terça-feira, 13 de maio de 2008

Fátima em Segredo

Até à revelação oficial da terceira parte do Segredo, surgiam como cogumelos os livros do género deste (de 1981), que procuravam adivinhar-lhe o conteúdo e estabelecer correspondências com factos concretos ulteriores, à maneira da tentação preenchida com as Centúrias de Nostradamus. Desvendado o significado das Palavras que tinham ficado por conhecer, foi a desilusão. Um Bispo Branco crivado de golpes em tempos difíceis parecia, a gentes afastadas da Igreja e habituadas às macabras compilações dos telejornais, coisa demasiado pouca para ter sido por tantos anos ocultada. Não percebem que a Igreja não tem, ao contrário de alguns políticos e estrelas do espectáculo, necessidade de enfeitar-se com Palmas ainda por observar. o sofrimento efectivo é, teologicamente, um requisito, modesto mas imprescindível, pois só na sua efectivação se pode alicerçar a Grandeza da Via que serve. Não era, portanto, tempo, antes das balas de Agca e da nova ofensiva laicista, como da escalada ds conflitos humanos com a Religião no meio, o tempo de tornar pública uma predição desses escolhos que só parecem pequenos a quem preconcebidamente desdenha da veracidade do Inferno antes dado a ver pela Virgem.
Neste quadro insere-se com a tepidez de um tempo que já não é o da I República das ameaças dos caldeirões ferventes e dos atentados violentos, a nova ofensiva laicista, sob a pele de cordeiro da legislação igualitarista dos cultos, que pretende remeter para o encerramento da intimidade a adesão à Verdade que o Filho da Aparecida libertou, justamente, dessa como doutra prisões, pela Proclamação recolhida nos Evangelhos.
Perante todos esses é bom que respondamos:
Senhora, não temos medo!

8 comentários:

Carlos Portugal disse...

Muito bem, Caríssimo Amigo!

Repito as Suas palavras: Senhora, não temos medo!

Um bem-haja!

Rudolfo Moreira disse...

Senhora não temos medo.

Anónimo disse...

Senhora, não temos medo... medo de quê? não percebi...

Anónimo disse...

Temos aqui mais santos mártires, perseguidos pelos façanhudos e mafarricos jacobinos. Coragem!

Júlia Moura Lopes disse...

Tão bonito, Paulo. Poético também.

O Réprobo disse...

Meu Caro Carlos, tal como recomendou Nossa Senohra aos Videntes: firmes!
Abraço

O Réprobo disse...

É isso, Caro Rudolfo!
Ab.

O Réprobo disse...

É o Maravilhoso Cristão que eleva a coragem um tema sem par para nele encontrar a manifestação da Poesia, Querida Júlia! Cantemo-lo, pois!
Beijinho com o meu melhor querer