sexta-feira, 6 de julho de 2007

Fiat Lux!

Se em vez de terem seguido o optimismo de Wolfowitzs, Pearls & CIA, os governantes norte-americanos se houvessem abstido de tentar transformar um País difícil e artificial num cordeirinho dócil, regulado pelos seus agentes no terreno, teriam poupado muita vidinha e asneira. As duas soluções óbvias, dede o início, excepto para quem ia influindo na Casa Branca, eram a divisão o País em três Estados, correspondendo às separações étnico-religiosas, ou a restauração da Monarquia, que por não ser de nenhuma das facções seria aceite por todas, sabendo-se até como os Xiitas lembram os bons tempos dela, em que não eram perseguidos.
Nada disto é novidade. O que não se pode dizer do facto de responsáveis dos EUA começarem publicamente a preconizar o remédio que surgia aos olhos de todos, desde que não fossem os conselheiros de guerra do Presidente. Assim, o CFR do Sr. Gelb, quase uma sociedade secreta, já fez os seus avanços em ordem à partição, sendo endossado o plano pelo Senador Biden, o qual pontifica hoje entre os Democratas no Comitê de Relações Exteriores. Mas a notícia maior é que um congressista e académico, Shimkus, Republicano do Illinois, veio reconhecer, não só a vantagem prática de devolver à Mesopotâmia o trono do Rei Faiçal I, como o carácter ideal de uma Monarquia amada pelos súbditos. Verdadeira Reserva da Nação, eis o Sharif Al Bin AlHussein, pronto a regenerar o que parecia perdido.

2 comentários:

Cristina Ribeiro disse...

Bem visto.O regresso dos Hachemitas.
Beijo

O Réprobo disse...

Querida Cristina,
Família que não deixou de ser enganada, ao ser espoliada da Arábia em favor dos rivais Sauditas e com a divisão do vasto País que lhe fora prometido. Paradoxalmente, foi a maneira de ainda conservarem um trono, embora dimimuto, o da Jordânia, graças à "Legião Árabe" e, posterioirmente, à habilidade também diplomática do anterior Soberano.
Beijo