terça-feira, 18 de março de 2008

O Presente Grego

A boa intenção de enviar uma prendinha como gesto de solidariedade a um homólogo vítima de atentado, eu até compreendo.
Também perceberia que, noutras circunstâncias, o PR mandasse pastéis de Belém, uma especialidade que tem à porta.
E mesmo o Vinho do Porto, que, além de ser ex-libris nacional, por causa do nome e do gosto que são meus, seria feliz escolha para dar também conta da minha afeição pelo Povo de Timor.
Agora o que de todo não alcanço é que se envie iguarias destas a um baleado no estômago. Se isto não é cavalo de Tróia que acabe a tarefa que os inimigos do exterior deixaram incompleta, não sei que coisa seja. E, a agravar o caso, ainda temos os enchidos do Comandante da GNR como cereja em cima do bolo a que aspirava tão peculiar dieta. Os Australianos invocaram saúde pública para a recusa. Má subsunção legal. A saúde privada do destinatário chegava.
Até nos gestos de Amizade aquela Gente tem falta de sorte!

4 comentários:

Bic Laranja disse...

Estes aduaneiros saxónicos embirram muito com tais iguarias. Pode haver uma razão, mas a principal que tenho é quererem ficar com tudo para eles. Cumpts.

av disse...

Eheheheh. Fiquei a pensar que se Ramos Horta está com um discurso coerente e lúcido, então o atentado até não lhe fez muito mal...

E fiquei também a pensar que se o meu amigo Réprobo tivesse casado, por exemplo, com uma neta da Irene Lisboa, os vossos filhos se chamariam... Lisboa Porto!!

Não precisa de dizer... eu não devia pensar.
Um beijinho

O Réprobo disse...

Meu Caro Bic Laranja,
pois se os outros departamentos estatais lá da terra desenvolvem a mesma ganância quanto ao petróleo, quem pode levar a mal a aplicação a uns chouriços?
Abraço

O Réprobo disse...

Querida Ana,
terá sido o mesmo raciocínio que motivou o Presidente Cavaco?

Quanto a essa hipótese, não é tão académica como isso. Uma Tia minha casou com um Cavalheiro de apelido Guimarães e divertia-se muito dizendo que lembrava o comboio entre as duas cidades, só falando as estações e apeadeiros intermédios.
Pense e mande sempre.
Beijinho