM desdobra-se em conferências de imprensa a falar na "cimeira de Todos" e no "espírito aberto". E no seu íntimo deve achar justificadíssima a sua demissão de reprimir o crime e as primícias juvenis da Maldade, como achar despropositadas as denúncias dos facínoras com quem se entreteve a cavaquear. É que olhando para o curriculum destes, como para as façanhas aleivosas dos nossos patrícios, aposto que lhe terá ocorrido um encolher de ombros magoado, "porque o homem é o mesmo em toda a parte". Será. Mas os governantes não o são sempre. E ter de viver com aquilo que temos é o nosso grande azar.

Vislumbre de Violência de Roberto Matta

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Deu no Quinze!

Ainda bem que a tecnicidade do inglês do mais célebre trabalho de fim de curso do País resultou de Engenharia e não da Diplomacia; ou a fluência e construção das declarações do Presidente em Exercício da UE versando os problemas que precisariam de ser ultrapassados, quanto à diferença de posições sobre Mugabe, relativamente ao Anfitrião do Reino Unido, poderiam prestar-se a piadas capazes de despromover muito funcionário público atento...

segunda-feira, 11 de junho de 2007

O Homem Sem Qualidades





Agora por sufrágios, os resultados eleitorais belgas dão como provável próximo premier um homem que não fascina ninguém, aborrecido e péssimo orador, Yves Leterme. Quase faz pensar que guindado à governação por prometer a cada região aquilo de que cada uma está mais ávida: trabalho e dinheiro à Valónia, piadas sobre os francófonos aos Flamengos e fidelidade canina à UE a essa Bruxelas que não prescinde da aparência de importância que a eurocracia lhe dá, lá residindo. Eu tenho explicação mais simples - oito anos de Verhofstadt deixam qualquer um deserto por algo diferente. É ele que verdadeiramente merece o título; e o político que, depois da higiene que limpou Berlusconi e Chirac, mais concorrência fazia ao Sr. Zapatero na irritação dos meus nervos. De vez em quando até uma eleição traz algo de bom!


Passando cá para o burgo, está esclarecido o mistério das declarações do nosso Sócrates que asseguravam não vir a haver perseguição a autores de piadas sobre a sua pessoa. Ele referia-se a esta. E já cumpriu!


sábado, 2 de junho de 2007

Advogado do Diabo


Tenho de levantar uma dificuldade à concordância com que hoje, no programa «Com Sal e Pimenta» da Rádio Renascença, os intervenientes, Francisco Sarsfield Cabral, João César das Neves e Manuel de Lucena, concluíram que o "acocoramento" do nosso Primeiro, na conferência conjunta com Putin, se tenha devido ao facto de as duas noites passadas no Kremlin lhe terem dado a volta ao miolo. É muito mais natural, sabendo-se da obsessão do Chefe do Governo por infra-estruturas aeronáuticas pantanosas, que a causa de Sócrates ter ficado com a cabeça a andar à roda tenha sido a visita prévia aos helicópteros Kamov e a contemplação dos respectivos rotores de pronunciadas pás. Mas não se mostrou tonto por aí além, há muita gente, tal o "Cavalo de Tróia" que é a eurocracia de Bruxelas, junto de quem cócoras similares se revelariam mais perigosas para a Europa...

sexta-feira, 25 de maio de 2007

O Colosso de Poses

Atão um pilar que sustenta tal peso não certifica um engenheiro melhor do que as papeladas e formalidades do costume?

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Gente Corajosa!

Juro que quero tudo menos agoirar quanto a dificuldades futuras, tenho é que expressar a minha admiração pela coragem de 324 pessoas. Não tanto pelo facto de acederem à nacionalidade portuguesa, com todos os prós e contras que a coisa comporta, como agora se diz e a gafe primoministerial mais não fez que sublinhar. Mas dar como garantida uma qualidade que consta de um certificado distribuído pelo Sr. José Sócrates, isso sim, não é para qualquer!

terça-feira, 15 de maio de 2007

O Que Deu a Costa

Não, não se trata de um qualquer brinde das marés dado com falta de acento, num ambiente em que não há assento que falte. Vou é falar-Vos da designação do Dr. António Costa como candidato do PS por Lisboa.
Errado outra vez! Apesar do que se poderá inferir do título, não sondarei as razões psíquicas profundas da aceitação da prova para edil pelo ainda Ministro. Talvez vontade de seguir pisadas do ex-Presidente Sampaio, por cujo escritório de advocacia passou e não sei se estagiou. Quero é referir-me a quem lhe ofereceu a possibilidade do lugar.
Mais uma vez ao lado! Não me interessam as motivações do Sr. Sócrates de prescindir de um Número 2 combativo, por muito que deixem estupefactos os analistas. O que mais abunda como passatempo de chefes de governo em dificuldades é o engenho em desembaraçar-se de braços-direitos considerados nos respectivos partidos. O que me move é especular sobre a razão que terá ditado a ligação a Lisboa.
E achei: O Dr. Costa desiludiu todos os que o exceptuavam da mediocridade reinante, ao mostrar-se incapaz de garantir um eficaz combate aos incêndios florestais no primeiro ano do seu actual desempenho. Coerente com a sua obsessão em desviar recursos humanos da Província para as Urbes, o líder socialista pode muito bem ter entrevisto a possibilidade de se vingar do eleitorado alfacinha, colocando na Praça do Município, na espera da eventualidade de um fogo, alguém com provas dadas na incapacidade de combater as chamas reais e, bem pelo contrário, de manter acesa a chama rosa.
É Nero reeditado. Para o ouvirmos cantar só falta a faúlha!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Três Petiscos

VLORA: Barco de Papel


1- Não entendo a insistência patológica do Sócrates actual em, por interposto Lino, reafirmar a construção na Ota, quando as revelações académicas que nos distraíram durante largo tempo atestaram suficientemente o seu estatuto de Engenheiro de Obra Feita...

2- Guardo-me para fazer noutro dia um balanço de Blair, que hoje se despediu. Mas mandar o seu agente junto dos eleitores dizer que continuará a representar no parlamento a circunscrição por que foi eleito até ao fim do mandato, a menos que lhe seja oferecida alguma alta missão internacional, não será uma deselegante forma de se pôr em bicos dos pés a pedir o cargo?

3- Não consigo tragar o Senhor Ramos Horta, agora Presidente Eleito do desgraçado e querido Timor. Parece-me um ambicioso sem pingo de sinceridade, o que o facto de só se candidatar a funções públicas nacionais depois de falhada a sua untuosa campanha para Secretário-Geral da ONU parece confirmar. Que pena estar nele hoje personificada a resistência aos cadastrados da História que a sigla da FRETILIN simboliza!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

A Defesa de Sócrates

A Mesa do Advogado de Betty Justin

"O homem honesto é uma criança"

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Falsos Como Judas

Anda o Mundo pasmado com a repetição da Hstória que é o golo de Messi, como que decalcado do de Maradona, o qual, por certo, impedirá as gentes de se debruçarem sobre a História Pátria, ou sobre um episódio dela, sendo certo que podiam e deviam fazê-lo. Não serei eu que estranhe o gáudio esmiuçante dos certificados do Sr. Sócrates, pois embora o caso não seja tão grave como se o grau académico que envolve elementos falseados fosse requisito do cargo que ocupa, pode contribuir para o julgamento público do perfil do Político e da idoneidade da instituição. De resto, que surpreende que um País que anda aos papéis se concentre no papelão que cada um destes cavalheiros desempenhou? Entretanto, voltei ao relato do tal episódio. Foi no tempo da Rainha D. Maria I, que um caixeiro chamado Alves dos Reis se entreteve a falsificar a assinatura do Patrão em letras, com o compomisso correspondente. Alves dos Reis, precisamente os apelidos do autor da mais famosa falsificação de moeda do Século XX... Em que medida pode o precursor onomástico ter encorajado a orientação profissional do segundo do nome? Curioso, o facto de o setecentista ter sido condenado a açoites e degredo para Angola e a firma a que se uniu o nome do contemporâneo ter sido, justamente... O Angola & Metrópole! Uma homenagem?
A força da reacção é que não tem equivalente: enquanto o Ancien Régime aplicou a pena com a dureza dissuasora enunciada, a República em que o epígono se moveu, prejudicando-lhe a vida, é certo, acabou por consagrar-lhe a obra, ao fazer com que, em virtude da apreensão das notas ilegítimas, elas se transaccionem hoje a preços mais elevados do que as verdadeiras da época.
Por isso, não vos admireis da falta de sanção de que os forjadores de informações e avaliações escolares se possam vir a gabar. Está inserto na genealogia do Poder em que se filiam os actuais regedores lusos, com refinamento de conduta e tudo. Da parte dos obreiros da contrafacção mais não é que o velho anseio de fazer um favor a quem manda, de cerviz dobrada à espera da paga. Pelo lado do que beneficiou pouco mais será do que a velha e disseminada aspiração a mostrar-se mais do que é. Inscrito nos genes dos abusadores de um Povo que disso não tem culpa.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Trio Desafinado

Vendo a entrevista televisionada de ontem não pude deixar de me enternecer com a veemência que o nosso Primeiro colocou na defesa da seriedade das suas qualificações na Engenharia Civil. Se os pareceres sobre o projecto da Ota mais recentemente vindos a público estiverem certos, a melhor linha de defesa do Chefe de Governo consistiria em confessar a sua insuficiente formação em tal campo do Saber...
Inteiramente merecido o destaque dado pelas câmaras da TV, no fim do jogo de hoje, na Luz, a Nuno Gomes, esse grande defesa central do Espanhol de Barcelona. Para além de conseguir não meter a bola numa baliza a um metro, sem o Guarda-Redes à sua frente, ainda a tirou dos pés de Simão, que, mesmo atrás de si, ameaçava marcar...
Fiquei de boca aberta com a notícia de a Al-Qaeda do Iraque prever vir a pescar os seus bombistas suicidas entre crianças: parecia-me abstrusa a ideia de prometer a recompensa clássica do martírio, sob a celebrada forma de 72 virgens, a quem ainda não estivesse com toda a, hããã, disponibilidade para aproveitar o prémio. Já perspectivava um agiornamento teológico do Paraíso islâmico, com a substituição das ditas por, sei cá, ursinhos de peluche, quando li nas letras miudinhas que as admissões à carreira iriam incidir em portadores de deficiencias mentais. Não serei tão mauzinho que insinue estar salvaguardado o estalão deste concurso público, salvo na idade...
Vou deitar-me, para não passar por mais desgostos. Boa noite.

domingo, 8 de abril de 2007

Tigres de Papel

A Actualidade é um corpo de aluguer que, cada vez mais, requer a paga do silêncio. Fiquei abismado em perplexidade sobre o que terá passado pelos miolos de tantos opinadores, para que se pronunciassem apoplecticamente sobre os cartazes da Rotunda e remoções correspondentes. Até que achei a resposta: cedências atentas e atenciosas ao gosto vigente, que recomenda a cada qual que faça pela vidinha para ser cabeça de cartaz.


Quanto ao mais recente desenvolvimento do diploma socrático, a abandalhar a dignidade do homónimo ateniense que nunca do papel certificante precisou, só posso deixar o lembrete, Naquele que o é por excelência, que não façais como a gente aqui denunciada e que, obedecendo a um dever de séculos, guardeis o Domingo.