sábado, 6 de outubro de 2007
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Nessa Não Embarco!
No equivalente dia de 1910 a Revolução em Lisboa ganhava porque, apesar de tudo, se mostrou a menos incompetente das partes em conflito. Disse eu partes,? Gralha imperdoável, parte só havia uma, pois toda a tropa e mais gente disposta a combater não encontrou correspondente vontade e capacidade num Chefe que fosse, salvo uma bateria de Artilharia da Rutunda, com um Couceiro prenunciador.Faltava afastar o Rei. Um simulacro Dele, pobre Rapaz recentemente investido num Papel para que não fora preparado e sem ter decorrido o tempo que promove as superações em casos similares. Numa actualização do Portugal é Lisboa e o resto é paisagem a arrogância da Burguesia Republicana da Capital tinha, pela voz de João Chagas rosnado tenhamos a vitória em Lisboa e o resto faz-se por telégrafo. Lembra bem Rocha Martins o esquecimento de outra frase do mesmo, eu, se visse um rei ao pé sentiria tremer as pernas e as convicções. À cautela, porque uma Real Presença, mesmo marionetada pelos políticos dos partidos, pode lembrar a alguns fracos - mas não falsos - juramentos prestados, urgia pôr o Soberano ao largo. Foi o que fizeram, literalmente, na Ericeira, enganando-o com o engodo do transporte da Realeza para o Porto, evitando uma qualquer veleidade agigantadora de resistência na Província. Uma vez apanhado a bordo veio a segunda etapa do engano, rumo à desistência: a da apresentação do triunfo republicano como facto consumado, o que não custou, num país em que as atitudes tidas por "mais dignas", como a do Comandante da Guarnição Portuense, se ficavam pela recusa de içar a bandeira antes de confirmada a vitória dos revoltosos. A dignidade identificada com a adesão aos ganhantes, factor duradouro nos influentes de um país que, se reduzido ao número e tempo deles, bem mereceria a falta de sorte que fez embarcar o Ocupante do seu Trono para outras costas e a Nação para o afundamento.
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11:59
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Atalhos: História, Monarquia, República, revolucionários
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Animais, Nossos Amigos

Faz-me sempre impresão ver, no Dia que convencionaram ser do Animal, a eterna passeata televisiva pelo Jardim Zoológico. Prender os Amigos é uma boa disposição, mas afectivamente falando, sem para tal recorrer a grades.
A Todos os que, tendo visto «O Planeta dos Macacos», sentiram um incómodo mais profundo que o simplesmente ditado pela inversão dos papéis
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21:11
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Atalhos: Zoofilia
Uaaaaah Vs. Buaaaaah
Querida T, assim não pode ser, deixar os Seus leitores à míngua de postagens. Agora percebo por que razão no elenco dos Pecados Capitais a Acedia foi substituída pela rotineira Preguiça, aqui dada a versão de Jacques Callot: a pensar no absentismo actual da Grande Animadora dos «Dias...»
Lá porque gostamos deles, não quer dizer que sigamos literalmente os maus exemplos que dêem, não é?The Truth About Islam - Arab Girls Stripping For Free - XXX
Nota adicional: o título da pérola do YouTube é como segue:
The Truth About Islam - Arab Girls Stripping For Free - XXX
Claro que a pouca vergonha materialista a que chegámos obriga aos três XXX... dado as meninas terem enveredado por espectáculo GRATUITO
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O Réprobo
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19:14
4
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Nós Por Nós
A 4 de Outubro de 1743 esse Henry Carey de que todos conhecemos uma música, tantas vezes sem a relacionarmos com o Autor, trocou, exangue, as cordas do seu ofício por uma outra, a do desespero, com que se enforcou. Conseguira resistir às espoliações e vinganças que o tinham obrigado a uma vida de pobreza, por, com mais bafejados amigos, quais Swift e Pope, se ter, em nome do Conservadorismo que professava, oposto aos desmandos plutocráticos e de favorecimentos partidários dos Liberais de Walpole. Sucumbiu, porém, à maior dor do mundo, a perda de um dos Filhos. Antes, terçara armas pela renovação do teatro musicado britânico, segundo padrões não-hipotecados à importação, na esteira inovadora de Gay.Dele ficará para sempre o «God Save The King/Queen». A própria mobilidade do Género no título condensa muito da Verdade Monárquica, traduzindo a ideia de que o Sucessor Legítimo é a mudança forçada que mantém a Identidade. Mas se lermos toda a letra, a parte que para o hino não passou, veremos a assimilação da Real Pessoa à defesa da Lei, o entendimento dos Súbditos como uma Família alargada, depositando a sua representação no respectivo Chefe e, até, poliicamente correcta avant la lettre, a condenação dos "rebeldes escoceses", mais por serem revoltosos do que por virem da Caledónia, mas a lembrar o caído final "Contra os Bretões...", de «A Portuguesa». São as aspirações à unidade que diferenciam as sortes das Nações. Aprendamos, pois:
1. God save our gracious Queen,
Long live our noble Queen,
God save the Queen!
Send her victorious,
Happy and glorious,
Long to reign over us;
God save the Queen!
2. O Lord our God arise,
Scatter her enemies
And make them fall;
Confound their politics,
Frustrate their knavish tricks,
On Thee our hopes we fix,
God save us all!
3. Thy choicest gifts in store
On her be pleased to pour;
Long may she reign;
May she defend our laws,
And ever give us cause
To sing with heart and voice,
God save the Queen!
4. Not in this land alone,
But be God's mercies known,
From shore to shore!
Lord make the nations see,
That men should brothers be,
And form one family,
The wide world over.
5. From every latent foe,
From the assassins blow,
God save the Queen!
O'er her thine arm extend,
For Britain's sake defend,
Our mother, prince, and friend,
God save the Queen!
6. Lord grant that Marshal Wade
May by thy mighty aid
Victory bring.
May he sedition hush,
And like a torrent rush,
Rebellious Scots to crush.
God save the King!
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O Réprobo
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15:44
4
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Contento das Mónicas
Afinal, sabe-se como os meios públicos do País-Irmão prestam grande atenção ao que nos EUA se faz. Tendo havido por lá uma escandaleira com uma Monica, a Lewinsky, embora os contornos sejam diversos, é natural que se quisesse, nos Trópicos, eliminar o vestido, como todos lembramos incriminatória prova por via da mancha de recordação...E que Diabo, a função de uma Mulher da Imprensa, não é, como a dos homens, pôr tudo a nu?
Vendo os resultados caio é numa certa melancolia. Sem desprimor para as Jovens, esperar-se-ia que Personagens tão altamente colocados elegessem as Belezas mais indiscutíveis. Detesto a actuação política de John F. Kennedy, cúmplice da Mafia, inimigo do Portugal Ultramarino, nepotista em grau extremo, iniciador de aventuras vietnamitas sem futuro. Mas que tinha olho para as muitas Beldades que conheceu, biblicamente falando, isso é inegável.
Agora, se me garantem que a legenda da capa da revista está correcta, pensando no que se relembra de hoje para amanhã, desde 1910, faço já o voto de que se importe esta celebridade e que ela faça com o regime português o que fez com a sua saga fotográfica: insatisfeita com o ensaio, aqui mostrado em grande, terá caprichado na segunda tomada...
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11:53
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Atalhos: Belo, Crime, Fotografia, Mulher, República
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Alívio Virtual
Cheguei a casa com uma disposição muito pouco própria para responder a comentários amigos, pelo que ficará para amanhã. Só queria exultar com o facto de as vinganças, na Blogosfera Estimável, serem deste jaez e não como na imagem da Ira, segundo Julie Crozat...
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23:32
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Atalhos: Blogues
Pontes Passadas
Ignoro se as letras miudinhas do contrato assinado pelo Estado estendem a travessias subterrâneas o regime de escravidão automobilizada que obriga a idemnizações por veículos desse tipo "perdidos" pela concessionária, em caso de nova construção, eventualidade na qual, digo eu, a Lusoponte deveria mudar o nome para Lusotúnel. Sei que esta proposta, ao menos por só prever ligação ferroviária, parece apta a contorná-lo. O que vem reforçar a sabedoria de visões do Passado: a de João Abel, apontando, em 1961, para a vertente subaquática, num período de euforia pela edificação da primeira passagem. E o projecto oitocentista original, de Miguel Pais, em que não se vislumbra um único carro, mota ou pesado, os meios subsumíveis às teias do acordo...
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15:19
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Atalhos: Actualidade, História
Questão de SOmenos?
Em devido tempo o Autor avisou que o «Só» era o mais triste que havia em Portugal. Ganha cada vez mais actualidade. De cada vez que se bate na tecla a tristeza aumenta a olhos vistos!
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15:04
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Dúvidas Existenciais

...que eu esteja aflito por poder ser tido por mentiroso, na ordem de sugestões ilustrada por este desenho,

até porque tenho sido vítima de alguns momentos de falta de caridade: como não demonstrei grande entusiasmo por uma viagenzita marítima exaltada pela Mesma Bloguista, pela Cristina Ribeiro e pela Júlia, vejam como Elas me fazem o funeral na imprensa gratuita de hoje!

Chuuuuuiiiiiiif!
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12:50
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terça-feira, 2 de outubro de 2007
Aprender Com as Formigas

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22:55
2
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Atalhos: Aniversário, Tradição
A Maldição do Divã 1
Proponho-me hoje inaugurar uma rubrica, «A Maldição do Divã», que procure corresponder a pedidos de interpretação de postagens pouco claras para os próprios, por parte de Bloguistas Amigos.

Assim, pergunta-me a T o que acho desta bela fotografia, em que o Felino parece comungar das preocupações da Dona.
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É muito simples, Querida Amiga, a chave está nas faces viradas para lados opostos, talqualmente o Deus Janus dos antigos.
E não conteste que falta o requisito de os rostos serem iguais, dado que há um mais que notável precedente: Se é válido intergéneros, por que não interespécies? O meu diagnóstico é, por conseguinte, que sendo a divindade o Protector dos Começos, a Senhora e a respectiva mascote estão embrenhados no início dalguma nova etapa da vida.

Quanto ao espreitador da outra foto, sendo o fotógrafo o Big Brother, o observador dele só pode ser o Bigger Brother... In Law.
E para ver um cheirinho das minhas memórias de gatos romanos, não darei imagem da multidão do Coliseu, de aparência um tanto faminta, continuando a tradição dos primos mais desenvolvidos a que atiravam os Cristãos, publico é uma fotografia que tirei a um nutrido Guarda Suíço na antiga residência Papal, a Basílica de São João de Latrão. Pode chamar-me palermôncio à vontade. .
Ass. Doktorr Sigmund Fraude
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18:20
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Atalhos: Pensamento, Ser
A Pão e Água
Notoríssima a falta deste acessório para que a maravilha tecnológica que diziam ser a nova viatura bindada adquirida em vista da protecção dos nossos Militares pudesse fazer frente às novas ameaças, nomeadamente as alterações climáticas resultantes do aquecimento gobal.
Fiquei em estado de absoluta indecisão, meditando na licitude da expressão "adiantado estado de inacabamento" empregue pelo Responsável da empresa co-fabricante. Não obrigaria o atraso na completude do produto final a elimiar esse vanguardismo idiomático? Adiante. Faço um voto sincero: o de que os veículos afectados não sejam os destinados à Marinha... Outro - que a preterição da Pátria no concurso não possa ser imputada a alergias ao nome... Finalmente: que a opção da Tutela não se tenha ficado a dever à vantagem da poupança de uns cobres, em cujo caso, para além das instruções de utilização Manual da Pandur, teríamos de adquirir um breviário de governação com o título e conteúdo expressos aqui à direita.
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15:47
2
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Atalhos: Actualidade, Ameaças, pastas ministeriais
Tirar a Pele
Os Conservadores em versão Cameron não encontraram coisa melhor para bradar contra Gordon Brown do que inventar-lhe um sósia lúdico caracterizado por avidez fiscal e proporem, por sua vez, baixas de impostos. Não parece que tenham grande sorte. É minha convicção estar o sentimeto anti-tributário a esmorecer em todo o lado, salvo nos meios empresariais mais extremistas. Nos Estados Unidos, porém, País que se fez contra um imposto, ainda pode colar. Já no Reino Unido, acredito que pesem mais na balança eleitoral os benefícios do que subsista do Estado-Providência, com o incremento de novas valências como a intensificação securitária, frente à percentagem de desembolso.O Conservadorismo tem uma ala tradicionalmente taxadora. O Dr. Johnson, contra a proto-independência americana, escreveu mesmo um opúsculo dizendo que levantar impostos não era tirania. E isto antes de serem objecto deles realidades tão imprevisíveis como luvas, pó para as cabeleiras e... chapéus, sobre os quais recaíu, em finais do Século XVIII, uma espécie de imposto de circulação, análogo ao que se pratica com os automóveis. Que não visava expedientes publicitários como o exemplificado na imagem, caso em que seriam os anúncios a justificar a incidência.
Se fosse nos nossos dias, acreditaria estar por detrás da medida Esta Nossa Amiga, pela hostilidade que manifesta a barretinas e quejandas criaturas. E cobraria a Estoutra os conselhos que me tem dado, de adoptar este complemento de vestuário, o qual não tardaria em levar à ruína. Não esquecendo de chamar a atenção Desta Senhora para a luta contra a discriminação que os homens também tiveram de empreender, dado que as chapeletas femininas estavam isentas...
O postal, como não poderia deixar de ser, dedico-o a Quem percebe do assunto.
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11:55
12
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Atalhos: Gordon Brown, Impostos, Moda
É Como o Milho!
Apesar de temer que o seu evidente desvio da ortodoxia vegetal cause a ira a muitos ostensivos eufemiados...Jessica Van Der Steen é uma fonte de virtudes: adepta do Real Madrid, para agradar a Mestre Filomeno 2006, aparente garante da unidade da sua Bélgica, que bem precisada está, assim como, na Seara dos Afectos, uma maneira muito minha de saudar o regresso blogosférico do Grande Capitão-Mor.
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11:01
22
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segunda-feira, 1 de outubro de 2007
O Último Lançamento
Nenhum atleta antes dele tinha ganho medalhas de ouro olímpicas, na era moderna, em quatro Olimpíadas diferentes, no mesmo evento. Homem de cultura que também se construía, mergulhou na paixão pela arte abstracta
um pouco comparável ao não imediatamente apreensível simbolismo pan-helénico do disco lançado na Antiguidade, antepassado da sua especialidade, incluído no pentatlo e duplamente cantado nas obras homéricas. Al Oerter não voltará a lançar. Faço votos para que o canto do Paraíso que lhe caiba o junte à companhia agradável dos triunfadores da Grécia Clássica que inspiraram Míron como padrão de elegância.
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21:08
4
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Vida de Cão?
Ciente da Alma que Lhe dá vida, sinto urgência em propor este plano para A Casa do Tinoni.
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18:14
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Da Fé Na Bola à Boa Fé
Quando o Fátima eliminou o F.C.Porto da Taça da Liga tive de suportar a previsível enchente das gordas impressas com a pletora de rótulos desprovidos de imaginação martelando o "Milagre de Fátima". Que os adeptos portistas se não tenham insurgido é que surge estranho. Com efeito, da definição de milagre faz parte tanto o sobrenatural como a contribuição para o Bem. Tratar-se-á de auto-conhecimento?Não gosto de invocar a seriedade sacra para as sortes boleiras; não obstante, ainda consigo ver alguma consistência nestas aproximações: tendo o dragão (sem que se pensasse no nosso Colega César Augusto) sido seleccionado na simbologia religiosa como um dos emblemas e metamorfoses diabólicos, seria difícil aos atletas de uma Terra tão marcada pela fortificação Mariana contra o Pecado, mesmo inconscientemente, não dar o litro para evitar que por lá passasse incólume essa vivificação do Maligno.
Toda esta conversa me fez conectar ao momento felicíssimo que vive o Vitória Minhoto no campeonato português, passando inclusivamente à frente do Glorioso. Será, como prudentemente sublinhou uma Ilustre Adepta do Clube vimaranense, em comentário um postal abaixo, sol de pouca dura. Mas não teriam os bravos futebolistas em mente atingir este pico classificativo no dia de hoje, em que se comemora a entronização de um Papa que era um Santo, Esse São Dâmaso, segundo André de Resende, proveniente de Guimarães?
O facto de ser anterior à fundação da Nacionalidade não obsta a que o consideremos compatriota. Se sempre tive má vontade, na minha infância, ainda bastante tenra, em aderir à elencação de Viriato como um dos Grandes Portugueses, na didáctica do Estado Novo, era por me repugnarem os hábitos de higiene e civilizacionais do bando por ele chefiado, face ao aprumo romano; e porque via o seu nacionalismo muito ditado por desavenças familiares com o sogro, figura grada da adesão à romanidade peninsular.
Ao contrário, com este luso percursor de João XXI, o que temos é a unificação doutrinal contra as heresias que desvirtuavam. E o respeito por eruditos como São Jerónimo, solicitando-lhes a colocação do saber ao serviço da Comunidade, com a tradução do Texto Sagrado para a língua franca e culta do tempo.
Razão mais do que suficiente para dedicar estas linhas à Cristina Ribeiro.
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17:31
7
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Atalhos: Amizade, Cristianismo, Desportivismo
Depois das Quotas...
Na voragem desinformativa que continua a assolar o caso Maddie surge agora uma porta mais, que uma espécie insuspeitada, a de um anónimo leitor do site do Príncipe Carlos abriu: caber a responsabilidade do rapto a uma vingativa criada despedida.
Coisa que me trouxe à lembrança a regra de ouro dos mistérios policiais fraquinhos - "o culpado é sempre o mordomo". Que teve origem no anglo-saxónico the butler did it, nascido de um romance de Mary Roberts Rinehart (Rinehart Roberts), «The Door», onde a solução corresponde à frase, mas esta não aparece. Coisa que viria a mudar - e logo no título - de peça teatral dele extraída. Claro que nos tempos que atravessamos, como sugiro à cabeça, também o papel do pessoal doméstico criminoso obriga a preenchimentos paritários...
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12:07
2
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Atalhos: Actualidade, Crime, Livros, Sociedade
Iluminação Suave
Para começar bem o mês, no Dia Mundial da Música, o primeiro andamento da Sonata Luar de Beethoven, por Wilhelm Kempf, às Duas Senhoras do Nome que fazem o favor de lançar a Sua preciosa Luz sobre este blogue.
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10:30
5
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domingo, 30 de setembro de 2007
A Ligação
Miss Moneypenny foi, à revelia dos textos, como secretária do chefe do 007, a presença que em todos os filmes acompanhou o protagonista, muito pelo que os parcos minutos de alusões seduzidas medraram no imaginário associado à série. Lois Maxwell personificou-a mais do que algum actor interpretou Bond. Hoje que morreu, todos os que vestiram a pele deste, os dois Cavaleiros do Império Britânico incluídos, são apenas Penny Boys.
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22:36
10
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Inspirar, Expirar
A neurose coeva faz muito artista incapaz de adorar a Fonte do próprio criar, fruto da viciação em prolongar o estado de pesquisa, essa segunda identidade da carência, como reflexo da Vida, concretizando-o na redução da capacidade de amar ao que não corresponde a interesse manifestado. Mitificação que pretende fazer do influxo inspirador uma entidade convivencial que o próprio possa influenciar, substituindo assim pela discussão interminável a adoração de Outrora, que proporcionava Arte de melhor qualidade. Vaidade atormentada que rejeita o que se oferece, mas não prescinde de imaginar-se fixação do sopro que permite voar, como se o silêncio frustrante resultasse da tristeza cansada e não apenas da indiferença.De Jorge de Sena
PASSAGEM DA MUSA
Ó minha Musa, cuja nudez destrói
o vão sentido intérmino dos dias!
Quando ao crepúsculo reflui a vida
Em tuas sombras pelo corpo nu,
não chores nunca a luz com que iluminas
as flores e as árvores, o estio próximo
da noite audível sobre as folhas secas.
De uma varanda sobre o val´do mundo
ouço teus passos crepitando tristes.
E o vento agita os ramos mais esguios,
ao longe, muito longe, de onde vens.
Pelas cidades, no limiar difuso,
quem adivinha teu silêncio imenso
tapa os ouvidos com pavor de ti.
O pensamento cobres, como aos mortos,
da fina seiva que em teus membros brilha.
(Passavas, e a teus pés era o antigo
altar dos povos emigrando atentos.
Mas nas fogueiras logo havia um centro
de cada tribo para a noite em volta.
E, então, passsavas, muito ao longe, iluminada
face da lua, sempre a mesma, sobre
os campos do futuro, onde viriam
crescer espigas veniando fartas).
Tudo tu viste; e os estertores conheces.
Tudo tu sabes: e o dizer esqueces.
E as dores te doem,
como se as desses.
Não chores nunca, Musa! Passa! Passa!
O Poeta Louco de Michael Whelan
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15:16
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Atalhos: Crítica de Arte, Poesia
A Galinha e o Risco
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13:09
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Top Model
Querida Júlia, é possível radicalizar a preferência: um chapéu menos discreto iria ou não a matar num modelo que causasse impressão mais profunda?
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12:03
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Atalhos: Moda
sábado, 29 de setembro de 2007
Três Vias Paradisíacas
Por que será que o nosso meio, sequioso de espiritualidades, fantasia identidades de anjos sem base canónica, através de divulgadores esotéricos de virar de esquina, esquecendo os Três Arcanjos que a Bíblia refere? Gabriel, Rafael e Miguel, aqui na versão de Josyp Terelya, entre muitos outros pelouros, gerem os da protecção aos artistas e o de defensores contra tentações. Razões bastantes para Os invocar no 29 de Setembro que é Seu dia, a propósito de duas Realidades que compartilham a data: Tintoretto e Anita Ekberg. Quem viu a sueca em «La Dolce Vita» ficou ceramente sem desejos que pedisse à Fontana Dei Trevi, toda a libido se canalizaria para a imortal banhista felinófila dela. E a lentidão apelativa dos seus movimentos encontra a contrapartida na celeridade do Mestre veneziano, aqui representado pelas também impressivas«Mulheres Fazendo Música». Tendo cindido as aspirações pictóricas em chegar ao nível do desenho de Miguel Ângelo e à cor de Ticiano, acabou por fundir num só momento metódico as pinceladas com que transmitiu novas sensações de relevo. Aos críticos que o estigmatizavam, dizendo que G. Bellini e outros demoravam muito mais, conseguindo maior fidelidade ao modelo, respondia que nada admirava, visto não terem maçadores da laia desses admoestadores em redor.Pelo equilíbrio entre pressa e vagar excitantes são feitas as minhas admirações.

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19:59
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Nuit et Brouillard
Foi frutuosa em movimentações a noite que muitos adeptos do PSD querem ver transformadora do partido em Fenix. O líder derrubado pouco conta. Da incapacidade pura de ganhar debates parlamentares ao Primeiro-Ministro, mesmo no período das mediocridades académico-persecutórias em que era mais fácil, à indesculpável demissão na questão do aborto, nada conseguiu pôr na mesa que lhe aumentasse um pouco a estatura política. O único caso em que tinha um ponto de princípio a que se agarrar, o da CML, deixou que se arrastasse, com o descalabro da imagem de uma máquina partidária desejosa de devorar independências a preceder a hecatombe eleitoral.Já toda a gente tinha percebido que ele era completamente incapaz de gerar empatias, o que o Dr. Menezes não é, embora se possa pôr em dúvida a extensão territorial que as mesmas consigam atingir. Todos os nasal-empinados donos e senhores do gosto que apunhalaram Santana Lopes, vingando a demarcação histórica deste, no fim do consulado Cavaquista, mal passe o choque, tentarão fazer outro tanto com a nova liderança. Só que o Presidente da Câmara de Gaia já está avisado...
Entre essas arrogâncias sobressai Pacheco Pereira, que já começou a destilar o veneno no blogue em que tenta disfarçar a sua decadência política. Interpreta Passado, Presente e Futuro com o à vontade que não se importa de esmagar quaisquer vestígios de Realidade: tenta colar a imagem de falhado a Santana Lopes, falsamente afirmando que o partido o acolhera com unanimidade e aplauso. É mentira, desde o primeiro dia adversários de sempre, como ele próprio, com amigos fingidos, se prepararam para corroer as fundações. Quanto ao tempo actual, chega ao delírio de querer colar o aparelho a Menezes e a promessas que esse lhe tivesse endereçado. Como se alguém tivesse carreira mais aparelhística que o Dr. Mendes, agora liquefeito! E como o atrevimento é proporcional à incapacidade, com a competência eleitoral que isolada e amnesicamente se atribui, vai predizendo aos laranjinhas um longo período na oposição ao Sr. Sócrates. Pode ser que sim, pode ser que não. Com a direcção e a Direcção anteriores é que não haveria dúvidas de que tal sucederia. Ao contrário do que diz, não se tratou de impaciência do PSD em sair da oposição; tratou-se de mero instinto de sobrevivência num partido dado como morto várias vezes, mas sempre ressurgido. E que até tem conseguido resistir a um Pacheco...
Que a vida pública seja preenchida de tristezas e alegrias destas é o mau olhado que todos temos de suportar. Por quanto tempo mais?
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11:25
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Atalhos: Actualidade, partidocracia
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Sabotagem Real
No aniversário do dia em que o Rei D. Carlos veio ao Mundo deu-me para revisitar o livro de António Cabral, contendo as cartas do Soberano a José Luciano de Castro e um valoroso estudo introdutório sobre Ambos. Sabe-se como o esforço pessoal do Monarca tentou e conseguiu restaurar Portugal na cena das Nações, após a inabilidade de um ministério que, solicitando a redução a escrito das pretensões Britânicas na África Austral, dera origem ao triste Ultimatum. Mas tinha de lutar também contra a agitação Republicana, a qual, manejando o rancor dos leitores de jornais, se opunha por todas as palavras à Inglaterra, até que, triunfante, lhe foi esmolar reconhecimentos e pedinchar visitas navais.Dá o Chefe de Estado conta ao Político do que o entusiasmo pelos Boers estava fazendo, com a transcrição de um telegrama do Marquês de Soveral, Representante em Londres:
Infelizmente opinião pública em Portugal tem aqui creado pessima impressão e Vossa Magestade poderá bem apreciar o que será do nosso domínio colonial em África se daqui até ao fim da guerra algum acto nosso não vier a modificar essa impressão. Por de prompto parece-me indispensavel mandar já importantes reforços para Lourenço Marques, e no caso do actual governador não querer ficar, mandar outro que alem da Africa, conheça a Europa...
Termina a missiva instando ao efectivo deslocamento de tropas. O que a irresponsabilidade de governos eleitos e agitadores por eleger não custa a um Rei e a um País!
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21:03
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anátemas
Atalhos: Aniversário, Colonialismo, Monarquia, Relações Internacionais
Os Fins dos Meios
E outra coisa: os prémios não eram sempre tão baixos, os intermediários não poderiam passar sem a casa extractora e a finalidade assistencial das receitas santifica a dita...
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19:23
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anátemas
Atalhos: Sociedade
A Moral da História
sendo certo que a moral da história a retirar pelos que se sentem irritados por o conto não sair um bocadinho da linha é, paradoxalmente, a de que a Simpatizante Lupina tem o sucesso que se conhece ao saber mantê-la, consumindo produtos que não a afectam,
enquanto o partenaire, como lobazana que é, ainda embarca em engolir alimentos fora do prazo de validade...
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18:05
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anátemas
Lua de Mel, Lua de Fel
O Autor chamou a esta desdobradíssima Dona de Casa Deusa. Julgo, entretanto, saber que uma Amiga desta casa consideraria o quadro amostra de Inferno ainda pior do que este antro. Dedico esta tensão a Todas as Senhoras que execram as tarefas domésticas.
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14:23
14
anátemas
O Sagrado e o Profano
Pois é, ó Vizinha, não está muito certo esconder dados. Que falasse só da faceta consagrável dos produtos da Companhia, vá que não vá, pois a produção remanescente também é sedutora, embora em mais mundano patamar.
Agora, escamotear que foi Pombal a fundá-la, o que deixaria esta casa em más disposições para com o líquido, é que já vai pela senda da batota.
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13:02
2
anátemas
Keep The Flame!
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1 anátemas
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
A Condensação da Hierarquia
Não vi em directo a retirada de Santana Lopes da entrevista, por lhe terem interpolado a chegada de um treinador despedido. Mas os Jornalistas são os últimos culpados da atmosfera social que permitiu a evaporação do respeito pelos titulares da coisa pública. Descontando já os casos de desqualificação por criminais cometimentos, como pode sentir-se alguma reverência por quem pede tempos de antena como quem pede votos? Governantes a sério não se deslocariam a estúdios televisivos, fariam os entrevistadores deslocar-se às sedes do Poder; não obedeceriam a horários de estações televisivas, imporiam as possibilidades das suas agendas e disposições. Mas para isso teriam de receber o mandato de Cima: do Rei, dos Militares, fossse de que Tradicional Entidade fosse, nunca do voto popular, para mais defraudado pela sapa da minagem partidária. Assim se compreende o espanto da Perguntadeira. Mas este assomo de dignidade não deve passar de um chuvisco...
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O Réprobo
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19:03
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anátemas






