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quinta-feira, 13 de março de 2008

A Guerra Grande


Com a morte, aos 110 anos, do último combatente Francês da I Guerra Mundial, umas notas sobre esse terrível conflito em que os irresponsáveis Republicanos nos meteram, sem interesse nacional justificativo, preparação e armamento adequados, ou compaixão que levasse a rodar as tropas sacrificadas.
Há uma série de equívocos rodeando a nomenclatura associada. O termo Poilus, com que foram celebrizados os participantes Gauleses, foi importado das tropas napoleónicas, sobretudo dos veteranos da retirada da Rússia. A expressão Grande Guerra, afectiva designação dada pelos Combatentes e que o glorioso historiador que foi o General Ferreira Martins insistia em não ser extensível à de 1939-45, até que caiu no que desaconselhava, teve origem na da Vendeia, de onde veio a ser importada.
Altura pois para publicar uma fabulosa escultura desse grande Artista e Monárquico que foi Maxime Real Del Sarte, o Qual a confeccionou em honra do Irmão tombado no referido conflito. Com um só braço, já que perdera o outro na mesma conflagração.
Em homenagem a todos os Caídos, de um e outro lado,
Terre de France
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

(N)A Ordem do Dia


Num dia 19 de Dezembro consumava-se o Pesadelo da Índia, depois de dela termos tido o Sonho. O pacifista Nehru, à frente de um partido recheado de simpatizantes de Hitler, não hesitou em matar e impor à Índia até então Portuguesa a unilateralidade asiática que servisse a propaganda de unidade de um estado recente, composto a partir de muitos mais pequenos, e sempre com a unidade periclitante. O contrário do Grande Albuquerque, o qual obrigara com brutalidade ao contrário, ao enlace de europeus e naturais que fez de Goa um centro cultural de primeira grandeza, mantendo-se nas suas elites um forte sentimento de ligação à Portugalidade e o afecto por Esse Salazar que mandou resistir. Ao menos o nome do Ilustre Vice-Rei coincidiu com um dos raros focos de obediência a instrução tão dolorosa como necessária, para salvar a dignidade, hoje tida por nada. E se o aviso Assim chamado combateu muito graças aos azares de uma comunicação cortada e de uma bandeira branca que se enrolou, ao menos em Dio, o Oliveira e Carmo que aqui Se vê à direita, não titubeou em medições de forças e foi gloriosamente para o fundo, ao contrário de outros de maiores responsabilidades.
Uma ordem deve ser obedecida. Casos como a condecoração austríaca de Maria Teresa, dada a oficiais que por sua iniciativa adoptassem condutas desconformes ao que lhes fora mandado fazer, premiavam apenas os que o realizassem com melhor resultado na luta, não os que se abstivessem dela. E o Marquês de Créqui, a um jovem oficial que saíra das linhas antes de lho ser ordenado, com a sua acção propiciando uma retumbante vitória, mandou amarrá-lo e expô-lo, chicoteado, como exemplo a não seguir, levando-o para o local onde deveria ser supliciado, antes de o perdoar, abraçar, dar uma cadeia de ouro e um cavalo valioso e o promover ao seu Estado Maior.
Esses exemplos são da desobediência que não visa salvar o couro. O que não aconteceu com as indignas chefias do Estado Português da Índia, no Século XX.
Quem quer muito à própria pele não deve ir para militar. Se os nossos antepassados prezassem tanto a deles, é que aquele de quem não direi o nome poderia considerar-se afim, porque não teria, na circunstância, Coisa que entregar.
Acima de tudo, o regime que o reabilitou definiu-se ao fazê-lo.

sábado, 31 de março de 2007

Filhos e Enteados


É este um momento de desclassificação. Não tanto do documento que se dá aos olhos do Mundo, apesar de ele se encartar no estatuto de "CONFIDENCIAL", mas decerto do Portugal que não soube, oficialmente, honrar como devia os seus filhos mais ilustres. Trata-se de uma carta escrita, na perspectiva da viagem do Presidente Craveiro Lopes a Inglaterra, ao Ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Cunha, por um um dos colaboradores directos e breve biógrafo do Marquês de Soveral, o diplomata Amadeu Ferreira de Almeida, pugnando por um gesto de reconhecimento da Nação para com um dos que mais lustro lhe deram aos olhos dessa Europa que a prosápia abrilina julga ter descoberto e feito descobrir-nos, ao menos na contemporaneidade.
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Permito-me destacar um excerto:
Como a sua memória ainda se nâo apagou em Londres onde ficou vivendo depois da República mantendo sempre a sua situaçâo, é possível que alguém fale dele a Vossa Excelencia durante a proxima viagem presidencial, por ter sido o mais solido elo que jamais uniu a Inglaterra e Portugal.
E' pois meu dever informar V. Excelencia -- por isto poder ser remediado por iniciativa de V. Excelencia -- do mau efeito que causou em Londres, e sobre tudo na côrte (que chegou ao ponto de o mandar trazer a Lisboa no Yacht Real), o abandono a que o votou, ha 30 anos, a Nação que tâo brilhantemente serviu, nâo repatriando (como hoje faria a qualquer ministro morto no estrangeiro) e deixando que ficasse sepultado, por favor duma familia estrangeira, numa cripta rasa do cemiterio de Père La Chaise em Paris, onde apenas uma placa solta de dois palmos, diz: Marquis de Soveral - e mais nada! e por isto destinada a desaparecer.
Em vista do que o Governo fez pelo Sr. Teixeira Gomes que lhe sucedeu (com quem servi dois ans como 1º Sec.) e que nunca logrou ter na côrte situaçâo alguma, porque ali via sempre soveral no 1º lugar, do que sâo testemunhas os Embaixadores Conde de Tovar e Dr. Joâo de Bianchi (Valparaiso) parece justo que o Marquês de Soveral fôsse tambem transladado para Lisboa, e mesmo para os Jeronimos, abrindo assim um honroso precedente e um incentivo para os Diplomatas Portugueses que o merecessem.
(...)
Pensarà V. Excelencia que a Inglaterra homenageou o Sr. T. Gomes na ultima semana da sua estada em Londres. Nada foi porem feito ao Sr. Gomes mas ao presidente eleito da República amiga, e sò por isso foi condecorado, trazido a Lisboa num destroyer e mesmo feito Dr. Honoris Causa de Cambridge, sem possuir curso algum superior! caso único na história universitária, mas que (em) Inglaterra nem por sombras poderiam supor!
Texto aqui deixado como libelo a uma forma de estado que insiste em promover os homens de partido - desde que seja o seu, está bom de ver -, e mandar para a "roda dos expostos" dos falecidos os que serviram o País com brilho, fora dele. É a diferença entre os Expoentes da Pátria e os filhos da (re)pública.