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sexta-feira, 23 de maio de 2008

O Aguaceiro

Atrás de mim virá quem bom me fará... Subitamente o Labour britânico ficou cheio de saudadinhas de Blair, só porque a sua sucessória antítese, Gordon Brown, lhes fez perder uma eleição paecelar. Bem, não é só isso, o facto é que não é uma chuvada qualquer: detida há três décadas com sete milhares de votos de vantagem, Crewe & N. parecia segura, noutras quaisquer circunstâncias. Ontem nem a candidatura da filha da deputada falecida valeu. Os Conservadores ganharam o lugar e já começaram as más línguas não apenas a prenunciar revoltas parlamentares contra o líder, como a reavivar a história de apenas ter casado para ter hipóteses de ser Primeiro-Ministro. Esquecendo Heath.
O reabilitado Bliar insiste em manter-se como assombração deste Escocês azarado. Dantes era por não cumprir a sua parte do Granita Pact, o acordo de transmissão do poder que ambos tinham feito, presumivelmente visando a última metade do segundo mandato. Agora é por a ter observado, embora com atraso. Como querem que o actual P-M ria? Dizem que fazê-lo com mais frequência seria meio caminho andado para maior aceitação. Um alvitre que cheira muito à história do ovo e da galinha.

domingo, 23 de dezembro de 2007

A Conversa do Converso

Blair converteu-se ao Catolicismo Romano, culminando uma vaga de adesões à Igreja de S. Pedro que se estenderam à classe política e, pasme-se, à própria Família Real (Kent).
Sempre o achei bom rapazinho, embora com uma Via de Terceira para exercer o poder: querer estar bem com Deus e com o Diabo, para obter mais uns votitos, em tudo o que não fosse fundamental. Num momento histórico em que os políticos se contentam em ficar do lado do Chifrudo até nem será grande pecadilho, mas não é o meu ideal de Estadista.
Suspeito que, secretamente, já o fosse. E que não o tenha revelado para não irritar Anglicanos mais intransigentes. Mais, aposto que terá optado por essa reserva, seguindo os conselhos da Católica Cherie, uma Mulher que em tudo o domina e que já estivera na base da sua inscrição nos Trabalhistas, em altura da hesitação entre essa opção e a dos Tories, por, confessadamente, lhe proporcionar melhores perspectivas de carreira.
O que interessará é perceber o êxodo que vai deixando às moscas a Igreja oficial, invenção do Bolenizante Henrique VIII. E quase de certeza a ordenação de Mulheres com funções sacerdotais e a de hierarcas homossexuais, por simbólicas e morais razões, respectivamente, estarão na base desta reconquista. Quem muda perde, no longo prazo. Para bem da Cristandade, a meu ver.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Reflexos do Azul Eléctrico

1- Os 27 reformados que transformaram a União Europeia num mutante devem ter achado muito conveniente embarcar num dos tradicionais transportes lisboetas para andar 600 metros: assim ninguém os pode acusar de não terem confessado que, com eles, a Europa não ia longe...
2- O ar de satisfação de José Barroso ao ver o Sócrates a que temos direito apupado faz-me suspeitar de uma explicação que pode remeter para o tempo em que um Durão foi amolecido pelas vaias de um estádio cheio. Afinal não é só comigo, terá pensado.
3- Sempre quero ver as voltas que darão os estômagos dos que chamam a Blair Bliar: tudo se conjuga para que venha a ser Presidente da Europa...

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Três Petiscos

VLORA: Barco de Papel


1- Não entendo a insistência patológica do Sócrates actual em, por interposto Lino, reafirmar a construção na Ota, quando as revelações académicas que nos distraíram durante largo tempo atestaram suficientemente o seu estatuto de Engenheiro de Obra Feita...

2- Guardo-me para fazer noutro dia um balanço de Blair, que hoje se despediu. Mas mandar o seu agente junto dos eleitores dizer que continuará a representar no parlamento a circunscrição por que foi eleito até ao fim do mandato, a menos que lhe seja oferecida alguma alta missão internacional, não será uma deselegante forma de se pôr em bicos dos pés a pedir o cargo?

3- Não consigo tragar o Senhor Ramos Horta, agora Presidente Eleito do desgraçado e querido Timor. Parece-me um ambicioso sem pingo de sinceridade, o que o facto de só se candidatar a funções públicas nacionais depois de falhada a sua untuosa campanha para Secretário-Geral da ONU parece confirmar. Que pena estar nele hoje personificada a resistência aos cadastrados da História que a sigla da FRETILIN simboliza!