Quem Vê T. V....
Será uma oposição inconsciente à terceira travessia? Olhá Psicanálise! Olhó acto falhado! Buuuuu! O Mito Na Sua Razão
Será uma oposição inconsciente à terceira travessia? Olhá Psicanálise! Olhó acto falhado! Buuuuu!
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O Réprobo
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22:09
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anátemas
Atalhos: TV
De Magritte
No documentariozito sobre a Maçonaria ontem emitido pela RTP1, nem foi o olvido das actas da organização sobre o Regicídio a efectuar o que mais me surpreendeu. Aquilino Ribeiro jura a pés juntos que as viu, mas certamente era um ventríloquo da Reacção e do Clericalismo. E o Dr. António Reis falava na qualidade de Grão-Mestre, não na de historiador, o que, como se sabe, muda completamente os factos.
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O Réprobo
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20:41
20
anátemas
Lendo sobre o desenvolvimento que o avançado sistema judicial Brasileiro permitiu, no sentido de processar os responsáveis pela emissão de uma telenovela, ocorre-me que, com equiparada legislação, por cá se poderia procurar sanção contra o Governo.
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O Réprobo
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16:22
10
anátemas
Atalhos: partidocracia, Sócrates, TV
Diz-se - e com boas razões - que não se perde um jogo de futebol por causa dos jornalistas, mas é bem possível comprometer uma investigação criminal graças aos comentadores. A fúria que deu nas TVs portuguesas em mandar para o ar uma multidão de criminologistas de trazer por câmara, a propósito do caso Maddie, pode bem ter forçado a decisão agora apresentada como erro e de que esses seráficos opinadores se demarcam. Meses atrás enjoava ouvir a convergência destes sem cargo a quem saiu a sorte grande, no sentido de responsabilizar pelo desaparecimento e, até, por um hipotético homicídio os pais da Miúda. Ainda admiti que se tratasse de concertação com a PJ e o casal McCann, no sentido de abrir a guarda dos culpados. Não o sendo, trata-se de inadmissível constituição de arguidos a pedido, pelo que devem ser imputadas culpas aos investigadores que cederam, mas não podem ser inocentados os pressionantes e televisivos opinadores que a reivindicaram. A Polícia terá feito figura de Inspector Clouseau, mas por não ter sabido permanecer closed à confecção de uma solução por particulares sem maior participação no processo do que a de palrar sobre ele. E por isso embolsar, mesmo que se comprove não terem tido a verdade no bolso.
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O Réprobo
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17:38
10
anátemas
Dona T, os monstros têm que se lhes diga, tanto que prometo para breve postal abordando o tema com maior latitude. Por agora cinjamo-nos ao Seu mote, da «Buffy Caçadora de Vampiros». A figura da protagonista está imaginativamente concebida e a Actriz é bastante hã... motivante. Há é ambiguidades por todo o lado, veja-se a relação dela com o vampiro e a vontade(!!!) deste em recuperar a alma. Mas a minha personagem preferida é, bem nessa linha, Anya, o ex-Demónio de Vingança, interpretado genialmente por Emma Caulfield, transformado em Mulher indiscutível, com reminiscências remontantes dos tempos infernais, o que comprova a proximidade entre certa faceta feminina e o universo mental diabólico. Maxime na tentação...
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O Réprobo
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12:49
6
anátemas
Nunca esquecerei igual dia de 1986, quando a nave Espacial Challenger explodiu. O YouTube está cheinho de imagens, mas tive, pelo menos, o gratificante consolo de não ver nele a que na altura do horror mais me chocou - o filho da Professora tornada Astronauta, Christa McAuliffe, filmado a ver a morte da Mãe pela TV. Nenhum dos responsáveis pela cobertura se lembrou, então, de desligar a câmara. E aí morreu um pouco mais do que me restava de confiança no Homem.
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O Réprobo
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19:30
2
anátemas
Nunca invejei tanto Duas Amigas muito Queridas, que nem Se conhecem, as Quais tiveram a coragem de deitar fora os televisores...
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O Réprobo
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13:59
12
anátemas
Estão os Leitores habituados a que este bloguista desanque a classe política que suga o sangue do País, mas ignorarão que ele inspirou um combatente contra a vampiragem tout court. Graças à imaginação do Capitão-Mor, aí o tendes, na peugada da Buffy.
Antes de discutir se o principal ponto do abandono pelo Presidente Sarkozy da entrevista em que uma jornalista o interrogou sobre a solidão em que Cécilia o deixou é ou não o problema do nó, gostaria de chamar a atenção para o papel precursor de Santana Lopes, quando se retirou por lhe ver preferido nas prioridades Mourinho; e para a notícia do fim de semana, em que o jogador italiano Cassano saiu dum jogo por não concordar com uma decisão do árbitro. O que os três episódios têm em comum é remeterem para questões de estatuto. O do atleta transalpino é censurável, na medida em que consiste numa subtracção a autoridade que se tinha comprometido a aceitar. O do Político Luso, já por mim abordado, muito compreensível, por recusar que fosse levada às últimas consequências a inversão de hierarquia entre quem tem a incumbência de noticiar e quem tem a capacidade de tomar decisões a que seja dada relevância noticiosa, apesar das transigências que a dependência dos votos e das câmaras impõe.
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O Réprobo
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19:18
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Atalhos: Actualidade, Família, França, Poder, TV

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O Réprobo
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12:31
8
anátemas
Atalhos: Colonialismo, Salazar, TV
Não vi em directo a retirada de Santana Lopes da entrevista, por lhe terem interpolado a chegada de um treinador despedido. Mas os Jornalistas são os últimos culpados da atmosfera social que permitiu a evaporação do respeito pelos titulares da coisa pública. Descontando já os casos de desqualificação por criminais cometimentos, como pode sentir-se alguma reverência por quem pede tempos de antena como quem pede votos? Governantes a sério não se deslocariam a estúdios televisivos, fariam os entrevistadores deslocar-se às sedes do Poder; não obedeceriam a horários de estações televisivas, imporiam as possibilidades das suas agendas e disposições. Mas para isso teriam de receber o mandato de Cima: do Rei, dos Militares, fossse de que Tradicional Entidade fosse, nunca do voto popular, para mais defraudado pela sapa da minagem partidária. Assim se compreende o espanto da Perguntadeira. Mas este assomo de dignidade não deve passar de um chuvisco...
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O Réprobo
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19:03
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anátemas
Salomão pareceria bem certo. Dois castings tomaram as atenções dos observadores de passarinhos deste verão: a das novas três amigas da TV Cabo e a das Cheerleaders do Benfica. Dá-se aqui uma ideia das diferenças de exigência entre um e outro dos certames. Há um afastamento atroz de dimensão entre imitar a campainha de um telefone antigo e, huuuum, não comprometer a coreografia linkada. A que implica puxar pelo corpo, justamente.
Mas tais selecções são pouco menos antigas do que o Mundo. A primeira creditada, como se vai dizendo agora em vez de "consagrada na História", foi a de Zeuxis, esse Pintor notável da Grécia Antiga que, para executar uma encomenda de pintura do motivo de Helena de Tróia, exigiu à contraente cidade de Crotona o envio da fina-flor da sua juventude feminina, tendo em vista a escolha de cinco, a partir de cujas perfeições pudesse compor a mítica causadora da Guerra.
Eis o episódio, por sua vez pintado por Long, no momento da selecção, acima; e do resultado final, mais abaixo. Como se vê, tudo como dantes, quartel-general em Abrantres. Mas será? Nem por sombras, o Sol que nos dá vida é, já o sabia Mestre Piçarra, o Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Pelo que se nada inova sob ele, a encarnação e ampliação da sua Luz Intensa é a Boa Nova por que se espera. Coisa uma vez mais provada pelas imagens...
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O Réprobo
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20:26
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anátemas
Não se tire a conclusão de que ando especialmente desocupado, porém ontem ainda caí na esparrela de ver o debate televisivo sobre as eleições municipais de Lisboa. Pura cusquice e amor à Capital, uma vez que não sou lá munícipe. E se a curiosidade matou o gato, nesta modalidade acabou por anestesiar o telespectador. Muitas boas intenções apelando ao consenso perante a "situação dificílima", incapacidade total de descer de um certo nível de generalidade à terra. Para cúmulo, uma vez mais se comprova que, tal como as metáforas, provérbios em boca de políticos são desastre certo. Foram pelo menos dois os que, com grande solenidade, recorreram ao «vão-se os anéis, ficam os dedos». Simplesmente, onde o adágio significa a desejabilidade da permanência do essencial, nas mentes daquelas alminhas parece ter-se transmutado em indesejablidade da continuação da alienação de recursos. Perante tal afastamento da sabedoria popular, o contacto com o Povo fica reduzido ao que para eles conta, a captação do voto, em troca da simpatia e afectividade artificiais. Há que travar um combate sem esmorecer contra os vícios partidocráticos travestidos em debitadores de brocardos, ou, depois de termos perdido o conforto de um Poder em que confiar, veremos evaporar-se a certeza linguística a que recorrer.
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O Réprobo
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12:24
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anátemas
Atalhos: Actualidade, ar, Eleições, Língua, partidocracia, TV
Não contem comigo para abordar a palhaçada que vem sendo a saga prisional de Miss Hilton, que me parece promoção de imagem muito mal montadinha. Há um acontecimento trivial bastante mais interessante nos States, que é o aqui narrado. Devo desde já dizer que sempre achei a popularidade do Wrestling uma coisa inexplicável, visto a transformação a que chegou dar em coisa tão fingida como o que julgo serem as lágrimas e a doença da Paris. O que me faz espécie é tanta má vontade preventiva contra a transformação da modelo e ex-miss em pivot de noticiário televisivo. Por que partem do princípio de que se estará perante um abastardamento da linha da cadeia difusora que a empregou e não de estar quase a consumar-se uma mudança de vida? Onde pára o benefício da dúvida? Pobre Lauren Jones!
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O Réprobo
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21:45
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anátemas
A voracidade televisiva por desaparecimentos de crianças pode encontrar as legitimações que queira. Desde logo a de mobilizar os telespectadores para participação no esforço de as encontrar. E não sou inocente ao ponto de não saber que as declarações certas, pretensamente deixadas escapar pelas Polícias e difundidas pelos Media, podem confundir os raptores, embora duvide da inteligência para o efeito necessária em todos os nossos jornalistas. No caso da pequenina inglesa, que com todas as forças espero que apareça sã e salva, surge, no entanto, uma dúvida forte - a atenção das televisões seria igual se não fosse a telegenia dos pais e o encanto que se desprende das fotografias da desaparecida? Casos anteriores que também concitaram coberturas obsessivas parecem desmenti-lo. Mas nesses não se verificou o autêntico namoro dos cameramen com as vantagens da mãe desesperada, focando-lhe artisticamente ora os olhos, ora a boca, em zooms que quase se diriam poéticos... O mal é que este triunfo do Belo sucede na coutada que deveria pertencer ao Útil.
Royal Couple de Samuel Bak
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O Réprobo
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20:06
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O Réprobo
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09:58
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anátemas
Atalhos: Cristianismo, Túmulo, TV

Como é diferente o falatório através da televisão! Estava o maldito que assina e se assassina posto em sossego, numa poltrona diante do Telejornal da RTP1, quando vê o experiente presidente da Associação de Estudantes da Universidade Independente minimizar o assalto à Reitoria onde ia prevalecendo a "política da chaise vide por obra e graça da Polícia Judiciária", dizendo tratar-se do feito "de alguns estudantes mais empolgados". Empolgados?? Hraaaaaam, o termo é bonito e até teve caução recente do Eng. Fernando Santos, a propósito do desempenho benfiquista após a marcação de um golo no terreno do adversário europeu. Pena que lhe não hajam pegado na palavra em todas as circunstâncias da VIDA, mas adiante. Fosse como fosse, duvidei da excelência da escolha vocabular. Lá me socorri da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira e li:
*Seguro com a mão, apanhado, agarrado.
Não me parece poder ir por aqui. É evidente que o comportamento dos arrombadores evidencia participação da condição inversa. Ainda se fosse o vice-reitor, jazendo no calabouço....
*Tirado violenta e injustamente.
Esta também não se adequa aos violentadores da porta directiva. Deve estar guardada para a propaganda do ex-Engenheiro Sócrates, a propósito do sucedido ao diploma de licenciatura.
*Aferrado.
Mas como, Senhores, se os discentes entrevistados apregoavam aos quatro ventos a sua capacidade de cortar as amarras e de zarparem para outros estabelecimentos de ensino?
*Dominado, arrebatado.
Podia bem ser esta a significação pretendida. Mas o que transmite é a reacção a algo bom, como demonstra o exemplo dado a seguir, da audiência transportada de entusiasmo pelo orador, ou o supra-citado dito do treinador das Águias. Ora, os estudantes mostravam-se tudo menos deslumbrados com a acção dos corpos regentes da instituição...
E foi então que percebi: empolgado, naquela acepção, vinha de Polga, o conhecido defesa sportinguista. Porquê? Ora, a entrada foi forçada a cargas de ombro e a pontapé. Assim faz todo o sentido, pois são esses os movimentos permitidos a um futebolista. Empolgado quereria pois dizer à maneira de Polga. O facto de ser um obstáculo de madeira (e não zona igual do corpo do adversário e a bola) a sofrer o trato referido é o que promove a palavra a figurão de estilo.
Seguiu-se uma peça jornalística sobre o wrestling no Partido Popular, em que se dizia que a Dr.ª Maria José Nogueira Pinto "saíra em colisão com o Conselho Nacional". Puro pauperismo descritivo! Como a Política em questão fazia parte desse lúgubre veículo que é o orgão máximo entre congressos, presidindo-o mesmo, parece por demais evidente que não poderia colidir com ele. Do acidente ficaria bem o auto de notícia que dissesse ter a Figura Pública referenciada sido cuspida, para sua sorte, acrescento. Demos graças ao Senhor Nosso Deus que o reporter não pertença aos quadros da Brigada de Trânsito da GNR, a bem da inteligibilidade policial da Nação.
Com este panorama, empatado por uma Sérvia de Coroa restaurada na bandeira, quiçá a anunciar novos cometimentos, fui deitar-me.
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O Réprobo
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12:55
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anátemas
Atalhos: Estilo, Língua, Partido Popular, TV, Universidade Independente
O poder que se traduz no domínio das mentes é tão viciante e obsessor, na crescente e insana vontade de expansão, como qualquer tendência para o coleccionismo. Não é pois de estranhar que a Televisão, cansada da facilidade e do adquirido que é a confecção das informações que comandam o Presente, tenha igualmente querido determinar o Passado. O terreno parecia prometedor, dada a ignorância da História expressa nos testes liceais e a apatia da camada da população propensa a reagir contra os donos da Actualidade.