segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Estranha Forma de Orgulho

A acusação de hipocrisia é pau para tentar legitimar qualquer baixeza afrontante. O que uma inepta artista tentou, pondo Maomé e Ali, Duas Figuras Sagradas do Islão em revestimento e pose gays é estercorária tentativa de se promover pelo escândalo, muito pior do que as célebres caricaturas dinamarquesas. Existia aí um nexo, o dos actos terroristas efectivamente praticados em nome de radical interpretação religiosa, embora pudessem ser injustas para a imensa maioria de Maometanos que não defendesse essas agressões. Aqui nada disso há. Maomé nunca deu motivo a que o considerassem homossexual, bem pelo contrário, gostava bastante de Mulheres. E em matéria de pudor a cultura de ocultação que doutrinou é completamente oposta ao exibicionismo a que esta fraquíssima tentativa de arte pertence. Que orgulho é esse, que procura desesperadamente poder fazer o que os outros fazem e grudar os que não pertencem ao seu número às suas atitudes típicas? Dizer que a justificção reside em haver muitos relacionamentos homo dentro de sistemas que o proíbem nada diz contra o sistema, que consagra os (bons) princípios, mas contra a fraqueza de alguns que se não conseguem conformar a eles. Talvez tenha sido na previsão de coisas como estas que se decretou a proibição de reproduzir os traços do Profeta. Fez o Museu muitíssimo bem, não esperava tanto da Holanda, quer pela acefalia acrítica aspiraqndo à anarquia moral, quer pela ressaca do caso Theo Van Gogh, completamente diferente, mas aproveitado por todos os oportunistas.

2 comentários:

cristina ribeiro disse...

Coisas destas acontecem porque cada vez mais(e se na Holanda isso já vem de longe, com momentos de lucidez, como este, por cá já atinge também índices assustadores) as pessoas confundem vergonhosamente liberdade, que deve ser responsável, com libertinagem, em que tudo é possível e admissível.
Beijo

O Réprobo disse...

Sendo que neste caso, Querida Cristina, há a agravante de artisticamente a obra ser tão nula que ninguém falaria dela sem a esperteza. Por isso também me recusei a escrever o nome da autora. E a minúscula é propositada.
Beijo