segunda-feira, 16 de junho de 2008

Os Inocentes Sem o Silêncio

O Prisioneiro de Steven EnglundTenho dito e redito que não me agrada o Sr. Cameron, leader Conservador Britânico. Quando ganhou o comando do partido estava eu por David Davis, que agora se demitiu de Ministro-Sombra do Interior, para evitar que seres sem mácula passem demasiado tempo à sombra. Desencadeou uma eleição parcelar na sua circunscrição para poder protestar à vontade e com eficácia contra a extensão do período de prisão preventiva, sem culpa formada, que o Governo de Brown quer impor, a pretexto da luta contra o terrorismo. Não se trata de fraqueza na repressão do mal, creio que este político é até defensor da pena de morte para homicidas. Mas está-se perante a indeclinável nobreza de lutar pela separação nítida entre culpados e inocentes, englobando nestes todos os que não hajam sido objecto de decisão judicial desfavorável razoavelmente fundada, evitando-lhes o encarceramento com um minimalismo processualista.
A distinção radical entre a honra e a perda dela, pelos crimes provados, eis o fundamental hiato entre os homens, de que só os confusos e os fracos abdicam. Como se vê, ainda há um ou outro eleito que não se quer entre eles.

4 comentários:

Rudolfo Moreira disse...

S. Não é uma esperteza para se tornar reserva da república ou melhor do reino?

Cristina Ribeiro disse...

Multipliquem-se os "eleitos" assim e temos o Paulo convertido a uma monarquia liberal? :)
Beijo

O Réprobo disse...

Meu Caro Rudolfo Moreira, surgiram logo acusações de estar a promover clivagem para se credibilizar como alternativa futura a Cameron. Mas o próprio já desmentiu, em conferênciia de imprensa, que, no Futuro, venha a brigar com o actual líder pela chefia. E em Inglaterra um incumprimnento de compromisso pessoal tão taxativo seria fatal.
Abraço

O Réprobo disse...

Querida Cristina,
se, se, se...
É caso tão isolado que toda a gente ficou de boca aberta. O exemplo inglès é diferente dos continentais, como sabe, pois nunca uma Revolução eliminou a presença político-económica da Aristocracia, como o apego geral à Tradição. Nos Estados que sofreram revolucionite não há outro remédio senão recorrer à cirurgia, não chega o tratamento conservador.
Beijo