Tendo em conta o que o Amigo Mike deixou da Sua autobiografia,
aqui, quero postar esta homenagem, com a publicação de uma das locomotivas
Garratt que Ele terá observado em Criança, já que eram a menina dos olhos do Caminho de Ferro de Benguela.
Desejaria ainda dizer o quanto o Lobito foi importante na minha própria experiência, porquanto, com escassos meses, num eclipse isolado da responsabilidade, fui pelos meus Pais metido numa avioneta que chocalhava por todos os lados, saída de Luanda para a bela cidade em que nasceu o Nosso Amigo. Como a altitude entupira os ouvidos do fedelho, fazendo-o berrar, o Piloto disse para me levarem para a cabina, para ver se as luzes me distraíam. Assim começou e findou a minha vocação aérea de pilotagem...
Entretanto, uma reflexão sobre os modos como os povos "ouvem" as máquinas. Sempre me insurgi contra impingirem aos miúdos a fantasista poucaterrapoucaterra, como ruído característico. Mas já não me revolto contra o tchoungatchounga... Isto para dizer que ainda ontem, em pleno parque estorilista, uma Ucraniana, daquelas que nos fazem duvidar da noticiada escassez de cereal, mostrava o trem ao filhote, imitando o barulho com um siuskasiuska.
Eu sei que os Ingleses, por exemplo, ensinam aos filhos a voz do cão como bufbuf, onde nós pomos AuAuAu. Mas mesmo assim... siuskasiuska para comboiadas...!?