terça-feira, 1 de julho de 2008

Bocas de Re-Acção

Sobre a nova de que a Rainha Isabel II de Inglaterra compra um restaurante da McDonalds, espera-se vivamente que Sua Graciosa Majestade queira fazê-lo para dar (outro) fim a uma tabuleta que subverte a nobre categoria da Restauração. Por via das dúvidas, o réprobo apoia uma campanha de desobediência civil a única (contra-)revolução em que de boa vontade se vê engajado, Accionai o vídeo e inteirai-Vos da Revolução das Bocas.

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Foi vista como grande progresso a abertura de casas de pasto holandesas em que se pode fumar cannabis, mas não tabaco. Cai por terra a perseguição tabagística por preocupações de Saúde Pública - o fumo da marijuana pode destruir muito mais rapidamente os pulmões, apesar de correntes que teimosamente defendem o contrário; e até a mitologia da impermeabilidade dos respectivos fumadores passivos está de rastos, segundo as últimas experiências.

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Amiga de um dos meus Íntimos, à segunda vez que me viu, pergunta-me se não quero casar. O nosso Mutual Friend e apresentador nem me deixa responder e sai-se com esta: por que haveria ele de querer tanto o casamento, se não é gay?
Em boa hora me deixei de advocacias. Linhas de defesa destas nunca me ocorreriam.

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Leio o mais notável insulto entre Mulheres, acerca de dotes físicos, em que a má vontade não conhece obstáculos. Uma Jovem Andaluza dizia em 1865 a outra: tens uma boca tão grande que iria de orelha a orelha, se não tivesses ao mesmo tempo uma cara tão larga que os beiços se cansaram a meio caminho. Aqui está uma espontaneidade a que as proporções não atrapalham!

14 comentários:

Luar disse...

Batatas... Ia falar sobre essa do tabaco versus canabis!!! Cá deviam fazer o mesmo, embora eu ache que na classe política já o fazem, sai de lá cada ideia que só com droga, mas de muito má qualidade.....
Beijinho

filomeno2006 disse...

Si las patatas que se servirán en el restaurante de comida rápida, tienen la misma procedencia que las que se consumen en el Palacio Real de la Poderosa Albión (Ginzo de Limia/Orense; Xinzo de Limia, Ourense), la calidad está garantizada

Xantipa disse...

Ao ler o penúltimo parágrafo, surpreendi-me, pois li mal. Pensei que, ao segundo encontro, lhe perguntou se não queria casar...e subentendi «com ela»... LOLL
Depois reli e percebi que não era essa a questão.
:)
Beijinho

fugidia disse...

Rép, acho que fiquei ligeiramente agoniada com o vídeo... :-(

Beijinho :-)

Júlia Moura Lopes disse...

:-))))

que horrorrrrrrrrrrr

ana v. disse...

Também fiquei enjoada...
Tem graça, não sabia que a Moura Guedes era andaluza!

marilia disse...

Querido Réprobo.
Esta jovem andaluza fez certamente o xingamento mais conceitual que eu tive a oportunidade de conhecer.

abç

marilia

O Réprobo disse...

Querida Luar,
batatas e...Batata, ehehehehehe! Que bom vê-La por cá!
Tem toda a razão, mas o pior é que, dessas drogas puxadas pelos nossos governantes, somos todos fumadores passivos!
Beijinho

O Réprobo disse...

Huuuuuuum, meu Caro Frilomeno,
não me parece que a multinacional que explorava o estabelecimento tivesse tanto gosto e quanto à Família Real... Quem tem um tal tesouro alimentar chama-lhe Seu!
Abraço

O Réprobo disse...

Querida Xantipa,
ehehehehehe, pois não, a pergunta não era personalizada quanto ao objecto, perdão, quanto ao outro Sujeito. O que agrava a questão, que casamento será esse, mo ar (ex)posto, sem referenciar Alguém em concreto?
Beijinho

O Réprobo disse...

Nesse caso, cuidado com a alimentação, Menina Fugi, ou fica de boca para baixo em greve... da fome.
Beijinho

O Réprobo disse...

Para evitar revoluções, mas por muitos melhores motivos, Querida Júlia, há que dar a cada um aquilo que é seu: às nossas bocas, comida capaz.
Beijinho

O Réprobo disse...

Querida Ana,
não tem por quê, com o génio culinário que A caracteriza...

Ah, a Manelam nesta sede ficou aquém do "se".
Beijinho

O Réprobo disse...

Querida Marília,
concordo inteiramente! Uma estruturação remissiva digna de estudo linguístico-semiótico. Não fosse a alusão às dimensões da cara prejudicarem a referência ao tamanho da boca, diria que aqui estava um digno rival daquele insulto que Borges considerava o melhor de sempre:
"Cavalheiro, sob o pretexto de trabalhar num bordel, a sua mãe vende géneros de contrabando!".
Beijinho