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terça-feira, 18 de março de 2008

O Presente Grego

A boa intenção de enviar uma prendinha como gesto de solidariedade a um homólogo vítima de atentado, eu até compreendo.
Também perceberia que, noutras circunstâncias, o PR mandasse pastéis de Belém, uma especialidade que tem à porta.
E mesmo o Vinho do Porto, que, além de ser ex-libris nacional, por causa do nome e do gosto que são meus, seria feliz escolha para dar também conta da minha afeição pelo Povo de Timor.
Agora o que de todo não alcanço é que se envie iguarias destas a um baleado no estômago. Se isto não é cavalo de Tróia que acabe a tarefa que os inimigos do exterior deixaram incompleta, não sei que coisa seja. E, a agravar o caso, ainda temos os enchidos do Comandante da GNR como cereja em cima do bolo a que aspirava tão peculiar dieta. Os Australianos invocaram saúde pública para a recusa. Má subsunção legal. A saúde privada do destinatário chegava.
Até nos gestos de Amizade aquela Gente tem falta de sorte!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Fim de Reinado

Vale para Ramos-Horta parte do que disse para a paquistanesa Benazir. Não gosto dele, mas lamento o atentado, porque não faço parte da Esquerda Parlamentar de São Bento, a tal que se recusa a votos de pesar quando não simpatiza com os Baleados. Dito isto, lastimo uma vez mais que uma Terra e um Povo que souberam resistir aos ataques à sua Religião, passando sucessivamente pelo desinteresse dos descolonizadores exemplares, o marxismo internacionalista assassino e a revolução cultural e brutalidade ocupantes dos delegados de Jacarta tarde em ver nascer o Sol que justificaria o nome. O crime desta noite é um desespero de bode expiatório inconformado. O poder em Dili, ou a pitada dele que escapa a Camberra, depois de conhecer inenarráveis reedições de distribuição de armas a civis, ainda com o espectro das milícias bem presente, por conveniências várias reformou o imenarrável Alkatiri, apresentando como fonte de todos os males o major/ex-ministro do Interior que agora espectacularmente se vingou. O homem, por sinistro que possa (a)parecer, com certeza que obedeceu a ordens, não o vejo a imaginar um esquema desses, uma tentativa de manter o mando por força diferente dos alinhamentos externos que agora faltavam àquele bando. Vendo-se preso e abadonado, dado como único culpado, fugiu e, sbreexcitadamente, tirou desforço e abreviou a proscrição. Por uma vez terá pensado agir pela própria cabeça. O seu primeiro castigo é ver frustrada esta aspiração. Como prova a facilitada fuga que lhe permitiu este sangrento empreendimento, terá sido uma vez mais instrumentalizado por outrem.
Por quem?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O Fim dos Pirenéus

O Castelo dos Pirenéus de Magritte

Timor é Terra sem sorte e nem o petróleo lhe vale. Depois do abandono dos descolonizadores exemplares, da brutalidade de Suharto & C.ª, das desavenças internas e de Guterres, Alkatiris e outros Hortas, não merecia isto: dois Países com responsabilidades de Histórias gloriosas, Espanha e França, fazendo do infeliz pedaço Cristão da Ilha o balão de ensaio para a assunção diplomática plena do despojamento das suas soberanias. Uma embaixada conjunta representa o nada, salvo na vertente burocática que e a que menos importa. Que tenha sido este o Atol de Muroroa de tal destruição só mostra que, no caso pirenaico, perante a viabilidade timorense, não foi a Fé que moveu as montanhas, mas a ausência dela.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Três Petiscos

VLORA: Barco de Papel


1- Não entendo a insistência patológica do Sócrates actual em, por interposto Lino, reafirmar a construção na Ota, quando as revelações académicas que nos distraíram durante largo tempo atestaram suficientemente o seu estatuto de Engenheiro de Obra Feita...

2- Guardo-me para fazer noutro dia um balanço de Blair, que hoje se despediu. Mas mandar o seu agente junto dos eleitores dizer que continuará a representar no parlamento a circunscrição por que foi eleito até ao fim do mandato, a menos que lhe seja oferecida alguma alta missão internacional, não será uma deselegante forma de se pôr em bicos dos pés a pedir o cargo?

3- Não consigo tragar o Senhor Ramos Horta, agora Presidente Eleito do desgraçado e querido Timor. Parece-me um ambicioso sem pingo de sinceridade, o que o facto de só se candidatar a funções públicas nacionais depois de falhada a sua untuosa campanha para Secretário-Geral da ONU parece confirmar. Que pena estar nele hoje personificada a resistência aos cadastrados da História que a sigla da FRETILIN simboliza!