terça-feira, 26 de junho de 2007

A Estrada do Mal

Françoise Dorléac. 21.03.1942 - 26.06.1967
Penso nela, em Nimier e tantos outros, perdidos numa via demasiado curta para eles e excessiva para todos os que, pelos desaparecimentos, vimos piorar as nossas.

7 comentários:

marta disse...

Les Demoiselles d'Avignon

Inesquecível.

T disse...

Tão linda que era...e que morte estúpida e gratuita.

marta disse...

Tem graça reencontrarmo-nos aqui T

Beijinhos

Maria disse...

Muito mais bonita e muito melhor atcriz do que a irmã, que nem sequer é bonita, é sómente mais ou menos perfeitinha de cara e de corpo. Este, não sendo mau é sofrível. Tem o pescoço e o tronco demasiadamente curtos, o que é a 'morte do artista', neste caso da artista, para qualquer diva do cinema que se preze... Como ela toda a sua vida o quis ser e que, à força de uma publicidade paga a peso d'ouro durante décadas, mais ou menos atingiu. Tentou imitar a BB, sua grande e principal rival, a maior parte da sua vida, sendo aquela muito mais famosa e adulada (enquanto o foi), até viveu com o ex-marido da outra - e realizador, o mais importante nestes casos - dele tendo um filho, para, dizia-se, mais dela se assemelhar em tudo até pelo percurso de vida (como aliás o fez Jane Fonda mais tarde, outra fitosa de primeira, sofrível actriz e invejosinha da fama mundial da BB que, tal como a anterior, sempre quis ser a BB em versão americana, nunca o conseguindo porém e que procedeu de igual modo com o ex-marido dela, Vadim), gravou um disco ou dois como a outra, participou, cantando, junto a Gainsbourg em espectáculos televisos, como a própria BB já o havia feito anteriormente, etc..., porém nunca se lhe aproximou, nem talento (este relativo, a BB tinha sobretudo imensa graça, mais do que grande talento, eu acho) nem em beleza física, nem à BB que era muito elegante e proporcionada e muito menos à sua irmã Françoise que, tal como a BB, era muito elegante, um pouco mais alta e mais bem proporcionada. Devo, contudo, salientar que Catherine representou bastante bem, talvez porque muito bem dirigida, em Les parapluies de Cherbourg. Um filme lindo, com uma óptima realização e uma música de M.J. de sonho.

Maria

O Réprobo disse...

Sem dúvida, Marta! Há um excelente vídeo no Youtube com as duas irmãs a cantar, o qual preteri apenas por achar que no dia de ontem ela não deveria ter ao lado alguém com quem repartir as atenções.
Beijinho

O Réprobo disse...

São desastres destes que nos deixam sem piga de sangue, T. Quando se trata de artistas europeus a sensação talvez ainda seja pior, por o nosso subconsciente não desculpar com a loucura dessa Hollywood de outro mundo...
Beijinho

O Réprobo disse...

Bem Maria, a Deneuve anda em maré de azar. Ela, que chegou a ser eleita como o Cânone da beleza Feminina pela Academia...
Tenho visto na net uma série de opiniões no sentido de a dar como «feia». Bom, não posso concordar, apesar de alguns dos traços, que compartilhava com a Irmã, como o ângulo do queixo, serem um pouco duros demais para as minhas preferências arquetípicas. Mas uma coisa é certa, em relação à BB, envelheceu muitíssimo melhor. Ainda hoje me parece ter o seu quê, enquanto que a pobre Bardot vive, fisicamente, da memória do que foi.
De resto, passando à aplicação corporal na criação da respectiva persona cinematográfica, a Dorleac aparentava investir-se numa velocidade de viver muito anos 1960, enquanto que a Catherine, muito por culpa de Buñuel, se apresentava mais ao jeito esfóngico de passividades várias...
Beijinho