quinta-feira, 10 de abril de 2008

Quem Vê Caras...

Costumo ignorar olimpicamente os exercícios de fisiognomonia de trazer por casa, mas não posso calar a revolta que me assola, ao ler as conclusões de um inquérito que diz acreditarem as Mulheres que os homens com nariz maior são os que preferem relações mais curtas. Para além de se estar a meter o dito onde de todo não é chamado, é a segunda grande injustiça que se faz a Cyrano de Bergerac!
Como não quero ser um fura-conclusões do meu género protesto passar a medir os olhos e os lábios de cada Filha de Eva, para certificar-me de quanto durará qualquer possível relação. É só munir-me das tabelas que decerto os responsáveis pela sondagem elaboraram. Já estou a ver-me olhar para as ditas e para o calendário (não falemos em relógio para não sermos mauzinhos) e declarar: minha querida, o tempo esgotou-se e, ao contrário do futebol, as substituições, neste campo, não levam a descontos.
O cúmulo, porém, está no achado de que o Belo Sexo acredita que os homens mais masculinos são os que dão piores pais! NEM QUERO PENSAR ONDE IRÁ PARAR O RECRUTAMENTO EM VISTA À PROCRIAÇÃO! O mundo não cessa de me dar desgostos e finalmente vejo du bon na quebra da taxa de natalidade!

14 comentários:

cristina ribeiro disse...

Só acreditaria nessa teoria estapafúrdia, se a mulher viesse a descobrir que ao homem lhe crescera o nariz por ser um contumaz mentiroso, qual Pinóquio.
Beijo

O Réprobo disse...

Querida Cristina, aí sim, seria compreensível, era um julgamento comportamental, mesmo que de um ente sem consciência intrínseca, como o boneco...
Agora filiar as ambições temporais do afecto intenso num apêndice facial parece coisa de quem não tem mais que fazer.
Beijo

fugidia disse...

lol lol lol
Mas meu caro, fazer-me rir quando estou meia ensonada (e quero manter este estado para ir direitinha para a caminha dormir) é que não vale!
Beijinho de boa noite :-)

av disse...

O pior de tudo é o último parágrafo, de facto! Paulo, acho que tem muita razão: o recrutamento futuro também me deixa apreensiva, sobretudo depois da anunciada gravidez de uma criatura de sexo indefinido e cabeça completamente baralhada...
beijinho

Meg (sub Rosa) disse...

Hahahahaahh!

Olhe só, senhor Réprobo.
A brincar , a brincar, foi-se-me a depressão.

No entanto, como diria aquele tycoom americano:
Daryl Zanuck:

Include me out!

Por favor, as mulheres, vírgula, quando se referir a coisas como essa, diga, por gentileza, as muklheres, menos a Meg, exceção feita à Meg e por aí vai!

Hahahahah
Beijos, morrendo de rir, e de sono sustado pelo riso.
Até amanhã.
Sleep tight!
Meg

Luísa disse...

Meu caro Réprobo, não posso pronunciar-me sobre os resultados do inquérito. Geralmente, as tipologias definidas em matérias deste foro comportam mais excepções do que regras. Posso, porém, graças a uma longa e devidamente amadurecida experiência pessoal, que me assegura escassa margem de erro, confirmar os seguintes princípios:
a) Quem vê caras vê, realmente, corações;
b) Homens interessantes, insinuantes e prestimosos fora de casa fazem, quase inevitavelmente, maridos chatos e desinteressantes dentro dela.
E pronto… ;-)

Once In a While disse...

o que haverá ainda a inventar?
Luísa, tou consigo (rindo) ;)

O Réprobo disse...

Querida Fugidia,
obriado pelo bjinho de boa noite, tranquiliza muito antes de mergulhar no mundo de Morfeu. Assim como uma boa gargalhada, julgo, pelo que espero que a noite tenha sido repousante.
Beijinho

O Réprobo disse...

Já debatemos aqui esse arrepiante tema, lembra-Se, Querida Ana?
Isto pode ser falta de juízo, ou a consagração de um velho ideal de algumas feministas radicais de terem filhos sem Homens. Como essa possibilidade ainda não se encontra universalmente franqueada, vai de inventarem como pais os que menos se pareçam com o estereótipo masculino.
Beijo

O Réprobo disse...

Querida Meg,
nem por sombras pensei incluí-La, ou às Amigas que me visitam, ou... à Maioria das Mulheres (espero, torço). O artigo definido era citação deste estudo de opinião amalucado.
Vê como o pessimesmo levado para a brincadeira é um grande expediente clínico?
Beijinho

O Réprobo disse...

Querida Luísa,
vou ser muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mauzinho:
esse era o argumento masculino clássico: as Mulheres mais charmosas, provocantes e apelativas, em casa revelavam-se meberas cheias de lama na cara, rolos ou papelotes no cabelo, chinelos rasos, aventais cheios de nódoas e má-disposição cobradora em vez do espírito refinado exibido aquando do conhecimento...
Beijinho, implorando perdão

O Réprobo disse...

Querida Once,
O problema é que não são só os comportamentos sexuais que enfermam de perversões. Os inquéritos deste género estão cheinhos delas. Aqui, por exemplo, estamos diante de um flagrante caso de particularismo, a libido canalizada para uma parte do corpo. Há quem lhe chame fetichismo, mas a tipologia mais rigorosa obriga a reservar este termo para objectos exteriores à extensão humana.
O resto é tentativa de fundamentação e de conferir seriedade. O essencial é a eleição de nariz, lábios, etc., como qualquer incipiente psicanálise das conclusões desmascarará.
Beijinho

Luísa disse...

Está perdoadíssimo, meu caro Réprobo. Afinal, é mais do que legítima a reciprocidade de «desconfianças». :-D
P.S.: Mas, por acaso, não sabia que havia esse «argumento masculino clássico». Penso que os dois sexos nunca deixarão de se descobrir e surpreender mutuamente.

O Réprobo disse...

Querida Luísa,
muito obrigado por nos confirmar que não adopta em casa esse desleixo persecutório...
Caso contrário, teria ouvido a queixa correspondente.
Os blogues têm qualquer coisa de bom. Permitem descobrirmo-nos, não há dúvida.
Beijinho