terça-feira, 29 de abril de 2008

Ondas do Mealheiro

Posted by Picasa

O Sr. Ministro das Finanças foge com o dito à seringa, no que toca a descer os impostos. Porquê? Por causa dos submarinos há muito contratados e que têm, se não os cascos, ao menos as costas largas.
Foi sempre uma credível manifestação da riqueza dos povos o gasto com uma marinha de combate. Na ressaca do Ultimatum de 1890, fez-se uma subscrição pública para adquirir um vaso de guerra, o Adamastor. Claro que o pobre e desacompanhado navio não poderia fazer qualquer espécie de cócegas, sequer, à Royal Navy, mas ter pago uma embarcação, em todos os sentidos armada, aplacou as vaidades feridas.
Também Eduardo VII de Inglaterra perguntou certa vez a uma amante célebre se ela tinha reparado que o que lhe ofertara em jóias dava para construir um barco de guerra. A questão era impressiva, mas a resposta foi impressionante - e já reparaste que o que vazaste dentro de mim dava para o pôr a flutuar?
Por isso creio ter sido de uma premonitória genialidade esta ilustração Nave da Guerra, que o Mestre de Pádua, em 1472, fez, para enriquecer «De Re Militari», de Valturio: aquele escudo da direita não parece ter, pintado, um cifrão?

4 comentários:

fugidia disse...

Dá-me vontade de dizer, querido Réprobo, 10-0 para a amante!
Um belíssima vitória por KO...
:-)))

Desejos de um dia mais descansado amanhã!
Beijinho.

O Réprobo disse...

Querida Fugidia,
sem dúvida, foi uma abada, por muito vivido que se quisesse o interlocutor!

Vamos ver. Ontem fiquei pouco mais do que cadáver...
Beijinho

av disse...

Brilhante resposta da amante, Paulo!
E que trouvaille, este quadro!

O Réprobo disse...

Ela sabia-a toda, pois! E achei tão reveladora a passagenzinha gráfica...
Beijinho, Querida Ana