
Já em tempos
evoquei a estreia pública do
bikini, na Piscina Molitor de Paris, tendo apenas faltado sublinhar as ironias de a uma balarina habitualmente nua se ter pedido que colocasse (alguma) roupa; e que onde se demandava um corpo tivesse surgido o dito de espírito que deu o nome imortal à coisa-
Monsieur, o seu fato de banho é mais explosivo do que o atol de Bikini, disse então a portadora dele, com a consequência que ecoa.
Não admira que uma cidadezinha do Utah
haja recorrido a este valor seguro para se publicitar. Escassos dias após ter proibido as duas pecinhas nas piscinas públicas, retirou a proibição. Reportando-nos à norma, foi o regresso do
strip à sua condição habitual, envergado o reduzido vestuário para entrar no palco, logo foi retirado, em plena ribalta. Outro tanto aconteceu com a proibição.
Sabe-se como neste Estado de
Mormons a fogosidade foi, historicamente, canalizada para a poligamia. Que efeitos terá sobre a população masculina esta indumentária proscrita e logo consentida? Excitará, ou substituirá? De qualquer forma, adicionando ao nome da povoação, Kanab, o
bis do renovado consentimento, obtemos o valor fonético de uma droga. Resta saber em qual dos sentidos actuará.