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quarta-feira, 2 de julho de 2008

De Corpo e Alma

A Mulher na Onda de CourbetSou surpreendido pela lição da Luísa, Que, nesta caixa de comentários em casa da Júlia, nos diz ter o Século XIX fomentado correntes jurídicas em que a Alma era negada à Mulher. Bem, só uma corrente muito... Positivista, para se sentir com força para determinar normativamente esse Magno Assunto, apesar de negativista, pelo que impugna.
Nestas coisas há que confiar sempre no que dizem os especialistas. Fosse sobre a existência de corpo na Mulher, oferecer-me-ia para testemunha pela quota de empirismo que me calhou. Visando a compreensível dúvida a Alma, temos de nos virar para Quem as rege.
Ora, foi durante centúrias largas aceite como facto ter o Concílio de Niceia, no Século VI, determinado, por uma pequena minoria, que o Belo Sexo não era desalmado. A verdade é que nenhum documento o atesta, mas poder-se-á dizer o mesmo que era pacífico quanto às Cortes de Lamego: a convicção geral ininterrupta e incontestada da existência de uma norma fá-la incorporar-se no ordenamento. Estão pois garantidas as alminhas.
O certo é que universalidade da Santa Madre Igreja nunca apreciou conciliarmente tal caso. A origem do mito, com a sua razão, como evangelizo lá em cima, está no Concílio somente Provincial de Macon em que fora das conclusões principais, se discutiu a questão levantada por um bispo, de a palavra Homem poder também abranger a Parte Feminina da Espécie, conforme narra S. Gregório de Tours. Como os comentadores, na maioria, eram homens e se achavam definidos pela alma que se reconheciam, traduziram o tema para a formulação celebrizada. E a transposição para uma reunião conciliar geral teve preocupações de universalidade do alcance das deliberações, certamente.
Não há jurista contemporâneo com poder para mudar tanta autoridade.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Lisboa a Arder

Poucas datas como a de Véspera de São João, misturam tanto Paganismo e Cristianismo. Nem o Natal, apesar da conhecida determinação cultual solar aureliana. Ainda no rescaldo do Solstício de Verão, desde o Brasil do feriado à Inglaterra das Fadas, do mundo Germânico dos cortejos fantasmagóricos à Ucrânia de onde esta fotografia é tirada, o folclore dos saltos de fogueira e dos augúrios a moças casadoiras são uma constante herdada dos tempos em que o matrimónio era apetecido com fervor por mais gente do que alguns elementos da Comunidade Gay. Vindo-se a suavizar o processo, passados tempos de outra barbárie como os de sacrifícios de animais para alegria das multidões, esbatendo-se até a matança do porco (a ASAE não podia ser totalmente condenável), fica o festejo na vertente de Excesso reduzido às inofensivas acrobacias sobre as brasas, mais condizente com a comemoração cristã do dia. É um dos raros festejos de nascimento e não de morte de Santos, juntamente com o de Jesus e o de Nossa Senhora, pois a génese de São João teria ocorrido com libertação do Pecado Orignal, pelo processo da Graça concedida a Santa Isabel, cuja idade e esterilidade não permitiam a concepção natural. Mas é ainda o do nascimento da codificação musical, já que o hino do Breviário para este dia, cantado na benção do fogo, Ut queant laxis, foi a matriz das notas musicais, legado inestimável desse Paulo O Diácono (não eu, D. Ana Vidal), entretanto caído no esquecimento. Do, Re, Mi, Fa, So, La, Ti, Do. com o Ut inicial reduzido a Do, por comodidade expressiva:

Ut queant laxis
Resonare fibris
Mira gestorum
Famuli tuorum,
Solve polluti
Labii reatum, Sanc
Te Ioannes

E o sempre interessante Sousa Bastos conta que ainda em finais do Séc.XIX era vulgar os salaricos de fogos acesos nas principais praças de Lisboa, desmentindo a exclusividade portuense na predilecção pelo Baptista. Mas eram tempos em que essas ardências não arrastavam consigo o Chiado inteiro, ou, como hoje, a tesouraria da Câmara.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Ao Pé do Santo

Santo António como O viu Murillo

Da Hagiografia mais antiga colho aquele episódio que considero o mais explicativo de muita fama posterior do mais popular dos Santos:
Outro, ainda moço, da cidade de Pádua, chamaso Leonardo, se acusou de ter dado um pontapé em sua mãe, e dizendo-lhe o Santo que bem merecia cortado o pé com que ofendera sua mãe, foi para casa e cortou-o. Aos gritos do lastimoso moço acudiu a mãe, e vendo o caso, foi-se queixar do Santo, o qual saindo do convento a consolou, e foi com ela dar saíde ao filho, unindo-lhe o pé como dantes.
Torneando as explicações especializadas, julgo estar aqui toda a raiz da fama de taumaturgo de Santo António, a capacidade de reconduzir a um estado anterior de mais saúde, o que pareceria, à época, definitivamente prejudicado, ao decepar-se um membro. A partir da taumaturgia o salto para a crença de remediador de amores é fácil, pois ao Vulgo não custa considerar as dificuldades e aspirações nesse campo como peculiar forma de doença. Veja-se São Valentim, conhecido pelas curas de epilepsia, que, igualmente veio a desembocar no patrocínio dos apaixonados.
Outra ironia que dá que pensar é a da prevenção que o grande Lisboeta escreveu contra a parte escura de cada jornada diária:
A noite, que tira o nome do facto de fazer mal aos olhos, é a tribulação ou tentação que impede o olho da razão. Lê-se em Job: Seja aquela noite solitária e não digna de louvor. A noite da tentação é solitária, quando não encontra no homem consentimento; não é digna de louvor quando o homem não lhe sorri nem aplaude.
Tenho para mim que os animais ruminantes de discursos alimentados que são as audiências dos simples não atentaram em que o Antídoto contra a solidão tentadora que o Doutor da Igreja propunha era a procura de Cristo e se abalançaram em acompanhar-se com o que tivessem mais à mão, isto é as relações mundanas, com a iluminação que os festejos trazem, tomando o lugar que seria o da aproximação da consciência à Divindade. Mas daí não virá mal ao Mundo e, lá está, se não todas, muitas são as vias boas para se chegar a Deus.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Lâmpadas no Nevoeiro

As conversas são como as cerejas, sabe-se bem. Mencionou a Luísa as inexactidões tormentosas que descobrira num livro que vampirizava o culto de Florence Nightingale, The Lady With The Lamp, o que me fez pensar em como a abnegação dela mudou o prestígio das Enfermeiras no teatro de Guerra. Até aí essa Nobilíssima Profissão era muito conceituada, nos estabelecimentos de assistência civis, na longa tradição de serem prodigalizados os cuidados de saúde por Irmãs de Caridade, ou Senhoras dedicadas. Já as que tratavam os soldados eram alvo do maior desprezo, visto que as troop ou camp followers, como se conheceram no mundo anglo-saxónico, eram pouquíssimo qualificadas, sendo o tratamento dos feridos um dos vários serviços que ofereciam, a par da venda de produtos alimentares, consertos e lavagens de vestuário, bem como comércios carnais pagos. Só com a devoção altruísta do mais belo dos Rouxinóis, na Guerra da Crimeia, num impulso semelhante ao que fez Dunant criar a Cruz Vermelha, após Solferino, é que se passou a reconhecer o tributo devido a quem tanto se sacrificava para diminuir os calvários alheios.

Do hábito antigo nos campos de batalha ficou a hoje esquecida imputação do desastre de Alcácer-Quibir, por Ângelo Paciuchelli, à sensualidade, para cujo pasto levavam os portugueses outro exército de ruins mulheres.
Indignou-se perante este relacionamento proto-puritano o afamado Padre Manuel Bernardes, que resgata as culpas nacionais com recurso a Santa Teresa de Ávila, indício da não-condenação Divina:
Depois que Deus, Nosso Senhor, para me consolar da pena que tive com a perda do exército português nos campos africanos, me disse que a permitira, por achar aos Portugueses dispostos para os levar para Si, fiquei com tão grande estimação daquela nação, na qual até os soldados, estragados nas outras, estavam tão bem dispostos, que me sobrevieram grandes desejos de ir fundar algumas casas do nosso Carmelo reformado naquele reino, (...)
E, dia da assunção da Rainha dos anjos, me disse o senhor:
«-Tu, filha, não irás a Portugal fundar casas da tua reforma; mas irão as tuas filhas e filhos, porque quero, aumentando o número dos bons religiosos que há naquele reino com os teus, que cresça o motivo de eu suspender o castigo que lhes dei e usar de misericórdia com ele. Também será levada a tua mão esquerda, que lhe quero dar a mão de uma amada esposa, para o levantar da miséria em que estará caído e restituí-lo às felicidades antigas e dar-lhe um penhor de outras avantajadas.»
.
Tarda a passar a fase do castigo, mas com coisas pública e privada como as que vamos tendo seremos dignos do alívio prometido?

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A Inclinação da Grandeza

Passagem de mais um aniversário de G. K. Chesterton. Já fui dando aqui, ali e acolá umas pinceladas sobre Ele. Hoje, do extraordimário polígrafo que intuiu ser a Arte como a Moralidade, por traçar a linha algures, gostava de falar da vertente menos conhecida por cá, a generosidade que leva à admiração reconhecida. No nosso Mundo calhou a ser a figura do detective a herdeira do prestígio que outrora cabia aos profetas, pois onde os nossos Avós desejavam saber as consequências da sua acção, não cessamos nós de nos interrogarmos sobre o quão baixo descemos e acerca das motivações criminais dos piores do grupo. Desta forma, Conan Doyle moldou o seu Sherlock à memória de um professor que tivera na Faculdade de Medecina, o Dr. Joseph Bell, o qual, esse sim, empregava a famosa expressão Elementar, meu Caro, cuja busca faz desesperar os calcorreadores das aventuras do investigador ficcionado.No caso chestertoneano foi o homem que o levou ao Catolicismo, o Padre de ascendência irlandesa John O´Connor (não, não é o pedófilo famoso, é outro, anterior), resultando do convívio com ele a inspiração para o Padre Brown. Claro que a obra do escritor eduardiano é muito maior do que os contos policiais, mas estes são uma espécie de brasão das suas armas. No sacerdote de carne e osso encontrou um conhecimento incomparável da atracção humana pelo Mal, que o fez rir dos estudantes e assistentes de Cambridge, presunçosos como é fácil em universitários jovens, os quais exprimiram ao seu mestre reconhecimento pela erudição, mas dúvida sobre o seu entendimento da vida real. G. K., que fora por ele inteirado, pouco antes, de algumas perversões que nunca imaginara, disse mais tarde que a ciência da Maldade a que Homem pode descer, naquele eclesiástico, fazia os seus desdenhadores parecer meninos de coro. O que o outro justificava, dizendo que as horas de confessionário poderiam ser muito aborrecidas, se não se extraísse delas um genuíno saber no campo. O que permitisse equacionar as tentações, prejudicando a incógnita, acrescento por minha conta e risco.
Ao contrário de Brown, O´Connor era um versadíssimo apreciador de Literatura e Belas Artes, tradutor de Claudel e Maritain, iniciador da Juventude na apreciação da poesia de Thompson e Hopkins, possuidor de um pequeno museu na sua própria casa. Mas na naturalidade com que o aniversariante do dia proclamava a sua reverência por uma figura indiscutivelmente menos conhecida residia a simplicidade do verdadeiro Dom, a de utilizar os muitos talentos para inquirir e aprender, no trilho pedregoso do deslindamento do mistério dos abismos a que pode dirigir-se a alma humana.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Simbólica Incorporada

aqui dei uma imagem do que eram as celebrações lisboetas da Procissão do Corpo de Deus. Hoje direi duas palavras sobre a anexação do Culto de São Jorge à festividade que honra a Encarnação eucaristicamente tomada em Sacramento.
Foram o auxílio e a Aliança Inglesa ao tempo de D. João I que fizeram importar aquele Santo para o patrocínio luso, numa tentativa ingénua de o fazer concorrer com outro afamado Matador de Dragões, São Tiago, Querido de Castela, nessas lutas ibéricas desgraçadas que esqueciam o inimigo comum contra o qual se havia lutado e havia ainda a lutar.
Hoje, em que, felizmente, desde os grandes Salazar e Franco, esses fantasmas estão, espero eu, definitivamente enterrados, gostaria de salientar uma vertente que não foi pensada.: deslocar o culto de São Jorge do seu dia, o 23 de Abril que também é o do Livro, para a festa móvel do Corpus Christi foi quase uma antevisão do sumiço dos hábitos de leitura no nosso País. Recorde-se que o hábito da oferta da Rosa e do Livro foi retirado, justamente, do culto referente a esse episódio hagiográfico. Removendo-o, para o diluir numa Celebração Maior, acabámos por, de alguma forma, despromover a Leitura.
Procissão do Corpo de Deus na Praça de S. Pedro no Tempo de Inocêncio X, Autor dsconhecido

Entretanto, sobre a Santa disputa e a pacificação peninsular correlata, ninguém como Camilo Castelo Branco:
S. Thiago, por parte de Castella e S. Jorge, o inglez, por Portugal, de vez em quando baixavam do empyrio, e vinham como dois condotieri medievaes terçar os seus montantes invisiveis, mas devastadores, nos campos de batalha empapaçados de sangue. Dir-se-ia que o Altissimo consentia em que aquelles dois celicolas viessem cá abaixo n´este planeta cevar antigos rancores na carnificina de duas nações da mesma raça, duas velhas e valentes propugnadoras da civilisação sob o labaro de Jesus Christo. Chronistas e poetas faziam a Deus a affronta de o imaginarem emparceirado n´estes desmandos facínoras dos dois santos.
A final, um dia, a Providencia, ostentando os mysteriosos processos dos seus desígnios, derrubou os estandartes de extermínio entre as duas nações opiladas de rancor rhetorico, e levantou sobre os escombros da Andalusia - o paraiso terreal da Hespanha - a bandeira da caridade. Em vez do estrondo das trombetas de guerra, fez soar a toada plangente dos gemidos da miseria. E em volta dessa signa de paz reuniu em um abraço, ungido pelas lagrimas dos desgraçados a quem socorriam, hespanhoes e portuguezes que então se reconheceram descendentes dos implantadores da sagrada cruz na peninsula arabe.
S. Thiago e S. Jorge, que presencearam este lance lá do alto céu, apertaram fraternalmente as suas santas mãos, e dependuraram as espadas ao lado da de S. Pedro ainda tingida de sangue do Malcus desorelhado. Foi bom.
Esperemos que em tempos e lugares de comparativa prosperidade não voltem as vozes da discórdia, permito-me acrescentar, ainda magoado por declarações recentes de um (ir)responsável catalão.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Vendetta

A falta de sintonia dos Socialistas com o sentir popular chegou a extremos tais que vemos o que parecia impossível - o PCP, o marxista, a defender as festas de Santo António da fúria perseguidora do PS. Sob o pretexto de míngua de arame, cortaram agora os subsídios aos arraiais dos Santos, há muito a maior ocasião de empatia entre a CML e o Povo de Lisboa.
Como, dos três, é Santo António o que mais ligado está à Capital, sinto reavivados os ataques dos avozinhos desta gente, os Democráticos da I República, que, sem pudor ou talento, fizeram caricaturas pouco escrupulosas, a utilizar um Camões roubado, vencendo o insigne Franciscano como referência mais popular. Este ódio a tudo o que cheirasse a frade passa bem por patologia mental, mas talvez fosse mero desforço tirado. É que as Gentes tinham recorrido ao Taumaturgo, para que as livrasse do mal dos políticos de partidos, como as estrofes seleccionadas de um certo canto oitocentista demonstram:

Nunca entrou no parlamento
E foi um grande orador,
Ninguém falou em São Bento
Com tanto engenho e primor.

Só ele capaz seria,
Ao ver a nação tão torta,
De conseguir hoje em dia
Que São Bento abrisse a porta!

Isto foi no tempo em quê
Nas igrejas havia orações,
Respeito a Deus, já se vê,
Em vez de haver eleições!

Nenhum santo dentre tantos
Praticou milagres tais,
Mas por cá não há santos
Há patifes imortais!

Se ressuscitasse agora
E entrasse no parlamento
Sairia sem demora
Excomungando São Bento!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Cenas e Biscas

Pena que este País esteja sem Rei nem Lei, nem trunfo que corte as vazas à verborreia da mais folclórica das figuras, de indefinido naipe. O novo parceiro de jogatanas do Sr. Sócrates meteu no mesmo saco Nossa Srnhora de Fátima e um afrontador assumido da Doutrina Cristã. Com o Dom da Profecia, a Virgem já tinha, ao prever os erros que uma Rússia diferente da actual espalharia pelo Mundo, deixado claro que não preza a companhia dos adeptos desses enganos.Mas gostava de ver a cara do ateu marxista de Lanzarote, ao tomar conhecimento das declarações. Se o Diabo foge da Cruz...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Fátima em Segredo

Até à revelação oficial da terceira parte do Segredo, surgiam como cogumelos os livros do género deste (de 1981), que procuravam adivinhar-lhe o conteúdo e estabelecer correspondências com factos concretos ulteriores, à maneira da tentação preenchida com as Centúrias de Nostradamus. Desvendado o significado das Palavras que tinham ficado por conhecer, foi a desilusão. Um Bispo Branco crivado de golpes em tempos difíceis parecia, a gentes afastadas da Igreja e habituadas às macabras compilações dos telejornais, coisa demasiado pouca para ter sido por tantos anos ocultada. Não percebem que a Igreja não tem, ao contrário de alguns políticos e estrelas do espectáculo, necessidade de enfeitar-se com Palmas ainda por observar. o sofrimento efectivo é, teologicamente, um requisito, modesto mas imprescindível, pois só na sua efectivação se pode alicerçar a Grandeza da Via que serve. Não era, portanto, tempo, antes das balas de Agca e da nova ofensiva laicista, como da escalada ds conflitos humanos com a Religião no meio, o tempo de tornar pública uma predição desses escolhos que só parecem pequenos a quem preconcebidamente desdenha da veracidade do Inferno antes dado a ver pela Virgem.
Neste quadro insere-se com a tepidez de um tempo que já não é o da I República das ameaças dos caldeirões ferventes e dos atentados violentos, a nova ofensiva laicista, sob a pele de cordeiro da legislação igualitarista dos cultos, que pretende remeter para o encerramento da intimidade a adesão à Verdade que o Filho da Aparecida libertou, justamente, dessa como doutra prisões, pela Proclamação recolhida nos Evangelhos.
Perante todos esses é bom que respondamos:
Senhora, não temos medo!

domingo, 4 de maio de 2008

A Ordem das Coisas

São Francisco de Bórgia Num Exorcismo de GoyaNão percebo a admiração perante a iniciativa referendária em curso na Bolívia. Com Morales no Governo está instalado Satan, logo cabe a Santa Cruz promover o afastamento dele. Se não consegue pô-lo a fugir, há que distanciar-Se o mais possível. Quando Maomé não vai à Montanha vai a Montanha a Maomé...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Outro Maio

Capitão Laureado Santiago Cortés González, O Paladino da Virgem

Menos conhecida do que a heróica defesa do Alcazar de Toledo, até por não haverem os resistentes sido a tempo libertados, outra epopeia nos deu a Guerra de Espanha, digna de ser hoje lembrada. Com efeito, foi a 1 de Maio de 1937 que finalmente cederam os heróicos Guardas Civis que, sob o comando do Capitão Cortés, haviam resistido a cerco e bombardeamentos prolongados, reabastecidos apenas por via aérea, tendo-se entrincheirado, com muitos civis fugidos aos Vermelhos, nesse Sanctuáro da Virgen de la Cabeza, na Sierra Morena. Cedendo apenas a um ataque final numa desproporção de 150 para 1, permitiram ao seu excepcional Comandante, ele próprio ferido por uma granada de Artilharia que O levaria para o Céu poucos dias depois, responder ao interrogatório que acreditava não haver mais resistência, por se encontrarem mortos ou feridos todos os defensores. Antes, desaparecera a imagem sagrada da Virgem, muito possivelmente ocultada por ordens suas, o que evitou que sofresse a sorte de outra iconografia santa, ali mesmo fuzilada simbolicamente pelos Rojos.
Há que reconhecer que o comandante Republicano Martinez Cartón tratou os prisioneiros com humanidade, protegendo-os dos milicianos que os insultavam e queriam matar os graduados, apesar de alguns subordinados terem morto feridos e desarmados, claramente contra as ordens. Mas não resistiu a dar um sermão em que dizia ser uma ironia que os outros, crentes, tivessem caído nas mãos deles no Dia do Trabalhador. Como se este fosse propriedade prvada dos ateus.
Neste local de aparição medieva de Nossa Senhora a um Pastor, claro precursor de Fátima, o Glorioso Militar Caído comunicava com o Campo Nacional através de pombas que ele próprio lançava. Mais ainda do que a paz por que lutou, eram estas o símbolo perfeito do Espírito Santo que O iluminava.
Imagem original da Virgem da Cabeza, que creio ainda não ter sido encontrada.
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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Com Paixão

De todos os Homens do 24 de Abril, S. Vicente de Paulo está muito longe de ser o menor. Antes, de três séculos e picos, de António Gedeão ter escrito na «Pedra Filosofal» que o sonho comanda a vida, tinha-o dito ipsis verbis este ex-escravo de um alquimista.
Nascido pobre, não se deixou numa primeira fase tocar pela alegria na pobreza dos Franciscanos que o educaram, tendo escrupulosamente cumprido os seus deveres sacerdotais para melhorar a sua situação. De cada vez que parecia consegui-lo um novo imprevisto o mergulhava em miséria maior, até que, depois da inspiração da passagem por Roma, haveria de ascender a Capelão da Rainha. Abdicar de uma notável liberalidade Desta em favor dos que mais precisavam acabou por ser o mais fácil da compaixão que a partir daí encetaria. Focando a sua acção nos doentes, os que tinham ainda menos que nada, logo resolveu, tocado por Bérule mas alheio ao misticismo Oratoriano, que dar era muito pouco, só dar-Se poderia contar. Assim nasceu a sua concepção de Serviço dos Pobres, a qual, beneficiando do contacto com a família Gondi, levaria não apenas conforto material, mas facultaria o bálsamo dos cuidados femininos aos que nem podiam sonhar com eles, através da mobilização de Senhoras de Boa Vontade nas Confrarias, antepassadas das Conferêncas de Ozanam e das posteriores Voluntárias da Caridade. Simultaneamente, veiculava a Assistência Maior, levando o Cristianismo militante a uma multidão de camponeses subevangelizados e despertando vocações sacerdotais numa época que também ameaçava crise delas.
Não se satisfez com o seu esforço. Pedindo a Deus que Lhe mudasse o humor seco e repelente, por um carácter suave e benigno, viria a transformar-se, após o encontro com S. Francisco de Sales, cujo feitio compassivo era unanimemente admirado. E daí à Santidade, aquele terrível passo a que ainda hoje não consigo deixar de ser estranho, a piedade para com os condenados às galés, ao ponto de tomar o lugar de um remador chicoteado, foi para Si um desenlace natural.
Talvez tenha pensado dizer tudo ao interrogar-se: se um homem se move pelo lucro, onde está a sua dignidade? Mas mais explícito terá sido Chesterton, quando envergava as vestes de campeão do Distributivismo, ao condenar os socialismos igualitários - Esses que insistem em dividir estrangulam as alegrias insuperáveis de dar e receber com o coração puro.

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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Buffet

Tendo em mente que foi a 18 de Abril de 1909 que S. Pio X, correspondendo aos esforços de Monsenhor Touchet, beatificou Joana D´Arc, deitei os olhos a esta excelente conta das implicações religiosas do culto Dela. Muito se tinha andado, até que a simpatia manifesta de Leão XIII pela Sua causa levara a declaração da venerabilidade, o primeiro passo para a canonização, que só vingaria com Bento XV. Curioso é este Ex-Libris do Patriotismo Francês ter sofrido a maior oposição ao reconhecimento da Santidade pela própria Universidade de Paris, a qual, no Século XV, a proclamou "herética" e aconselhou a queima dos populares devotos.
Na primeira fase da reabilitação pelo Vaticano foi bonito ver os Cardeais Ingleses Manning e Newman, tidos por rivais e defensores de variantes teológicas opostas, defenderem-Na e ao reconhecimento pleno da Grande Inimiga do Seu País, num exercício verdadeiramente Cristão de perdoar. Como terá sido belo ver os edforços conjugados se todos os que sentiam a Nação Francesa, desde o Conde de Chambord ao Embaixador da maçónica III República, no sentido de se consagrar a glória Daquela que, já depois da Grande Guerra, veria o parlamento votar o seu festejo solene pelo regime.
Tal qual o divisionismo anti-religioso de hoje, em Portugal.

Os sites de efemérides dão o dia de hoje como equivalente ao do casamento entre Grace Kelly e Rainier do Mónaco, pelo que me parece de oportunidade não enjeitável a publicação da respectiva visita a este Estoril donde vos falo. Grace era, verdadeiramente, uma beleza canónica!

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Ai os revisionismos! Querem estragar de vez o James Bond! Dizem que neste filme manco que se prepara aparece uma Bond Girl relevante que o 007 não beija! Conjugando esta catástrofe com o que se concluiu dias atrás neste blogue, só faltava o agente perfeito transformado em analfabeto!

domingo, 13 de abril de 2008

"Sob Este Signo Vencerás"

Pergunta o Carlos Portugal o que é feito dos Cavaleiros da Cruz de Cristo que nos poderiam salvar dos males do tempo. Não sei, Caro Amigo, mas proponho que não esperemos pela Cavalaria. À cautela, coloquei-me em posição de ser orientado por Esse Grande Sinal. Se Mais fizerem do mesmo, o sonho de Constantino terá perfeita actualidade...

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Sem Anos de Solidão

Fiquei ciente de um cento de anos que me é tudo menos indiferente, graças ao Meu Muito Caro João Villalobos. Não me sentindo com estatura religiosa ou capacidade crítica para comentar uma revelação como a aniversariante, «O Homem Que era Quinta-Feira», cinjo-me a deixar-Vos umas linhas sobre a minha vida em redor desse pequeno grande livro.
Entre os 17 e os 20 anos tinha perdido a Fé em Cristo, com a dor de não ter prescindido de um Deus da Criação. Revoltado contra a esterilidade de um curso de Direito demasiado arredio do sonho da Justiça absoluta, não concebia o Sofrimento Divino. Tinha passado a odiar-me o suficiente para detestar o Amor como uma fraqueza, fosse o da Redenção, ou o da pureza pessoal. Demasiado orgulhoso para me deixar cair em drogas ou grupos, passei a jogar-me nas leituras e nas cargas e descargas mais duvidosas que as noites e o sórdido me ofereciam.
Até que li e pensei este livrinho. Uma história policial, decerto, mas em que era um Polícia que vinha a ser apanhado. Sem a ter conhecido, também eu me apaixonei pela Rapariga do cabelo castanho-dourado que o detective-poeta Gabriel Syme encontra ao fim da caminhada, a irmã desse Lucian Gregory que se fazia muito mais inadaptado do que a Rectidão lhe permitia.
G.K. Chesterton, o Autor, tinha, numa entrevista, revelado o segredo escancarado que o guiara: em vez de fazer uma ficção em que alguém cheio de qualidades aparentes fosse culpado de crimes horríveis, contar a descoberta de um Ente Suspeito a que fosse atribuível Bondade.
Era Domingo.
Noutro escrito, por mim mencionado em ensaio medíocre que me atrevi a publicar, o Grande Escritor explica em que sentido a Divindade pode ser vista como Anarquista, coisa que caiu que nem ginjas na ebulição que vivia contra as ordens e (in)justiças que me rodeavam. Mais tarde soube também por ele que a Democracia que importa é a dos Mortos, a ligação ao Que permanece, não às maiorias actuais, mutantes e periódicas cuja face horrenda é a voragem das substituições e do esquecimento.
Mas voltemos a Domingo, no gigantismo e Mistério benignos com que surgia aos personagens, fez-me passar a gostar da Polícia, abstractamente idealizada como a que não desistia da Procura e assim conferia a capacidade de agarrar o Que não procurava fugir e pousava mesmo junto a nós, ainda que momentaneamente inconstatado. Estava pronto a reciclar-me, de modo a, se não amar exemplarmente, ao menos exemplarmente passar a prezar o Amor. Nos dois grandes sentidos que rivalizam com o que se acrescenta por um hífen do adjectivo próprio.
Numa atrocidade apressada, algumas traduções portuguesas não incluem o subtítulo da obra, Um Pesadelo. Para mim a intuição dele impôs-se logo. Mas para me reconciliar com um muito maior, que é a Vida.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Melhor do Que Lawrence!

Aniversário da Conferência de Algeciras que concedeu o agreement europeu à integração de Marrocos nas esferas de influência de França e Espanha. No caso francês a reivindicação só se tornara possível graças à acção singularíssima de um dos maiores agentes secretos da História, Charles de Foucauld, antes de se tornar agente assumido de Deus. Numa altura em que não havia quaisquer dados cartográficos sobre o relevo, as passagens e os poços da terra marroquina, ele, geógrafo de mérito, como valoroso militar que se revelara, de bússula, cronómetro e, ocasionalmente, sextante escondidos, disfarçado de Judeu numa época em que eram estes os desprezados e os Cristãos os temidos, fez, debaixo de privações, riscos e agressões todo o reconhecimento do território, permitindo mais tarde aos militares uma progressão que surpreendeu tudo e todos.
Depois da conquista pregou e praticou o ganho do coração dos vencidos pela caridade, reconciliando-os assim com os vencedores, prática que levaria ao extremo depois de professar e de se aperceber de que uma ocupação só poderia ser frutífera com a evangelização, partilhando a pobreza saaariana dos Tuaregues, ao Sul dos estabelecimentos gálicos da orla argelina, ganhando reputação de santidade a que até o martírio daria consistência.
Se ainda houvesse Homens assim...

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domingo, 6 de abril de 2008

Diálogo ao Espelho

Dia do Nascimento e da Morte de Rafael, coincidência tida por alguns como sinal seguro dos destinos excepcionais. Altura para relembrar a sua representação da Prudência, a mais discutida Virtude Cardeal, por alguém que ambicionava o chapéu vermelho do Cargo do mesmo nome. Não estranho que haja escolhido esta. A Justiça seria mais espartilhante, a Fortaleza menos subtil e a Temperança pouco sedutora para quem morreu no 37º aniversário, de excesso sexual, numa Sexta-Feira Santa, em voltas paroxísticas com a famosa e formosa Padeira.
Muito Boa Gente discutiu se ser Prudente é participar duma Virtude. Jesus tinha mandado não pensar no dia de amanhã, exortando os discípulos a desfazerem-se de bens e laços familiares para O seguirem. No entanto, S. Tomás e os seus seguidores contemporâneos redescobriram a significação da enjeitada Qualidade, como factor correctivo da Justiça, segundo Aquino, das outras Três, em escritos como os de Pieper. Tudo nasceria de possibilitar a Equidade, quer dizer, o equilíbrio entre abstracção e circunstância.
Ora, o que me salta à vista é o Génio Renascentista ter imaginado a figuração desta Força Moderadora mirando-se num espelho. Que me faz concluir: via como sua principal prerrogativa o conhecimento de si por Ela infundido, no sentido de percepção dos limites próprios, tal como aconselhado pelo Oráculo de Delfos, verdadeiro pressuposto de amestramento da Hubris.
Haverá caso mais concreto do que a personalidade de cada indivíduo?

domingo, 30 de março de 2008

As Origens Cristãs Deste Blogue

O administrador - hélas, nunca pensei aplicar-me este palavrão - ao Colo Materno, no Sagrado Momento do Baptismo.

terça-feira, 25 de março de 2008

Coroa e Significado

Coroação da Virgem pela SS. Trindade de Agostino Masucci (Palácio Nacional de Mafra)
A 25 de Março de 1646 se publicou a carta de lei que encerrava a deliberação das Cortes dos Três Estados do reino, pela qual se escolheu Nossa Senhora da Conceição para defensora e protectora de Portugal. Foi também pronunciada a fórmula do juramento de vassalagem, sob pena de expulsão dos domínios portugueses e de perda do trono dos súbditos e soberanos que não o acatasem, respectivamente. A partir de então os nossos Reis não mais cingiram a Coroa, nesse preito de submissão, ficando nas ocasiões solenes, numa almofada à sua direita, como se vê no retrato de D. João VI. A iniciativa que outro João, o Quarto do Nome, teve por bem levar a cabo não fazia esquecer que a Coroação por antonomásia, no que à Virgem toca, era a retratada na pintura à esquerda.

Mas tinha a virtude de unir elites e massas na compreensão e devoção a um mesmo Ideal, pois o Gesto Real era de todos compreendido e por todos fora intitucionalizado. Não se afastava da Mãe de Jesus o Povo arredio dos enclaves em que as Belas Artes eram fruídas. E quando surgiu Fátima, em resposta a agressões continuadas, ganhou-se sentimento popular, mas afastou-se, mesmo dentro do Catolicismo, algumas elites enjoadas da mistura, que, muito carecidas de Rei, não percebiam o que percebeu Amândio César:

NOSSA SENHORA DO REGRESSO


Depois que Deus criou a terra e o céu
e no céu pendurou imensos luminares
e na terra fêz o homem à sua semelhança,
andaram profetas afirmando em profecias
que virias!
Não vieste...
Não vieste, ah não vieste, ao menos para nós...


Que mal eras chegada
fecharam-Te, Senhora, em oleo e tinta
nos salões escuros dos Museus
e puseram empregados,
fardados,
a cobrar quantias a quem quisesse ver!...
- Por isso o povo, o povo não Te viu...

Senhora e Mãe!
Os que Te foram visitar,
os que pagaram a cota
para entrar,
não foram lá por Ti
nem por tua bondade e mansidão sublimes...
É que a tua prisão escura tinha nomes,
nomes célebres que eram chamariz
- Murillo, Velasquez, Rubens, Miguel Angelo -
e por isso o povo não te quis...

Senhora e Mãe!
Nas fábricas enormes saltam êmbolos,
pentes separam e o tecido cresce...
Dos lugres salta o dori,
o arpão rasga
e a pesca cresce, cresce...
Nas debulhadoras giram as correias,
as pás lançam espigas
e cresce o cereal...
É assim em toda a parte!
Porém, longe de Ti...
Os homens afastaram-se porque Te fecharam!
Mas nesse ranger de êmbolos,
correias e motores,
há uma prece rezada mui baixinho
que dia a dia se vai avolumando...
E a prece vai crescendo
como o tecido,
vai rasgando a alma
como o arpão,
vai separando aos poucos o joio do trigo loiro
como a debulhadora...

- Senhora!
É a hora,
a tua hora:
- Vem de novo, Senhora, sem profetas
para o meio daquêles que tanto, tanto
de Ti precisam
e, ignorando-o,
por Ti anseiam,
há séculos, há dias, há milénios...
Então um côro novo,
o côro dos libertos que foram oprimidos
ressoará pelo universo inteiro:
- Salvè Senhora, Rainha da Manhã
Mãe de tudo e tudo quanto existe!
Tu és a esperança
de quantos algum dia tiveres acarinhado,
de quantos para Ti lançam os olhos,
cheios de súplicas e rezas de perdão!
Salvè estrêla ou sol
que luziste em vermelho na Batalha,
com teu manto,
azul e branco,
ao vento,
a fundir-se no azul do firmamento
e que de novo voltas
a ser entronizada
neste reino de teu mando,
a tua pátria amada.

segunda-feira, 24 de março de 2008

As Asas Dum Patrocínio

Gabriel da Anunciação de Filippino LippiNestas coisas da escolha de Santos Patronos o que mais me repugna é submeter os Candidatos a votação, degradando-Os do nível venerável que ocupam, na Proximidade de Deus, para o patamar de um qualquer político de partidos. Colocada esta questão prévia, no dia de São Gabriel Arcanjo, cumpre examinar a Sua adequação a patrono desta INTERNET em que nos movemos.

São duas as grandes concepções do Anjo Mensageiro cujo nome significa O Poder de Deus: a Cristã que O dá como o Símbolo da Misericórdia, a Judaica, que O vê como o do Julgamento e da Destruição, pelas conexões aos arrasados Sodoma e Templo de Jerusalém.
Ora, o que me preocupa é saber se não será prosápia acharmo-nos, globalmente dignos de Tão Grande Intercessão. Que a net é um poder, não duvido. Mas sê-lo-á sempre de Deus, para legitimamente pretender colocar-se sob a alçada Do que Lhe porta nome? Que dá notícias antes de muito meio de Comunicação Social, não se questiona. Mas serão sempre tão exactas como os Anúncios das vindas do Precursor e do Salvador? tenho sérias dúvidas.
Considerando a Concorrência, veria com bons olhos o Santo Editor, e, pela minha formação Salesiana, os Membros da Ordem citados. Mas talvez Santa Clara leve a Palma a Todos, neste martírio de proteger um meio tão duvidoso como aquele em que navegamos - discerniu visões numa parede, tal qual nos acontece no ecrã do monitor. Resta rezar para que sejam tão pias.
Como se vê, a minha objecção ao Angélico Mensageiro não significa menos apreço. Trata-se somente de pudor. E de nos exergarmos.