domingo, 17 de fevereiro de 2008

O Impossível Faz-se

Foi em 17 de Fevereiro de 1939 que o grande Ferdinand Porsche apresentou publicamente o modelo do ano anterior, igual ao que mais tarde mereceria o nome de Carocha, ou, como se diz no Brasil, Fusca, em virtude da fonética de Wolk. Querem hoje alguns detractores que a nomenclatura Wolkswagen tenha sido originada dois ou três anos antes, num modelo de outro importante criador, Ganz, perseguido pela origem racial. O certo porém, é que se formos tentar determinar o nascimento oficial da palavra, tê-lo-emos na célebre entrevista do Outono de 1933, no Hotel Kaiserhof entre Hitler, o creditado desenhador e Werlin, na qual o Führer teria ordenado a concepção de um carro não muito complicado, mas com um bom motor e gastando aproximadamente 7,5 l aos 100 Km, capaz de manter uma certa velocidade nas auto-estradas a construir, mas de manutenção económica, com peças substituíveis facilmente e por baixo preço, uma espécie de Wolkswagen, com refrigeração por ar, já que nem todos poderiam pagar a uma garagem. E que não custasse mais de mil marcos.
O Poder ordenou, o cérebro respondeu. Porsche, que detestava política e sempre se recusara a aderir ao Partido Nacional-Sogialista, tinha visto com desgosto a propaganda crismar o seu invento como Força Pela Alegria, pretendendo publicitar ao Trabalhador Alemão uma realização pela aqusição de carro próprio com o seu labor. Num sentido não-concorrencial e mais difundido, participava de essência igual à da promoção de automóveis como símbolo de status, por erguer um meio material a signo de estrato.
No pós-Guerra a enorme multiplicação dos exemplares do modelo viria a ganhar uma segunda vida nos Anos Sessenta, beneficiando da identidade de nome com os Beatles, assim como da mania envolvente. O tipo de anúncio adequado à época, como já o anterior fora. Mas um tanto mais duradouro, este.

3 comentários:

Anónimo disse...

El Dr. Porsche creo terminó convirtiéndose al Cristianismo Católico.......

Anónimo disse...

El Volkswagen, el "carro de los portugueses" en los 60 frente al más modesto Fiat 500 de los españoles.........

O Réprobo disse...

Meu Caro Fulimeno, uma grande figura, também moral, que, quando era difícil, meteu empenhos e moveu influências para safar Peugeot de destinos pouco auspicosos...

Mas a preferência Daí haveria de culminar no acordo para implantação e expansão da SEAT, enquanto que nós, de indústria automóvel...
Abraço