quarta-feira, 30 de abril de 2008

Não Obrigado!

Lá por estes dois objectos terem o mesmo nome, não quer dizer que o monopólio da obrigatoriedade seja retirado ao segundo...
O novo partido nasceu torto. Não por ser mais um, o que bastaria, nem por ter uma sigla (MMS) que a princípio tomei por SMS e é tão dispensável como ela. Mas pelo abuso que consiste em propor um voto obrigatório. Detesto candidatos a qualquer coisa que procurem que lhes sirvam em bandeja de prata o que, por si, não conseguiram obter. Querem tornar pacíficos cidadãos como eu em vociferadores de impropérios, obrigando-os a esborratar os boletins com o que pensamos deles, para os invalidar? Aos boletins, a eles seria chover no molhado.
Se o voto for tornado obrigatório, mudo de nacionalidade. Será que os Papuas podem ficar em casa em dias eleitorais?

14 comentários:

fugidia disse...

lol lol lol lol lol

Ó meu caro Réprobo, em vez da sua fotografia na barra lateral direita, não se importa de colocar um pequeno vídeo com a sua cara quando leu a notícia e quando escreveu este post? :-)))

E quer mudar de nacionalidade???
:-D :-D :-D
(apetecia-me ser mázinha mas enfim, hoje sinto-me generosa e não digo mais nada...)

Beijinho sorridente de uma fugidia divertida :-)))

Euro-Ultramarino disse...

Impecável analogia, meu Caro Réprobo. Mas enquanto no segundo caso o desaparecimento físico dá lugar à vida eterna do espírito, a urna "democrática" leva ao desparecimento físico e espiritual da pessoa humana, transformada em simples número numa operação aritmética.
Abraço amigo

isabel mendes ferreira disse...

aposto que sim!!!!
os Papuas t�em bom gosto...e muita sabedoria.
:)



gostei.

dA COMPARA��O.


assertiva.



----------cordialmente.


p.S. segui o rasto da J�lia.

O Réprobo disse...

Querida Fugidia,
Quer dizer que a Minha Amiga gosta de examinar o facies de trombudos impenitentes?
Fiquei transido! Sempre gostei do slogan anarquista que dizia "se o voto é uma arma, quando o dás, ficas desarmado"!
Vá esta inovação para a frente e trato logo de mudar o passaporte! Não quer dizer que mude de residência, claro. Mas não vejo como obrigassem a votar um imigrado...
Beijinho
Beijinho

O Réprobo disse...

É bem verdade, Críssimo Euro-Ultramarino! A eterna redução ao número que abstractiza o homem, enquanto que no outro caso as contas são das acções e omissões que particularizam.
Abração

O Réprobo disse...

Estimada Isabel,
tenho pois mais esta Gentileza imensa a aradecer à Amizade da Júlia! Ainda bem que consegui não desagradar. Com o Seu encorajamento, vou pensar em dirigir-me ao Consulado da Nova Guiné, ou ao que lhe faça as vezes.
Acredite-me, deu-me imenso gosto que passassse nesta casa que doravante é Sua.
Beijinho

tsantos disse...

Este post lembra-me uma saída de um Amigo com grande sentido de humor que, numa tumultuosa reunião da AAC, quando alguém, a certa altura, insistia veementemente numa votação, se saiu com esta: "Sim, sim, dêem-lhes a urna..."

Demokrata disse...

Muito obrigado, meu caro Réprobo, pela boa gargalhada que me proporcionou. Venham mais!

Um abraço.

av disse...

Está tudo dito, Paulo: a analogia é fantástica e já nos deixou a rir, a todos. Mas apesar de tudo - mesmo sob protesto, em coro consigo - sempre prefiro a obrigatoriedade do primeiro...
Beijinho

O Réprobo disse...

Meu Caro TSantos,
não tenho qualquer dúvida de que os partidocratas estão a preparar o próprio enterro. O pior é esta maldita falta de pontualidade nacional...
Abraço

O Réprobo disse...

Meu Caro DemoKrata,
já estava com saudades de O ver por cá. Tentarei corresponder e, pegando-Lhe na palavra, venha mais!
Abraço

O Réprobo disse...

Querida Ana,
pois, ao segundo não se escapa com mera mudança de bandeira...
Beijinho

Júlia Moura Lopes disse...

Querido Paulo,

Ri com gosto :-)

A Isabel segue os meus rastos e eu sigo os dela. Ambas sabemos que as nossas escolhas são sempre boas. Tem nada que agradecer, mérito o seu, ela ter parado nesta casa.

beijinho aos dois

O Réprobo disse...

Querida Júlia,
com que então quer ver o Seu amigo papuado, heim?
Agradeço sim Senhora, quer a Isabel - ainda por cima um nome que adoro -, quer a amizade com que a Júlia me distingue.
Beijinho e B. Q, (agora sou eu que digo, é a vingança do chinês)