sábado, 17 de maio de 2008

Estendido ao Comprido

Nem é a natureza atentatória da conduta o que mais me chama a atenção, nesta insanidade toda. Poderá não ter havido sequer homicídio por negligência, dado ser difícil conceber a consequência que se acabou por verificar; mas deverá existir um qualquer precedent que permita a punição equiparável à da usurpação de identidade e de abuso de confiança. O que me deixa zonzo é a total incapacidade e falta de intimidade reveladas por uma mãe, incapaz de proteger a filha sem recorrer a vilanias informáticas, como a obsessão que a faz montar uma armadilha sentimental fedendo a vingança.
Mas o pior é a credulidade que em seres fragilizados se revela, de poder aceder à Paixão pela Internet, como quem compra um qualquer outro bem. Passando por cima da situação concreta, a que não se ajustam brincadeiras, deixaria, como alvitre para tentações futuras, a ideia de que há maneiras mais fáceis de se dar com o Amor on line:

2 comentários:

Once In a While disse...

que brilhante reflexão meu Amigo ..
como eu costumo dizer não é ouro ainda que brilhe.

O Réprobo disse...

Querida Once,
pois, nem tudo o de luz...
Mas claro que só brilha coisa tão pouca graças aos Ohos Amigos que lêem. No entanto, a vulnerabilidade tão ostensiva obrigou-me a abordar o tema, mais do que a própria maldade tornada atentado, quero continuar a crer que por imponderação.
Beijinho