terça-feira, 15 de abril de 2008

Origens Racistas da Democracia

Cincinato Recebendo os Enviados do Senado de Alexandre CabanelSe sou contra qualquer consideração grupal que julgue por factores independentes da vontade dos indivíduos, irrita-me solenemente o politicocorrectez que policia a linguagem mais inocente, ao ponto de inventar racismos em expressões enraizadas, sem qualquer hostilidade. Para que os culpados da coisa percebam, vou dar-lhes do mesmo remédio: a Democracia, entendida como votação em candidatos a um cargo é, intoleravelmente, afrontadora das pessoas de etnias não-europeias. Com efeito, candidato teve o seu sentido político originado na Roma Antiga, aplicado aos pretendentes ao desempenho de funções públicas. E vinha do verbo candeo, que significava ser branco. Isto porque os que se propunham a esses altos voos se apresentavam alvamente vestidos, como identificação e manifestação de lisura programática.
Como pode continuar a ser tolerado pelos inspectores insaciáveis da fala e da escrita um regime que na sua terminologia oferece o exclusivo do Poder a quem é branco?

9 comentários:

cristina ribeiro disse...

Ainda bem que essas origens se foram diluindo nos turbilhões da semântica, não é? :)

Cá recebi o«Soixante-dix s'efface», pelo que lhe estou muito e muito grata.
Beijo

Atrida disse...

Meu caro, nada que se não resolva com a adopção de mais um termo da novilíngua demo-crática, substituindo a palavra "maldita".
Abraço.

Euro-Ultramarino disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Euro-Ultramarino disse...

Obrigado, Caro Réprobo, por este precioso esCLARecimento. Não fazia ideia da origem! Rendo-me à erudição do Confrade.

E relativamente à famigerada democracia, o governo da maioria, o governo do número, reproduzo aqui a palavra do Mestre Maurras:

"La démocracie consiste à donner la direction générale et supérieure, le gouvernement et la souveraineté au nombre s´exprimant par la voie des suffrages. Ce n´est pas l´universalité du suffrage qui est à déplorer. C´en est le point d´application et la compétence faussée. C´est sur ce qu´il ignore le plus, c´est sur ce qu´il est le plus incapable de diriger, à savoir l`Etat, l´Etat central et souverain, que le suffrage est consulté, par la democratie, et c´est là-dessus qu´il fonctionne le plus activement."

E disto os povos continuam a sofrer!

Um abraço apertado.

O Réprobo disse...

Querida Cristina,
mas a voracidade com que os vigilantes da linguagem caem em cima das menos acintosas utilizações linguísticas fá-los merecer levar um bocadinho do que demonstram gostar, não Lhe parece?

Ainda bem! Olhos à Obra! Tem parte passada em visita ao nosso País.
Beijo

O Réprobo disse...

Meu Caro Átrida,
Ahahahaha, realmente, mal dita é que lhe ia sempre bem!
Abraço

O Réprobo disse...

Meu Caro Euro-Ultramarino,
uma erudição de secundíssoma mão, receio bem, vivo das investigações dos Especialistas, sem arcaboiço para empreender as próprias com o grau de profundidade desejável.

Efectivamente, o mestre tinha razão. A maquinaria burocrático-centralista é a ibcompetência mesma na resolução, agravando inacreditavelmente os males da forma de preenchimento.
Forte abraço

Bic Laranja disse...

E vossemcê queria que os mídia soubesse Latim?! Pois se nem dão pelo que lhes mandam os bárbaros...
Cumpts.

O Réprobo disse...

Tem muita razão, Caro Bic, é inútil gastar o nosso latim com eles, mas tentei fazê-los experimentar um pouco do chicote espúrio do capataz da língua que cada um deles procura ser. Na impossibilidade de algum ser um capaz da língua, claro.
Abraço