sexta-feira, 11 de julho de 2008

Tudo ou Nada

O Baile das Nações num leque do Século XVIII

Leio que na Biblioteca Pública de Évora um manuscrito setecentista diz:
Hespanha está por tudo. Portugal teme tudo. França zomba de tudo. Hollanda paga tudo. Inglaterra embrulha tudo. Allemanha quer tudo. Prússia tôpa a tudo. Suissa aproveita tudo. Polónia lá vae tudo. Russia logra tudo. Sardenha géme tudo. Roma benze tudo.
Penso que o nosso medo de tudo melhor caracterizaria se explicitado como de não conseguir imitar tudo.
E hoje, dois séculos depois, apetece acrescentar que a Federação Norte-Americana, potência adventícia, inunda tudo; e que, em matéria de nações, essa disforme besta apocalíptica que é a UE tritura tudo.
Mas a época de tal palavra está a acabar, substituída pelo seu oposto.

8 comentários:

Cristina Ribeiro disse...

Tudo ao molho e "fé em Deus" bastará?
Beijo, Paulo

O Jansenista disse...

Curioso: também conheço um Hespanha que está por tudo! Desculpe, não resisti ao trocadilho.
Cumprimentos!

O Réprobo disse...

Querida Cristina,
lá o molho vejo e o Tudo acredito que esteja por lá. Mas o Nihilismo dos tempos não dá licença para (a) bastanças dessas.
Beijo

O Réprobo disse...

Meu Muito Caro Jansenista,
e fez muito bem! Lembra-Se do que Sebastião Cruz nos contava do nomeado?
Abraço

ana v. disse...

Passo para deixar um beijo. Esta cavaqueira diária com vocês, meus amigos, já faz parte dos meus hábitos e vai fazer-me falta. Volto para a semana.
Até lá!

filomeno2006 disse...

¿Escocia paga tudo?

O Réprobo disse...

Malvadinha Ana,
boas férias, gruuumpgft!
Beijinho furioso

O Réprobo disse...

Meu Caro Filomeno,
aqui é mais com os neerlandeses, que tinham banca florescente. Dada a fama de agarrados dos amigos Escoceses, seria mais natural que uma sátira do género dissesse "Escócia apaga tudo" (para poupar na conta da luz, na altura velas).
Abraço