sexta-feira, 11 de julho de 2008

O Misticismo e a Lógica

Trata-se aque de um processo judicial, mas não de um processo judicioso. O cavalheiro que intentou a acção conttra uma Igreja do Tennessee por, ao pedir, orando, uma experiência real, se ter desequilibrado (em duplo sentido) e protagonizado uma queda de que resultaram lesões, não pode, co-relacionando o que solicitara com o desastre, dizer que a instituição não cumpriu a sua parte contratual.
Fosse eu o mandatário dos religiosos accionados, faria ver, no entanto, que as consequências são meramente imputáveis à iliteracia do Antor, em sede de decifração de endereços sagrados. O místico que se vira para Deus levita-se, move-se em direcção ao Céu. Aquele que se estampa no chão está é a aproximar-se do Inferno, dado como sito nas profundezas da Terra. E se dúvida houvesse, o ulterior recurso aos tribunais, mesmo que exibicionista e jocoso, sobretudo porque exibicionista e jocoso, digo, faria prova pleníssima.

2 comentários:

Rudolfo Moreira disse...

Qualquer momento místico podia ser interpretado como ilusão porque o sobrenatural e o irreal andam juntos na cabeça de muita gente. Assim não houve dúvidas.

O Réprobo disse...

E do pacto com o Demo, ao enveredar pela burocracia jurídica, tambem não.
Abraço