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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Paixão Que Veio do Frio

Amor Num Clima Frio de Anil DayalNão me quero ir sem revelar um história comovente que resiste ao cinismo. O dia de anos de Admunsen foi o pretexto para pensar num seu colega explorador dos Pólos, Nansen, que, amantíssimo da Mulher, exigiu que dele se divorciasse, antes de uma das suas perigosas explorações, por não querer que ela corresse o risco, caso não voltasse, de ficar vinte anos sem estado civil definido, o tempo de ausência que a lei estabelecia para presumir a morte.
Voltando, foi a divorciada esperá-lo e comunicar que queria contrair segundo casamento, tendo-lhe o ex respondido que deixara a liberdade para esse efeito, caso fosse a sua vontade. Foi quando a anunciadora retorquiu que o noivo que tinha em vista era... ele.
E re-casaram, vivendo com felicidade que ainda consta até que ela morreu, sendo ele o principal diplomata da representação da Noruega em Londres.. Nos transportes do luto fresco desabafou:
Agora que já nada me liga ao mundo, hei-de chegar ao pólo. Até aqui tinha a minha mulher, que me atraía para o Sul, fazendo-me voltar das minhas viagens. Mas esse elo, que tão fortemente me prendia à vida já não existe e só regressarei se conseguir chegar vivo ao termo da viagem.
Suspeito que tão tórrido afecto terá sido o causador do início do derretimento da calota polar.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Sobre a Cinza do Tédio

Tédio por Dave (David Lawrence)Talvez por uma interiorização espúria de que tomar posições é mais glorioso destino do que nantê-las, cada homem chega a um ponto em que, saturado do que tem, o vê como infelicidade contraposta à ditosa atracção de uma qualquer nuance. É o enjoo a que só os marinheiros são poupados, no mar, porque aptos a ver na imensidão aos outros sempre igual as particularidades de cada circunstância renovadora do elemento a que se uniram.
É da incapacidade dos restantes que nasce o desejo de oposições à sua habitualidade, indução possível de rupturas e abismos, como do simples turismo de descanso, nuns casos, de conhecimento noutros. Sabendo-se feito de acordo com a Figura Divina esquece a cláusula de alteração de circunstâncias que, pelo pormenor da Queda, o Criador pode invocar. E, quanto ao Demónio, estamos com Dostoievski, se foi o Homem a criá-lo, fê-lo à sua imagem e semelhança. Não admira portanto que Neles projecte as suas frustrações, para nobilitar a incapacidade de satisfação que o aflige.
De Cruz e Sousa

SPLEEN DE DEUSES

Oh! Dá-me o teu sinistro Inferno
dos desesperos tétricos, violentos,
onde rugem e bramem como os ventos
anátemas da dor, no fogo eterno...

Dá-me o teu fascinante, o teu falerno
dos falernos das lágrimas sangrentos
vinhos profundos, venenosos, lentos
matando o gozo nesse horror do Averno.

Assim o Deus dos Páramos clamava
ao Demónio soturno, e o rebelado,
Capricórneo Satã, ao Deus bradava:

Se és Deus e já de mim tens triunfado,
para levar o Mal do Inferno e a bava
dá-me o tédio senil do céu fechado...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Subtilizações

A 19 de Junho de 1867 Maximiliano da Áustria, que se acreditou Imperador do México, foi fuzilado em Quéretaro. Não importa aqui considerar a figura, uma mente perturbada pelo Liberalismo e por estar eternamente na sombra do Irmão, o Habsbutgo Soberano, como não interessará fazer agora uma diatribe contra o aventureirismo ditado por um Bonaparte com inveja do tio. Quero tão-só falar em uma das Fotografias do Século, a da camisa ensanguentada com as marcas das balas da execução. Por que terá esta tido muito mais êxito junto do público culto do que outras que o Autor, François Aubert, na altura, tirou, como a do corpo embalsamado ou a do local de execução em que se haviam erguido cruzes, à maneira de novo Golgota?
Será elipse ou mecanismo paralelo ao da pornografia? A primeira interpretação pode estribar-se na sonegação do corpo, apenas indirectamente referido pela peça de vestuário. O segundo ponto de vista teria por ele a proximidade da focagem, com o pormenor hard aqui encarnado no sangue, sem distracções de expressão ou atmosfera. Em rigor, o génio parece-me residir na conjunção dos dois: mais do que uns restos ensanguentados a que, desgraçadamente, as notícias nos habituam, o sangue separado do remanescente da extensão humana está muito mais apto a gravar-se impressionística e impressionantemente no nosso espírito. Até porque a remissão para os arquétipos faz-nos aproximar o branco da blusa ao do lençol de qualquer fantasma que se preze.

sábado, 7 de junho de 2008

Os Nus e os Mortos

Fantasma Com Bicicleta de Matt HarbichtNeste relato de um ciclonudismo espanhol, como protesto contra a vulnerável condição de ciclista nas ruas, três ângulos há por onde se impõe analisar. Quanto à motivação, não pode senão estranhar-se que os promotores da iniciativa adoptem esta forma de protesto, pos se, de facto, se sentiam despidos na exposição à selvajaria do tráfego, seria tautológico um adicional strip tease, para além de nada poderem remover, salvo a própria pele. Acerca da consequência, devo referir que se o objectivo é, como parece, forçar a tomar medidas, o êxito nesta vontade manifesta pode abarcar outro sentido, qual seja o da avaliação eliminatória dos corpos em benefício dos de proporções mais canónicas, sendo que, no caso da metade feminina, se houver entre eles alguma Mulher de fazer parar o trânsito, haverá que porfiar para se verem excluídos dele, ou a consequente paralisação tornaria a emenda pior do que o soneto. Finalmente, no tocante à eficácia, não se vê que a ausência de roupas nos corpos dos ciclistas tenha um milésimo da capacidade de chamar a atenção que teriam roupas com ausência de corpos, como nesta magnífica imagem.
Ah, Portugal ganhou, quem é que leva a mal estas fantasias?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Isco Para Megs e Outras Sereias

Leio no que Hans-Michael Koetzle escreveu sobre a fotografia preferida de Horst P. Horst, o famosíssimo «Espartilho Mainbocher» uma revelação surpreendente -- datando de 1939, foi inserida numa campanha da «Vogue», de 1939, para reimplantar esta particular lingerie na última moda. Depois da luta de Figuras do meio como Coco Chanel, que pretendiam devolver à Mulher "a sua naturalidade", o mais espantoso foi o slogan que lhe colaram, o de o conforto nada ser, quando com ele se podiam adquirir as proporções de uma sereia. Fica explicada a razão de a artisticamente muito conseguida foto ter cortado as pernas do modelo, já que seria difícil impingi-lo sem a cauda e barbatanas correspondentes. Mas, como publicidade, estava condenada, dado o acessório sendo dado a ver pelas costas. Agora, o que me deixou boquiabero foi a peremptória afirmação do ensaísta de que o conceito de espartilho envolve sempre dois, a que o usa e aquele que o laça. Penso que se estaria a esquecer do que o desaperta, que pode não coincidir, configurando ménage a uma incógnita por determinar...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Declaração de Intenções

Finalmente ganhei coragem. Como nos dois casos em que postei aqui fotos tiradas com uma camarazita digital de bolso comprada há meses a receptividade se revelou assinalável, passo a andar com ela enfiada na algibeira, verdadeiramente para o que der e vier. Estou a isso determinado ainda pelo desgosto de não ter fotografado o telefone verde abandonado na rua, que poderia agradar à Nocas da Cor. Mas há mais, sempre apavorado pela ameaça do País dos Lotófagos, essas poções do Esquecimento que assombram o Ocidente desde a «Odisseia», tentarei preservar aspectos eminentemente perecíveis do tempo que passa.Como tentarei dar a minha visão de algumas coisas de forma mais feliz do que as minhas limitações expressivas e domínio da Língua consentem. Não tentarei fazer fotografia artística, que isso é para Quem sabe. E não me imporei mínimos de publicação: em aparecendo algo que puxe por mim, capta-se. Não aparecendo, não se força. Pena que não possa fotografar o Passado que se pôs a andar! O título da rubrica, o do post anterior, é o de célebre colecção de uma editora francesa, quando publicou relatos menos conhecidos de pessias que presenciaram sucessos conhecidíssimos. Enfim, proporcionando-Vos a base visual das minhas percepções, espero aumentar a interacção que me faça estimar o aparelhito da forma graficamente documentada.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Há Sempre Lá Um Reporter - 1

Será que a insurreição já começou?
Hoje à tarde, num muro contíguo à estação ferroviária de Cascais...
Afiança-se que apenas se tirou a fotografia, o papel estava mesmo lá colado!
Foto reprobábel

domingo, 18 de maio de 2008

A Decadência do Charme

Claro que me satisfaz ver de novo o Estoril conectado à Europa restante por férrea via, que é o que acontecerá com a ligação por Alcântara à Gare do Oriente. Mas é difícil não lamentar a subordinação, ao contrário dos Anos 30, em que o Sud Express arribava directamente à estação da terra de Exílios Reais...A diferença entre descer ao salão de chá e um room service, se me faço perceber...

domingo, 13 de abril de 2008

Águas Fortes

O Espírito das Águas de Ernst JosephsonNunca alcançarei o fundamento de certos acessos de escrúpulo. A recusa de uma instituição de auxílio a crianças Cambodjanas de aproveitar a receita da venda da fotografia do nu da Bruni causa-me perplexidade profunda. Tudo o que é actriz e modelo se despe para beneficiar a protecção aos animais e outras boas causas e ninguém abre a boca em protesto. Porquê, então esta reacção desproporcionada?
Só pode ser, penso, por não se querer aproveitar a exposição da pele dela por Carla andar a branquear uma forma de Estado iníqua, como é a República de que acedeu ser Primeira Dama. Este temor sofre, porém de dois contras que grandemente o prejudicam:
1- Quando a foto foi tirada, a retratada não era consorte presidencial, era modelo, de quem se espera (merecendo-o), justamente, esta despojada postura.
2- República, Res Publica, Coisa Pública, deveria, em intrujice não sendo, obrigar a que até a representação do corpo das participantes no Poder, desde que não imortalizado contra a vontade delas, fosse património de todos. É evidente que na maior parte dos casos conhecidos se impõe, por razões de sanidade e fuga a masoquismos pouco compensadores, prescindir do exercício desse direito. Mas, desde que as medidas sejam propícias, não vejo volta a dar-lhe. Claro que o efeito preverso seria infundir no espírito dos mais distraídos a absurda crença de que o sistema republicano tinha ao menos uma justificação...
Temos assim de concluir que afinal tudo se compagina. Até a canalização da verba da venda da chapa para a dessalinização de águas nos países mais necessitados do líquido essencial à vida. É que há obras caridosas mais iguais do que outras. E como demonstra a conexa imagem publicada, nem toda a nudez será castigada.

terça-feira, 4 de março de 2008

En Su Sitio

Distante Familiar do Brasil teve a amabilidade de me enviar esta fotografia extraordinária, que suscita reflexão: sendo uma banalidade repisar que na vida nada se consegue sem esforço, adivinho que muitos se revoltarão, ao mirar esta imagem, por algum sofrimento ser acrescido ao previsto. Mas não há almoços grátis, então queriam ficar duplamente perto do Céu, sem a correspondente duplicação de canseiras?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O (Maxim)Bombo da Festa

Um dia cansativo, terminado por triste notícia, a da morte de Mike Plowden, que me foi dada na Federação Portuguesa de Basquetebol, aonde me deslocara em serviço. Mais um (ex-)atleta que cai para o lado, sem razão aparente, pese um antecedente cardíaco registado. Naturalizado português, amava, de facto, este País, o qual na equipa em que ele pontificou, com Lisboa, Jean Jacques & C.ª, teve, pela primeira vez, um clube a discutir internacionalmente os jogos, quando altura e peso pareciam condenar-nos, na modalidade.
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Pálido consolo, encontrei uma fotografia que há muito procurava, para postar. O Amigo Bic Laranja tem homenageado os autocarros de dois andares da Carris, como aqui e num delicioso postal em que falava da inclinação que eles podiam atingir. Sinto pena de que se tenha abdicado de um veículo que podia levar mais passageiros, precisamente quando há mais gente a querer viajar neste transporte público. Claro que seria um alvo mais dramático num atentado, mas que Diabo, não estamos no Iraque, ou, sequer, em Londres. Desconfio é de que rareiem os condutores com perícia para conduzir estas enormes massas. Assim, honro-lhes a memória com o retrato de um antepassado, o primeiro com um par de pisos que fez carreira regular. O Amigo Bic diz que, na Sua mocidade, lhes achava cara de calhambeque. E esta, heim?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

De Pequenino...

Conjuntamente com a livralhada que carreguei hoje, encontrei esta fotografia que me cativou: tirada em 1968, no que parece uma cerimónia de Primeira Comunhão, dado o laçarote no antebraço, como Moral da obra pode-se retirar a máxima universal de haver Leituras que enchem de Luz o coração.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Sinais de Fumo

A poucas horas da reabertura do túnel do Rossio, temos de lembrar quanto sofreram os passageiros que por lá transitaram em composições puxadas por máquinas a vapor, combinação redundando em pouco menos que câmara de gás. E dar graças por a linha do Estoril ter sido a primeira do País a ser electrificada, em 1926, depois da reivindicação da melhoria pelo grande Fausto de Figueiredo. Antes tinha sido aberto, em 1899, o trajecto Pedrouços-Cascais. Para chegar ao começo do segmento tomava-se outro vapor, barco este, do Aterro (por alturas do actual Cais do Sodré).
E a 12 de Fevereiro de 1897 inaugurou-se a segunda via, onde ainda estamos, salvo em matéria de governantes do PS e de orientações sexuais, sendo certo que se encontra sobejamente comprovado o descarrilamento, no primeiro caso; e, no segundo, os comboios serão para os que defendem túneis mais apertados, sem alternativas de vulto...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Dois Oitavos

Este blogue existe para servir os Amigos. O Capitão-mor pediu o Forte de Oitavos, aqui vai ele. Fico é numa indecisão profunda sobre o que motivará o Nosso Amigo neste ponto de paragem obrigatória a caminho do Guincho, antes de arribar ao Cabo Raso: se a traça fortificada do Sargento-Mor de Engenharia Maximiano José da Serra, antiga base da Guarda Fiscal e de destacamento do Regimento de Infantaria de Cascais, se a Feijoada à Portuguesa que é hoje concorrente de peso na atracção...

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Termalismo Transversal

Heraclito dizia que não te banharás duas vezes na água do mesmo rio. Mas pode-se dizer que nos Estoris duas classes se poderam banhar na água da mesma nascente. Dei, mais abaixo, imagem dos Banhos da Poça, que em 1 de Junho de 1895 haviam substituído um balneário municipal construído para os menos abonados. Mas esta Poça era também a nascente da água das elegantes Termas do Estoril. Eis aqui imagem delas, ocupando o local em que hoje a traça do moderno Casino sobressai, na configuração dada pelo projecto do Arquitecto Martinet, atendendo à iniciativa empresarial de Fausto de Figueiredo/Carreira de Sousa (1913), vindas substituir as chamadas do Viana.
O meu Antigo Professor José d´Encarnação dá notícia de que a água brotava a 27 graus centígrados e tratava, com satisfação dos interessados, doenças de pele, reumatismo, paralisias, escrofulismo e doenças utero-ováricas, ao ponto de Agostimho Lourenço, o mesmo dos Banhos de S. Paulo, de Lisboa, se lhes ter referido, por ocasião da Exposição Universal de Paris, em 1867.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Pouca Terra, Pouca Terra, Uuuuuuh!

Querida Luísa, venha visitar as imediações! Apesar de enganosa pluralidade de vias, creio que o Estoril ainda está bastante reconhecível para a Minha Amiga e outros Aventureiros Se apearem...
Já não ponho as mãos no fogo pela gare de Cascais, até porque as máquinas ferroviárias deixaram de ser a vapor...

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domingo, 10 de fevereiro de 2008

Foi Você Que Pediu...

...Uma Praia da Rainha?Como esta chapa foi batida à volta de 1900, não parece que o Caríssimo Capitão-Mor nela possa aparecer...
O Homem de boné é o banheiro da altura, impedindo que o banho no Passado redunde numa banhada.
*
Uma justificação?

Banhos Com Telha

Ao Carlos Portugal

Como a Praia da Poça aqui tem despertado o interesse dos Leitores, cá deixo três imagens mais esclarecedoras e pormenorizadas da época em que a graça respectiva ainda se apresentava como dos Banhos da dita, tempo em que as nossas elites tinham tempo para se enfastiar, ainda não ocorrera a democratização do fastio que deu pelo nome de stress. E que fugiam a tal monstro ameaçador por temporadas balneares maiores do que a característica tarde de fim de semana, desta aceleração dos tempos que vivemos,
pois a frequentação enquadrada pelo estatuto exigia uma sofisticação de infra-estruturas que transcendesse a esplanada, já que a mediação da relação com o Sol e a água passava pela sociabilidade e etiqueta incompatíveis com bichas e outros formigueiros.
Se o ponto de vista democrático espumará perante a confinação ao privilégio, não há dúvida de que o nivelamento ocorreu por baixo, do que é prova insofismável o facto de este Vosso criado morar a escasos metros do local fotografado e consideravelmente arrasado...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Poça!

Dizia há pouco tempo o TSantos que uma fotografia da praia de S. João do Estoril com o nome que aqui é título, por volta de 1950, estava quase irreconhecível. Pois gostaria de saber o que pensam de uma imagem dela do Séc.XIX, Ele e todos os Demais Conhecedores do local. E esta, heim?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Antes das Trapalhadas

Não sendo dos que condenam o incremento da actividade ecomómica à custa de salas de chuto aptas a esmifrar quem não passa sem ser esmifrado, lembraria que a Linha teve um casino em Cascais, na Belle Époque, cuja proeminência vinha da excelência do restaurante e dos espectáculos, em vez da batota...