1- Andei todo o dia cabisbaixo, pensando em que teria errado, nesta conversa de mouros. Até que se fez luz, ao ler uma informação de Heinz Kröl, que nos diz que o termo alarves, usado em gíria para significar tolos, queria originariamente dizer Árabes. Ora bem, mouros também possui esse significado. Faz-se luz, portanto - as nossas Amigas andam à cata de homens que não pensam. Venham depois falar-me de Mulher-objecto! Objecto!
Adão e Eva no Paraíso de Lorenzo Ghiberti
2- A propósito daquilo em que concordámos no
post anterior, pelo menos eu e a Júlia, no facto de na língua francesa até a
parolice agradar, lembrei-me da deliciosa teoria de André Kempe, em tratado especializado de 1569, que determinou ter Deus, nos Jardins do Eden, falado aos nossos primeiros Pais em sueco; mais dizia, Adão respondera-Lhe em dinamarquês e a cobra convencera Eva em... francês. Muitos comentadores gozam que nem perdidos maiores que o réprobo, acrescentando não terem dificuldades em acreditar na terceira teoria, o que diz bem da capacidade de impingir, literalmente,
banha da cobra atribuída à maviosa língua gálica. Já manda o Povo desconfiar de quem vem com falinhas mansas...
3- À Ana Vidal, Que
defendeu outra tese inverosímil, a de que as mouras
só se podem encontrar em dia de S. João, direi que basta ir ao sítio certo, como este local do Brasil...