terça-feira, 8 de julho de 2008

Gama de Missões

Como a 8 de Julho partiu o Grande Almirante para a descoberta da Rota das Índias, fui reler esta conferenciazinha muito bem escrita, que assenta no propósito anti-gaiola de cinco arames de conferir a esta Glória Pátria não apenas a representatividade da aptidão nacional, mas mais, o cumprimento de um mandato civilizacional tácito assente em dois pontos básicos:
- a aproximação das Religiões de Caridade do Budismo e Hinduísmo por um lado e do Cristianismo, pelo outro, contra a ameaça de um credo expansivo e belicoso.
- A contenção da propagação islâmica que encontrava quintas colunas em governos da própria Cristandade, como hoje, acrescento, procura que lhe abram a portas partidos no interior da Europa. O que presentemente são os coniventes com os influxos do Islão Radical e os que pregam a defesa contra ele foram, nos anos que precederam a nossa aventura oriental, Francisco I e Carlos V, respectivamente.
É a rememoração dos feitos algo de crucial quando não abdica de equacioná-los, de forma a identificar os paralelos, quer em sede de problemas, quer de soluções. O que é bem diferente do mero comemorativismo de pastel de bacalhau e copázio de tintol, apenas capaz para nos acharmos óptimos pela obra que, individulmente, outros realizaram.

4 comentários:

Once disse...

que reliquia este "sócio efectivo" Caro Paulo .. e que sapiência na sua última frase: " ... óptimos pela obra que outros, individualmente, realizaram."
Iria mais longe eu: passada a euforia ainda subsiste em muitos a tendência de minimizar essa obra, destrui-la até, negando uma herança que é nossa.
Mas isso é outra conversa ..

Cristina Ribeiro disse...

«...e aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando»
Beijo

O Réprobo disse...

Achei interessante o texto, Querida Once, por em vez de ser puramente auto-congratulatório e particularista, dar a epopeia como integrada num esforço mais lato de uma defesa civilizacional.

O último ponto que menciona é tão importante que nerecerá postal autónomo nos próximos dias.
Beijinho

O Réprobo disse...

Querida Cristina,
Este libertou-se certamente, pois, como o Autor também nota, para os Estrangeiro foi o Indivíduo em que se sintetizou toda a nossa gesta marítima.
Beijo