A Paráfrase Que Facilita
Salazar
A 2 de Julho de 1932 faleceu no exílio o último (por enquanto) Rei de Portugal. Acabadinho de chegar à liderança formal, o genial Chefe da Situação honrá-Lo-ia, dessa forma Se honrando e ao regime, Na própria nota em que assumia a realização das exéquias, as justificava pelo desejo do Monarca de descansar para sempre em solo luso e pelo Patriotismo que, na Guerra e na Paz, sempre evidenciara, nessa Inglaterra que o acolheu.D. Manuel caiu vítima do regresso em força do multipartidismo, com seis presidentes de Ministério em dois anos, como doutra forma caíra Seu Real Pai, por não ter prescindido de um partido para apoiar uma ditadura, ao contrário do que tanto desejava, propunha e peparava o enorme Mousinho. Os partidos, um ou muitos, sempre o mesmo mal!
Não pode um miguelista desencantado há muito com os rumos que a sua Terra tomou deixar de se inclinar perante o Rei Constitucional, aqui significativamente retratado no uniforme de Generalíssimo talhado no do Seu Progenitor e Antecessor. Nem perante o Dirigente dum Poder Republicano que não hesitou no preito que unisse. Para que na Restauração que forçosamente há-de vir se possa gerar a união de que só se vejam excluídos os entusiastas das fracturas enquanto nessa infantil mas assassina disposição permanecerem.
António Lopes Ribeiro na Ericeira escreveu:NA MORTE DE D. MANUEL II DE PORTUGAL
Daquela praia exígua se embarcou
o Rei de Portugal, naquele dia
em que a nossa inquietude renegou
as velhas tradições da Monarquia.
Partiu para Inglaterra - e não voltou
senão contido numa urna fria,
derradeiro sinal de simpatia
daquele reino em que tão mal reinou.
Morreu no exílio, o último Bragança.
E viveu exilado da esperança
de regressar à Pátria e ao Poder.
Mas nós os fortes, os que o exilámos
sem saber bem porquê - nunca olvidámos
o Rei moreno que sabia ler.
























