quinta-feira, 3 de julho de 2008

Mentes!

Estado Mental de Alexander LyamkinDepois de dois Juízes, um médico agredido! Começa a ser sintoma inquietante de confiança nos punhos esta mobilização de contestações coloridas contra o enquadramento a preto e branco, no caso até simbolizado pelas becas dos magistrados e a bata do clínico
A alegação adiantada pela Cônjuge e cúmplice do sovador, dizendo que o Marido está mentalmente afectado desde a participação na Guerra de África e por causa dela, depois de se ter desculpado com um pretenso início da agressão pelo Profissional de Saúde, é que se assemelha de forma suspeita à história com barbas à do indivíduo que recusava a devolução de um livro porque 1- não lhe tinha sido emprestado nenhum, 2- ainda não o lera, 3- tinha algumas páginas rasgadas.
E depois... embora todas as maleitas contraídas por Combatentes mereçam o meu respeito, sabe-se como o abuso da invocação delas pode chegar a pontos caricatos. Foi contudo novidade para mim saber que essas afecções são contagiosas, ao ponto de determinarem comportamentos agressivos coadjuvantes nas pessoas com quem casaram e que nunca viveram o stress da guerra. Ao ponto muito psicologicamente curioso, de terem despido aquele que usualmente manda despir...

8 comentários:

Luísa disse...

Ora essa, meu caro Réprobo! A notícia não especifica quem despiu, apenas quem foi despido. Além disso, a mulher revela o seu quê de dedicação e bravura, ao saltar em defesa de um marido desorientado e não menos agredido (mesmo que tendo sido o primeiro agressor). Por último – e sem prejuízo do repúdio da violência, que subscrevo – pressinto, no tom lamuriento do médico (e servidor público), que talvez pudesse estar a pedir um bom par de tapas. ;-D

fugidia disse...

Querido Rép.,
diz-me a experiência que nestas situações nunca há inocentes: o médico terá sido arrogante e exagerado no cumprimento das "regras"; o casal "passou-se".
Contudo, devo dizer-lhe que as "afecções" podem, de facto ser como que "contagiosas": acha que é fácil viver muitos anos (veja-se há quanto tempo o homem regressou da guerra...) com uma pessoa perturbada?
:-)
Beijinho (vim cá só espreitá-lo e não resisti... :-p)

José Carlos disse...

Minhas Caras e meu Caro:

Sabe, eu estive na Guerra e assisti a muito. Sofri. Não me queixo. Raramente falo do assunto a não ser para gozar e recordar os bons - óptimos momentos - que passei. Nunca tive o "stress". Conheço muitos, mas mesmo muitos que lá estiveram comigo e não tiveram o tal de stress da guerra (doença ... deixa-me estar calado para já...).
É e tem sido uma boa desculpa para sacar "umas massas", umas "baixas" e desculpablizar comportamentos de insociabilidade e violência familiar.
É a voz da experiência que fala, apesar de saber que uma série de "cientistas" e etc. me vão cair em cima. Descontrolados sempre houve. Deixem em paz os Combatentes. Isso só é bom para atenuar penas de prisão e vender jornais
Não sei o que se passou com o tal Médico. Mas é apenas mais uma acha para a fogueira da sociedade em que vivemos. Agressões a Professores, Médicos e Enfermeiros, Polícias, etc.., tem sido o pão nosso de todos os dias. Agora fia mais fino porque já chegou a vez dos Juízes.
Ora se as pessoas sabem que podem impunemente bater em toda a gente, sem que nada de grave ocorra, porque raio não hão. de poder dar umas "bolachadas" nos Juízes.
E explicar isso às pessoas que recidivam nestes comportamentos é nos dias que correm uma impossibilidade

Um abraço

O Réprobo disse...

Querida Luísa,
como o médico falava do casal que teria invertido as versões da agressão, presumo que na parte do despojamento da roupa se não estivesse a referir a Si ou a mim...
Também não vejo a tal outra agressão, a menos que fechar uma porta seja uma. E se tivesse havido, o que não se concede, já foi extinto o conceito de legítima defesa? Mesmo que a conduta não fosse a idónea para parar uma ofensa física em curso, a resposta à agressão não é de menor gravidade do que a iniciativa dela? Ou as atenuantes já conheseram melhores dias?
Mas numa coisa Lhe dou razão, o patrocinado por Asclépio andou mal. Não porque a deintologia profissional o obrigue a apanhar, mas porque os loucos não devem ser contrariados...
Beijinho

O Réprobo disse...

Querida Fugidia,
tentarei provocá-La todos os dias, para que aqui intervenha.
Quer então dizer-me que pode sofrer de stress de guerra quem nunca esteve em campanha! Bem, o casamento é a guerra dos sexos, diz-se e, nesse sentido...
Beijinho

O Réprobo disse...

Claro, Meu Caro José Carlços, o biscoito é desporto nacional, consubstanciado no Fado do 31 e a impunidade é a condição da sua distribuição não-racio(ci)nada e gratuita! Quanto ao tal stress, também fico espantado com a quantidade de florzinhas de estufa que este Povo, subitamente, criou. Mas não digo que seja impossível e abichar uns cobres ou fazer cera são motivos tão eficazes para dar a volta ao miolo como a patologia que em alguns casos menos numerosos, de facto, exista.
Pena que este stress esbofeteador não tenha dado uns trinta e cinco anos antes, a vontade de lutar poderia ter sido melhor aproveitada contra o Inimigo.
Abraço

mike disse...

Outro ponto, muito fisicamente curioso, para mim, foi o médico ter-se ficado...

O Réprobo disse...

Meu Caro Mike,
com efeito, ou o médico era um anjinho, ou quer fazer-nos passar por essa condição. Mas claro que não creio que no contrato com o SNS tenha ficado firmada a prestação suplementar como punching ball...
Abraço