terça-feira, 29 de abril de 2008

Caso a Caso...

Não foi assim há tanto tempo que se anunciou, com estrépito e triunfalismo, a construção de uma super-esquadra que viria a melhorar a segurança das gentes, substituindo a inoperacionalidade alegada dos postos dispersos, pois não?
Seria este o efeito pretendido, de deixar que em Moscavide estivesse uma concentração policial menos celebrada entregue a um agente solitário, de tarefas burocráticas encarregado? Quem pode ficar tranquilizado com a desculpa oficial de se tratar de um caso isolado? Isolado por já serem raras as delegações da polícia? Não se percebe que quando um grupo invade uma sede da PSP para surrar um queixoso não só se atesta a absoluta falta de temor e respeito pela Instituição, da parte dos agressores, como se infunde acsoluta falta de confiança no resto da População? Não é um exemplo, o negativo como o positivo, sempre um caso isolado?
Mas, por fim, julgo ter compreendido a reacção das autoridades. Decerto o membro da corporação indefeso teria o apelido Caso. E quiseram dizer que ele se encontrava sozinho.
Obrigadão, já tínhamos percebido!

6 comentários:

Rudolfo Moreira disse...

S. Foi asneira de cabo de esquadra!

José Carlos disse...

Não perca:

Em breve numa favela perto de si

Luísa disse...

Meu caro Réprobo, este caso é assustador porque, apesar de «isolado», indicia isso, que refere, de total falta de respeito por instituições que fomos educados a considerar «invioláveis», como locais de protecção última, reservas do «direito de santuário». Se outros casos se lhe não seguirem, será porque, depois deste, já ninguém se acolherá a uma esquadra em busca de segurança. E se se começar a generalizar o convencimento de que a única solução é a auto-defesa e a acção directa, teremos o princípio do fim.

O Réprobo disse...

É, Caro Rudolfo, esse promete ser, para nós, o cabo dos trabalhos.
Abraço

O Réprobo disse...

Ohe que, olhe que, Caro José Carlos...
Ehehehehehe.
Enveredando pela literalidade, por estas vizinhanças já deslocaram a esquadra um pouco para longe do centro. Por enquanto não é um afastamento dramático, mas promete...
Abraço

O Réprobo disse...

Querida Luísa,
meio caminho andado para o Far West?
Mas sejamos angélicos, os potenciais agressores vão todos respeitar muito as proibições e dificuldades crescentes postas ao porte de armas...
Beijinho