sábado, 15 de março de 2008

Tradução do Gestual

Extinta a obra das caravelas, é natural que se queira apagar a memória portuária que as possibilitou. Mas entregar interesses patobravísticos a edilidades da cor do governo que anunciou atribuições importantes no contexto a comissários por si nomeados será o caminho mais direito?

10 comentários:

Funes, o memorioso disse...

Extinta a obra das caravelas, eu não acho nada natural que se queira apagar a sua memória.

Bic Laranja disse...

É. Chama-se gestão or objectivos. Cumpts.

O Réprobo disse...

Meu Caro Funes,
no Meu Caro Amigo não seria, até pelo cognome que O identifica. No Nosso Bic, também não, já que a Ele devemos muita preservação da Memória do que nos fez. Em mim tampouco, pois passo a vida a catar do Passado os pontos dignos de serem reverenciados.
Nesta geste que nos desgoverna é naturalíssimo: fingir que só eles existem é a única maneira de não perderem em confrontos. O resto, a acção gerada por este estado mental, explicou o Bic Laranja.
Abraço

O Réprobo disse...

Meu Caro Bic Laranja,
faseada, realmente, essa gestão, tanto quanto falseada vem a ser a rectidão.
Abraço

av disse...

Percebe-se. Só mesmo com uma lobotomia colectiva, que apague glórias passadas, esta gente ficará para a História. O que têm eles para contrapõr às caravelas? Distribuir computadores nas escolas? Proibir os piercings? Não vejo como possam competir, não é verdade?
Um beijinho

Cristina Ribeiro disse...

É isso mesmo, Ana. São esses pequenos nadas que a História só vai registar como fraquezas-historiazinhas que mais engrandecem ainda os feitos do Antes...
Beijinhos

O Réprobo disse...

Note-se, Ana, que eu até reconhecia vantagem em reordenar a zona enorme que depende da administração portuária e que defendo o papel municipal na perseguição desse objectivo. Simplesmente, o processo nasceu coxo, com as suspeitas levantadas pela nomeação do Dr. Júdice, independentemente da honestidade do nomeado. E, assim, voltamos ao que diz - é muito pouco o que podem pôr em favor deles no prato da balança da História. Salvo a inveja. E essa, para o efeito, pode chegar para esbater a imagem da grandeza alheia.
Beijinho

O Réprobo disse...

Querida Cristina,
Deus A ouça!
Mas para tanto é preciso denunciar continuadamente, não só a má acção recorrente, como as consequências indirectas dela.
Beijo

av disse...

Quanto a isso estamos de acordo, Paulo: reabilitar aquela zona junto ao Tejo, limpá-la e torná-la desafogada e bonita, parece-me urgente e muito útil. Mas... o "como" é que me preocupa!

O Réprobo disse...

Nem mais, Ana. Aquando da nomeação de Júdice tive aqui oportunidade de expressar reservas ao processo. E isto antes das preocupações dos próprios Ministérios da Defesa e Ambiente e de maior volume de sensibilidade aos riscos da especulação imobiliária.
Beijinho