quinta-feira, 3 de abril de 2008

O Complexo de Átis

Estou cem por cento de acordo com o Governo da Tailândia, ao erradicar a legalidade da prática de castração, por aspirantes à transexualidade. Não se trata aqui de exercer alguma violência contra a liberdade de mudar de sexo, por muita repugnância e cepticismo que a ambição me inspire. Mas há que reprimir o verdadeiro insulto que é para a Essência do Feminino reduzi-lo a um homem submetido a um corte... embora radical, admita-se.
Nunca foi considerado suficiente. Os eunucos chegaram a ser importantíssimos, mas justamente por não serem carne nem peixe, não uma carne que se houvesse tornado peixe. Como guardiães do harém turco, os eunucos negros, a quem se removia também o pénis, não consta que tivessem alguma vez contado entre as legiões femininas. E os eunucos brancos, a quem apenas (glup!) se eliminava os testículos, foram auxiliares de toda a confiança na administração dos Sultões, como nas dos Imperadores Chineses, porque se sabia que, em função de uma certa ausência, nunca seriam aceites no Trono pelas populações.
Um que também pensou assemelhar-se ao Belo Sexo por esse sistema eliminatório foi Átis. Mas tratava-se de um protector da vida vegetativa, está tudo dito!

8 comentários:

fugidia disse...

Credo, caro Réprobo,
para o que lhe havia de dar agora à tarde...
Ui!

av disse...

Bolas... até a mim doeu!
Para já, fiquei sem palavras...

O Réprobo disse...

Querida Fugidia,
reenvio a recrimina�o para o Governo do Si�o, com possibilidade de endosso para a clientela das cl�nicas amputadoras da genitalia masculina...
Beijinho

O Réprobo disse...

Querida Ana, sem palavras, temporariamente, parece-me bem melhor do que sem outras coisas, voluntária e permanentemente.
Estou certo, ou estou errado?
Beijo

fugidia disse...

lol, lol, lol

O Réprobo disse...

Ainda bem que gostou, Querida Amiga.
Beijinho

av disse...

Está certíssimo, Paulo, e ainda não parei de rir com a resposta!
Mas também lhe digo que falava de cátedra, por saber que não haveria grande risco de ficar sem essas coisas...
beijinho

O Réprobo disse...

Mas foi um bocadinho cruel, Querida Ana, ao mencionar, mesmo academicamente, a possibilidade de ficarmos sem as Suas palavras...
Beijinho