Mostrar mensagens com a etiqueta lingerie. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lingerie. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Ensaio Sobre a Cegueira

Como é que depois de semelhante aventura se pode continuar a insistir em que os morcegos é que são cegos? Talvez por terem radar, vêem mais com os olhos fechados do que muitas pessoas que os pretendem ter abertos. Não sei é se será gratificante para os fabricantes de lingerie saberem que estão muito atrás no objectivo de criar peças animadas...

Mas há uma leitura séria - a existência despromovida a repetição maquinal impede de distinguir onde está a vida.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Isco Para Megs e Outras Sereias

Leio no que Hans-Michael Koetzle escreveu sobre a fotografia preferida de Horst P. Horst, o famosíssimo «Espartilho Mainbocher» uma revelação surpreendente -- datando de 1939, foi inserida numa campanha da «Vogue», de 1939, para reimplantar esta particular lingerie na última moda. Depois da luta de Figuras do meio como Coco Chanel, que pretendiam devolver à Mulher "a sua naturalidade", o mais espantoso foi o slogan que lhe colaram, o de o conforto nada ser, quando com ele se podiam adquirir as proporções de uma sereia. Fica explicada a razão de a artisticamente muito conseguida foto ter cortado as pernas do modelo, já que seria difícil impingi-lo sem a cauda e barbatanas correspondentes. Mas, como publicidade, estava condenada, dado o acessório sendo dado a ver pelas costas. Agora, o que me deixou boquiabero foi a peremptória afirmação do ensaísta de que o conceito de espartilho envolve sempre dois, a que o usa e aquele que o laça. Penso que se estaria a esquecer do que o desaperta, que pode não coincidir, configurando ménage a uma incógnita por determinar...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Belas e Se... Não

Vamos falar de temas que realmente interessam! A Meg desafiou-me para abordarmos o espartilho como funcionário da Atração Sexual, a par das botas. E eu não sou rapaz de deixar passar destes reptos... ou não assinasse réprobo.
Comecemos pelo fim: queixava-se há semanas um vendedor de lingerie de que as Mulheres Portuguesas, na Juventude, enfiam umas cuecas de algidão e um soutien barato, só se começando a importar com a sofisticação, chagadas a maturidade mais pronunciada. E eu explico: todas as Senhoras são excelentes psicólogas no que toca ao Amor que lhes respeite. A culpa cabe-nos a nós, homens - Elas perceberam que tínhamos deixado de aspirar às dimensões divinas da Afrodite, contentando-nos com um pedaço de carne, pelo que, sob o pretexto de trabalharem, recambiaram os espartilhos para os museus.
Exactamente as Proporções de Vénus de Octave Tessaert

Claro que no tempo em que eram poupadas, nas classes possidentes, a essa obrigação geradora de stress e depressões era diferente. E o aprisionamento em que moldavam o corpo era passível de estudos eruditos que As dessem como objecto sexual, veja-se o clássico de David Kunzle «The Corset as Erotic Alchemy». Submeter-se a torniquetes que diminuíssem a cintura e empinassem o peito era obrigação de qualquer dama de qualidade.
Novo Método de Laçar à Inglesa Para Cinturas Mais Estreitas de Basset

Não nos enganemos, a pressão nesses dois sentidos mantém-se, simplesmente os quadros mentais do Tempo, a Pressa e o Conforto, aboliram o esforço, erguendo em alternativas os produtos de emagrecimento e os implantes mamários.
Alfaiates, Fazedores de Botas, Cabeleireiros, Os Executores do Amor de Grandville

É que esta sujeição ao imperativo de agradar é o próprio Inferno de que o Belo Sexo nunca quererá sair. Fará todos os pactos demoníacos para tornar-se mais apetecível, é a sua subida ao cadafalso dos técnicos que lho prometam, como a tortura eterna da insatisfação, a punição desta querida e peculiar vaidade que o pudor de Dante não descreveu com a minúcia das faltas e suas sanções.
A Pedra de Amolar do Demónio de Le Poitevin

Chegamos finalmente ao âmago da tese da nossa Amiga. Dominar e ser dominado como desculpas para o compressor dos troncos femininos. Será isso para os mais imaginativos e libertos. Todavia, para o grosso das elites do Ocidente, desatar aquele obstáculo colocado estrategicamente seria sempre um preliminar adicional. Arte afrodisíaca, sim. E a dicotomia Amar e Penar está presente na própria maneira de nomear o acessório de toilette - espartilho, acentuando o sacrifício, corset, à francesa, se quiser sublinhar o capital de desejo.
Sofrer para Imperar, afinal o resumo da Mulher!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

O Nó e o Laço

Mesmo que seja o Górdio, não há crise, dá-se um jeito...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Aperfeiçoamento Técnico

Foi em 12 de fevereiro de 1914 que Mary Phelps Jacob, uma descendente de Fulton, requereu a concessão da patente do sutiã,

nesta versão algo incómoda. Para que se veja como a técnica se sofistica, deve ter-se sempre em conta que o mais evidente sinal desse avanço costuma manifestar-se na redução do espaço ocupado pelos engenhos, atente-se na miniturização electrónica emblemática.

E para os que acharam que a concepção original não caucionaria uma perspectiva desta transformação por mim recentemente publicada, deixo a decisiva informação de que a Inventora mudou o nome para Caresse. Caso decidido!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Mexer Mais Na Questão

Excelentíssima Senhora, o ratito que me ofereceu encantou-me, mas deixou-me muito preocupado com a natureza da pressão a empreender. Sabe que sou muito púdico, nunca me atrevi a postar objectos evocadores de peitos femininos nus, focados frontalmente, que não integrassem obras de arte clássicas. Por isso tenho de voltar à lingerie, dando ao público uma que, além de tapar, me parece encerrar a virtualidade de corrigir movimentos ineptos...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Não Pensa Noutra Coisa?

A Senhora é Terrível! Eu falo em bloguismo e a Minha Amiga leva tudo para o Kama! Não tarda está a dizer que têm razão os que vêem no computador algo tão sexy como uma Mulher...

sábado, 26 de janeiro de 2008

Do Irrealismo

Fundamentalista T, o Seu postal só fará algum sentido quando se generalizar entre as Mulheres do Ocidente o conceito de fato de banho supra e a concepção de lingerie turca infra. Até lá tem de aturar-me como sou e como sois.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Roda Livre

Ilustre Manobradora de velocípedes, o recurso ao preto e branco que diminui as particularidades era suspeito; a tomada de longe agrava o caso, a diluição no grupo leva a desconfiança a um extremo inconcebível. Essa insistência em me empurrar visava impedir que me apercebesse dos trajos em que quer dar ao pedal, como das suspeitíssimas protecções a que recorre... mas o Seu desmascaramento está selado!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Coisas Sem (mais) Explicação

Para ajudar Quem tem pouca vontade de ver o que é fácil...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

A Crise da Abundância

Querida Amiga, a lingerie deve ser exibida com parcimónia! Não colhe enveredar pela ostentação pletórica. Que diria se, em troca do pijama, eu ampliasse uma certa normalidade e Lhe oferecesse esta peça? "Dois é bom, três é demais", não?
À Sua Saúde!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A Mão Pelo Pelo

Dona T, por favor, faça chegar este meu Wallpaper ao Seu Amigo. Mas, seja Caridosa, não intrigue, dizendo que estou nua! Que tamanho terá de ter a lingerie para A satisfazer?

sexta-feira, 20 de julho de 2007

A Domesticidade da Língua

Se dúvida houvesse quanto à força deste acessório que só a feministas requentadas lembrou queimar, aí está: é das raras entidades que podem rivalizar com a perfeição terrena que se concretiza na figura de James Bond. Esta deu origem à absoluta elite das Bond Girls, o objecto em apreço às Wonderbra Girls!
Mas quem diria que tão útil elemento de vestuário teria despoletado convulsões linguísticas? "Qualquer um com um mínimo de experiência e sintonia mainstream", responder-me-ão. E eu serei obrigado a, uma vez mais, prantear a minha insuficiência de redacção, porque não é desse tipo de estímulos que falo, mas da introdução do que foi um neologismo no nosso idioma.
Em 1964, um preocupado Compatriota dirigia-se a Irondino Teixeira de Aguiar, depois de mencionar o aportuguesamento de outros vocábulos estrangeiros nestes termos:
E em nome do sutiã reclamo! Sutiã merecia a primazia até mesmo ao futebol. A maioria da nação nem sabe o que é voleibol, mas todos conhecem sutiã...
...Ora, qualquer criada de servir a quem se mostre aquela peça de roupa interior dirá tratar-se de um sutiã; Sutiã; não «soutien-gorge». Se lhe dissermos que sutiã não é português, ela não nos leva a sério - já a avó lhe chamava assim!
Não insistirei no pedantismo politicamente incorrecto de não reconhecer à técnica auxiliar de limpeza a prerrogativa de varrer a língua de purismos exagerados, como tão capazmente o faria aos soalhos que lhe competiam. Dou-lhe razão por inteiro quando vejo a alternativa que os fanáticos do portuguesismo imaculado sugeriam: porta-seios!!! E, pensando que as acepções dos componentes das designações francesa e lusa do objecto estudado remetem para sustentador de forças e bolsa de trocos, respectivamente, chego uma vez mais à constatação do carácter optimista da Gália, contraposto ao ancestral pessimismo lusitano.
Todos os caminhos vão dar a Roma. Ah, eu não me importo.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Hoje Como Ontem

Pasmo como não se tirou o corolário que me parece lógico de um outro ambíguo depoimento policial versando a patifaria bombástica de uns dragões que se quiseram reconverter de lança-chamas em morteiros: Disse a declarante uniformizada, após mencionar a diminuta compleição de alguns dos petardos, que eles eram passíveis de introdução de forma a serem dificilmente detectados, "pois poderiam facilmente esconder-se na roupa íntima das senhoras". Das Senhoras? Porquê esta referência discriminatória? A maioria dos rufias que abancou na Luz e a bombardeou não era formada por homens? E com os tais dois centímetros, passar dentro dos trajos de baixo masculinos nem poderia ser lisonjeira falsidade, por não aumentar por aí além o aspecto do fornecimento... porquê, então, a monomania policial com a lingerie que acentua os encantos do Belo Sexo, na boca de uma das suas filhas? Pensei, pensei, até que julgo ter achado - é que deverá ter circulado alguma informação revelando que os homens que feriram alguns adeptos benfiquistas estavam, todos eles, desprovidos de qualquer trapinho interior. O que rimaria bem com as minhas aniadversões mais enraizadas, nunca gostei dos sans-culottes que atormentavam os Cavalheiros, no caso os lídimos desportistas.