sexta-feira, 20 de julho de 2007

Passaram-se!

As confissões da titular da pasta do Interior britânica e do governante encarregado de encarar o problema da droga, de que tinham fumado cannabis (marijuana), durante anos mais verdes não é de espantar. Afinal significa que os domínios governamentais foram entregues a quem percebe do assunto. De resto, considerando os montantes que o narcotráfico movimenta, também não parece mal que o responsável pelas Finanças esteja entre os que reconheceram esse curriculum viciado. Não sei se travaram ou não, como Clinton alegou, em minoração de culpas. Mas vejo tal reconhecimento em série, mais do que tentativa de tornar menos confortável a vida ao líder Conservador, Cameron, que terá percorrido o mesmo caminho, uma jogada contra o assumido candidato Tory à Câmara de Londres. Este célebre, desbocado e pouco escrupuloso ex-jornalista, Boris Johnson, agrada, precisamente por essas características, à Juventude. Como declarara que se tinha drogado, em novo, ficando aberto a esta meritória prática, vê pelas declarações ministeriais, banalizada a conduta que o aproximaria, desgraçadamente, do eleitorado jovem.
O corolário a tirar é que o Poder é uma grande droga de substituição.

8 comentários:

cristina ribeiro disse...

Nada mais certo do que o aviso que pendurou naquele cantinho.E,Paulo,nós por cá temos tido exemplos que nunca mais acabam...
Beijo

çamorano disse...

Al ser algo negativo, prefiero el nombre arábigo "hachís" o "grifa" antes que el hispánico "marijuana", del mismo modo que el historiador gallego Pío Moa cuando se refiere a una persona relevante iberomaericana, y si es "gatuno", prefiere utilizar el "latinoamericano" para "repartir responsabilidades"..........Ab.

marta disse...

Querido Paulo


Quase, quase de acordo consigo!
Há tanto tempo, que não acontecia, heim? já tinha saudades

O PODER inebria muito mais do que a droga.


Beijinho tão grande

O Réprobo disse...

Pois por isso mesmo, cristina, cedi ao imperativo de prevenir os incautos. No número dos quais também já aconteceu achar-me, evidentemente.
Beijo

O Réprobo disse...

Eheheheheje, Caro Çamorano. "Gatuno" é palavra que odeio, porque antes de ser sinónimo de "árbitro" era-o de "ladrão" e deriva de "gato", ou seja, mais uma pedra na edificação da difamação dos bichanos...
Mas, embora tenha chegado cansado a casa, dás-me ideia para abordar outra magna questão linguística.
Abraço

O Réprobo disse...

Ora, Marta, voltemos aos bons velhos tempos!
E é tão difícil a desintoxicação...
Beijinho

Gazeta da Restauração disse...

Nem sei qual das drogas é mais viciante. Atendendo à realidade do nosso país então...

forte abraço

O Réprobo disse...

Meu Caro Gazeteiro,
é assim um pouco por todos os sistemas de partidos: a dificuldade em deixar o vício, sob forma de poder, é patentíssima...
Abraço