E o Açaime?
Avesso que sou a ser localizado por meios tão entrados na normalidade e na normalização quotidianas como o telemóvel, não posso deixar de me insurgir contra este controlo das deslocações dos particulares, à revelia da sua vontade. Isto de as autoridades irem à fonte, quer dizer às agências de viagem, saber do paradeiro dos clientes é inaceitável, pois a incontactabilidade é um bem incluído no programa de muitas férias. Uma deslocação absorve no seu encanto uma certa dose de atracção pelo risco, o que qualquer terra estranha que nos isole um tanto acarreta.Sei que a intenção aventada é a melhor, mas sem correspondência real. Na maior parte dos casos só os organismos preparados para atender a emergências nos pontos de destino poderão valer, não sendo os ganhos com a nova medida de molde a contrabalançar a perda da independência. Mas deve ser isto que se quer. E depois venham cá dar lições de moral sobre totalitarismo!










