Excepção
Não gosto de segundas oportunidades, mas esta regra, para o ser, segundo a outra, a do adágio, a propísito do Condestável encontra a sua excepção. O reconhecimento da Santidade aí vem, ultrapassando o falhanço inglório dos Anos Quarenta. Mas não é só, ontem mesmo adquiri um exemplar desta importante brochura que tivera já e, que, emprestada, nunca voltou. Com vantagem agora a substituí, pois vem dedicada e autografada pelo próprio Autor. Augusto Casimiro, combatente meritório, a propósito de outra homenagem fracassada, a do célebre monumento do alto do Parque Eduardo VII, defendia que a estátua imortalizasse um Guerreiro Apeado, relegando para consagrações secundárias as vertentes de Cavaleiro e de Frade. Não repugna a quem, como este pobre réprobo, fez a instrução militar numa Infantaria que o tornou menos mau homem, que a Arma a que nos devemos viesse a ser a inspiração escolhida da postura. Tanto mais que, com a decisão eclesial agora tornada pública, o reconhecimento do valor religioso vem de forma mais ribombante do que a pedra.Não há duas sem três, dizem. D. Nuno Álvares Pereira deu o nome ao movimento aglutinador anti-jacobino, que se quis Cruzada Dele e nos livrou dos desmandos da I República. Possa este reforço sobrenatural do Seu prestígio enformar a libertação da opressiva predominância da mediocridade insensível da República de Terceira em que nos atolamos. Outra segunda oportunidade de que não desdenho. Casimiro escreveu que o Herói salvou o País em obediência ao Futuro. Eminentemente invocável, depois de atestada a Sua miraculosa capacidade, será demais pedir-Lhe que nos inspire, pela mesma via, para evitarmos a perdição?





















